Designated Survivor – 1×11 – Warriors

Imagem: AV Club

Depois de três meses, estamos de volta com a promessa de solucionar o gancho enfadonho e desnecessário do último episódio de 2016 – “Quem foi atingido pelo tiro na posse do Vice-Presidente?”. Por incrível que pareça, os telespectadores compraram essa ideia, tanto que a audiência voltou em alta. Mas, infelizmente, a narrativa sobreviveu unicamente para tal propósito – atrair mais pessoas para frente da televisão.

Imagem: ABC Go

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É verdade que tal desenvolvimento serviu para mostrar, mais uma vez, o quão grande é o talento de Keifer Sutherland ou até mesmo a gigantesca qualidade da direção em organizar e compor cenas com uma grande quantidade de figurantes, dublês e câmeras. Há de se reconhecer o talento técnico desta série em prometer grandiosidade e entregá-la, por mais absurda que seja.

A pompa, infelizmente, não conseguiu esconder erros primários. Confesso que me deixou angustiado a maneira como a direção escolhia para encerrar uma cena, sempre com uma música excessivamente comovente ao fundo, focos irritantes nos rostos dos atores e uma carga melodramática que não via desde quando assisti La Reina Del Sur para escrever sobre Queen of the South. Fico preocupado com o uso de tais recursos, porque podem significar que o tom do roteiro vai ficar ainda mais pesado.

Maggie Q continua subaproveitada, como já se tornou um costume de qualquer trabalho que ela faça, apesar (do outro) gancho sinalizar que isso pode mudar. Quero ver muito mais do trabalho de Kal Penn, principalmente depois de descobrir o trabalho social que ele realiza, acredito que ele consegue dar esse tom mais solar que o roteiro precisa em alguns momentos para deixar a narrativa um tantinho mais leve. Porém, esse episódio foi de Virginia Madsen. E escrevo isso com alívio.

Algo que me chamou atenção negativamente foi a utilização do eminente colapso do mercado financeiro, falaram inclusive que aproxima-se da catastrófica black monday em 2008, para expor o quão perigoso o recém empossado Vice-Presidente pode ser, caso venha a tomar posse. É verdade que parece uma ideia boa, mas vamos ver se entendi bem – Kirkman assume a presidência logo depois de um grandioso atentado terrorista, mas os mercados entram em derrocada após uma tentativa mau sucedida de assassinato do chefe do executivo, sério mesmo?

Para efeitos de curiosidade, Donald Trump fez seu primeiro discurso em sessão conjunta ao Congresso na terça-feira (28). O designated survivor, isto é, o escolhido para ser Presidente caso alguém exploda o prédio do legislativo e todos àqueles na linha sucessória morram, foi David Shulkin, Secretário de Assuntos dos Veteranos, confirmado pelo Senado em fevereiro por unanimidade, o único desta administração até o momento.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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