Designated Survivor – 1×04 – The Enemy

Designated Survivor The Enemy MAIOR

Imagem: TV Guide

 

No segundo episódio desta primeira temporada, Designated Survivor trouxe uma questão muito interessante de política doméstica em que o Presidente Kirkman teve que ameaçar o governador do Michigan para que a violência policial contra cidadãos muçulmanos parassem. Surpreendentemente, ou não, o segmento gerou polêmica e até rendeu uma coluna bastante crítica no Detroit Free Press sobre a “má representação” da unidade da federação.

Designated Survivor The Enemy MENOR

Imagem: News Busters

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No discorrer da coluna, que também acabou sendo publicada no USA Today, a jornalista enfatiza a má representação do estado, e principalmente do trabalho da policia local, na televisão, além de ressaltar o trabalho que o atual governador Rick Snyder, aquele que envenenou famílias em Flint, fez ao aproximar-se das comunidades árabes. Infelizmente, não tenho como concordar ou discordar porque ainda não tive a oportunidade de conhecer o estado, mas posso dizer uma coisa – ninguém está tão desapontando quanto eu que tal tema tenha voltado.

Seja nas reviews de Designated Survivor ou Madam Secretary, sempre tenho enfatizado que tais produções só têm a crescer quando abordam política doméstica, não só pelo fato de deixar a história ainda mais interessante e inteligente, como também uma amostra para o telespectador estrangeiro de como o país resolve (ou pelo menos resolvia), seus problemas. Entretanto, é sabido também que a nação é composta por cinquenta estados e mais alguns territórios espalhados pelo Caribe e Oceano Pacífico, ou seja, há vida além de Michigan.

Quase cinco episódios, mas essa conspiração em torno das investigações acerca do atentado contra o Capitólio ainda não me capturaram. Maggie Q continua extremamente deslocada da história, dando a impressão para o telespectador que ela está deslocada de alguma forma e até mesmo frustrada por estar ali e não ter uma personagem mesmo. É perceptível que o roteiro vai investir nessa conspiração de que o Deputado, e único sobrevivente, tem alguma coisa a ver com o atentado. Me parece preguiçoso, mas vamos ver no que dá.

Apesar de carregar uma certa emoção, a trama paralela que trouxe a Primeira Dama retomando um antigo caso de imigração não agregou tanto quanto esperava, na verdade, promoveu um pequeno atrito com a republicana Kimble Hookstraten, que deve, sem sombra de dúvida, ser explorado posteriormente. No momento, nada que impressione ou torne essa cena inesquecível. Diferentemente, é claro, da demissão do General pelo Presidente, que me fez pensar – será que Kirkman, assim como o Trump, sabe mais de terrorismo que os generais?

A jornalista Julie Hinds, do tal artigo do Detroit Free Press, diz que – às vezes desenvolver thrillers políticos são divertidos. E às vezes, eles são apenas irritantes. A tarefa de Designated Survivor é exatamente essa, focar na história que foi concebido para contar e nada mais além disso.

 

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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