Designated Survivor – 1×12 – The End of the Beginning

Imagem: Entertainment Weekly

A cada intervalo entre as exibições de Designated Survivor, a realidade tende a desafiar cada vez mais a ficção deixando o nosso trabalho de analisar a verossimilhança ainda mais difícil. Felizmente, não chegamos no momento de caos total como essa série anuncia a cada episódio, mas é sabido que conflitos entre o presidente e a comunidade da inteligência são histórias bem reais, tal qual estranhamos com o vice-presidente ou o comandante da câmara baixa do Congresso.

Imagem: ABC Go

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The End of the Beginning, entretanto, tratou de pesar no tom dramático para distanciar-se ainda mais da realidade. O problema é que esse processo de descolamento deixa o episódio muito carregado e em certos momentos, cansativas de acompanhar. As pausas dramáticas no encerramento de cada cena estão piores daquelas vistas em Warriors, por mais impressionante que isso possa parecer, sendo que aqui os atores capricharam no carão para aumentar a carga.

Para ilustrar bem o meu ponte de vista, peço que prestem bastante atenção ao clímax do episódio, onde a agente Hannah Wells flagra o vice-presidente em flagrante traição à nação. O tiroteio acontece no cemitério nacional de Arlington, aquele onde as vítimas da Guerra Civil de 1861 descansam. Há algo mais dramático, pesado e grandioso do que isso? Admiro a beleza do momento e a homenagem torta que o roteiro propôs, mas o resultado final é algo apelativo e excessivo. Não há necessidade para tal carga.

Há pequenas falhas no que se refere a realidade dos fatos, visto que por mais bagunçada que a realidade esteja, a primeira dama nunca ficaria sabendo de informações ultra-secretas muito menos antes do presidente. Além de sabermos que o vice-presidente não correria o risco de fazer uma coletiva de imprensa sem o mínimo de preparo do Secretário de Imprensa ou ajuda do mesmo para preparar o seu discurso.

Em suma, acredito que desde seu retorno, Designated Survivor continua experimentando possibilidades de histórias para seguir em frente. Pode tornar-se um novelão político, aproximando-se de Scandal, ou dar vida a teorias conspiratórias como a vida real faz diariamente. Se me perguntar a minha preferência, diria que sempre gostei do meu termo.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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