Designated Survivor – 1×09 – The Blueprint

Designated Survivor The Blueprint MAIOR (1)

Imagem: Paste Magazine

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Para quem acompanha política americana, sabe que um dos momentos mais importantes e empolgantes depois do dia das eleições propriamente ditas são as audiências de confirmação, que é quando os indicados do novo Presidente passam por uma longa sabatina no Congresso, indo desde constrangimentos por parte da oposição, afagos da situação, revelação de escândalos em plena rede nacional e entre tantos outros momentos icônicos que o leitor assiste em abundância no Youtube.

Designated Survivor The Blueprint MENOR

Imagem: Spoiler TV

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Às vésperas de um Winter Finale explosivo e que promete levar Designated Survivor a outro nível, “The Blueprint” nos trouxe muitas coisas, dentre as principais está o retorno de Virginia Madsen ao universo da boa atuação e saída do piloto automático, pois apesar de ter uma bagagem impressionante de mais de trinta anos de carreira, ela estava apenas comparecendo ao trabalho e nada mais. Vê-la conduzindo as cenas com maestria e trazendo aquela presença de cena inspiradora e potente, me fez lembrar do excelente “Sideways – Entre Umas e Outras”.

Essa qualidade inquestionável da Virgínia trabalhou a favor do roteiro durante todo o episódio, começando pelo fato de terem esquecido de revelar ao telespectador qual foi o partido que conquistou a maioria em ambas as casas. Nós já sabemos que o Presidente Kirkman é Democrata e Kimble é do Partido Republicano, mas a maioria no Congresso é que determina se os indicados passarão com facilidade ou irão requerer concessões do chefe do executivo para a oposição, tal qual o deputado que será eleito Presidente da Câmara e entre tantas outras atribuições que a minoria e maioria possuem.

Fico frustrado com a falta de consistência e irregularidade dessa narrativa em torno do FBI. São idas e vindas tão desnecessárias e desconexas que prejudicam uma trama cheia de boas ideias e um grande potencial para tirar Designated Survivor do óbvio, até porque é bem possível que eu e você já saibamos onde essa teoria da conspiração vai parar – num gancho apelativo num final de episódio qualquer. Repito que todos os elementos estão ali, basta que os roteiristas deem consistência, solidez e rumos criativos mais objetivos desses apresentados até então.

Precisa-se de uma atenção especial no núcleo da família Kirkman. O emprego da Primeira Dama foi pouco explorado no passado, ao fazer parte de um arco primoroso sobre imigração, mas de repente sumiu, dedicou-se a embelezar a cena e nada mais. Tanner Buchmann, que teve um desempenho notável durante sua passagem por The Fosters, continua pedindo por mais atenção, diálogos mais bem acabados e situações problema maiores e mais interessantes do que um teste de paternidade, a menos que Designated Survivor esteja num processo de metamorfose para o novelão e ninguém me avisou.

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