Designated Survivor – 1×05 – The Mission

Designated Survivor The Mission MAIOR

Imagem: International Business Times

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Depois de algumas discussões sobre governança, intrigas do poder e ainda mais ameaças relacionadas à segurança nacional, Designated Survivor resolveu tomar esse quinto episódio para impressionar o telespectador da maneira que ele mais gosta – muitas explosões, muita violência e claro, ação num nível impressionante. Entretanto, há de se perguntar se a série trouxe apenas domínio pontual em fazer sequências cheias de testosterona, ou conseguiu combinar esses elementos com inteligência e diálogos de qualidade. Será?

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Designated Survivor The Mission MENOR

Imagem: The Young Turks

Confesso que me preocupo, diria que até excessivamente, com produções de ficção que se disponibilizam a tratar de guerra, porque é muito comum que a narrativa caia no excesso, fique superficial e navegue entre o tedioso e o desnecessário. Designated Survivor, surpreendentemente, conseguiu surpreender em todos os aspectos, pois mesmo limitada pela falta de um orçamento interessante para caprichar nos efeitos visuais, os roteiristas subiram o nível naquilo que eles tiram de letra – construção de personagens e diálogos exímios.

Lamento que a narrativa de buscar o terrorista que supostamente explodiu o prédio do Congresso americano, tenha sugado todo o ar de The Mission, visto que pela primeira vez Virginia Madsen dá sinais de saída da zona de conforto, Italia Ricci mostra que será mais do que uma assessora deslumbrada do Presidente e que Adan Canto pode realmente ser uma das grandes revelações desta temporada de televisão. 

É uma infelicidade que a personagem de Maggie Q continue inexpressiva e altamente desnecessária ao desenvolvimento de Designated Survivor, mesmo que já estejamos no quinto episódio da primeira temporada e no caminho do tão esperado midseason finale. Preocupo-me com o quão avulsa a primeira dama ficou desde o início da temporada, acredito que a personagem entrou num vácuo de indefinição dos próprios roteiristas – seguir com a imagem da esposa devota a apoiar o marido? Ou manda-la de volta ao seu primeiro emprego e proteger os necessitados?

Em suma, vemos uma série em potencial nos mostrando que ela pode ser tudo aquilo que nós imaginávamos a alguns anos e desejássemos que acontecesse. Ainda há inúmeros pontos que precisam urgentemente de uma mudança de rumo, principalmente no que se refere aos personagens coadjuvantes que se digladiam para conseguir uma rasgo de atenção.

 

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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