Designated Survivor – 1×15 – One Hundred Days

Imagem: Entertainment Weekly

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Antes de assistir ao episódio, cometi o pecado de ler, mesmo que brevemente, uma análise onde questionava ao leitor: Seria One Hundred Days o mais forte até aqui? O problema é que ao invés de me deixar empolgado com a perspectiva de finalmente assistir algo maravilhoso, fiquei frustrado com a possibilidade do editor estar superestimando o que seria mais um momento morno de preparação da trilha ao Season Finale.

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Imagem: SpoilerTV

A boa notícia é que, de fato, temos aqui não só o episódio mais forte desta temporada como também o melhor de todos. Acredito que tamanha qualidade tenha vindo da terceira, repito, terceira troca de showrunner que Designated Survivor enfrentou em dezembro de 2016 onde viu Jeff Melvoin, de Army Wives, tomar conta das decisões criativas. Tivemos aqui mais força, mais drama e, principalmente, mais coerência e menos conspiração.

O grande acerto vem da ideia de tratar dos cem primeiros dias, que para quem não sabe, é o período no primeiro ano do presidente onde ele goza de uma “lua de mel” com o Congresso e tem a oportunidade de passar grandes pontos da sua agenda. Claramente, mais um contra ponto com o que acontece, ou melhor, não acontece na vida real.

Por mais que tenha sido involuntário, o roteiro foi certeiro ao abrir o episódio trazendo uma Primeira Dama que “fala de mais” e que é “muito atuante”, que são os mesmos deméritos que Hillary Clinton escutou quando desempenhava tal função e foi responsável por negociar com o Congresso a primeira, e única tentativa, do Governo Clinton em passar uma reforma no sistema de saúde. O fracasso, de acordo com alguns historiadores, foi justamente a estranheza dos deputados em lidar com a Primeira Dama questões legislativas.

Apesar de superficial, a série tomou uma posição importante no (esquecido) debate de restrição a posse de armas que, pelo promo do próximo episódio, ainda renderá muitas discussões pontuais sobre tal tema. O texto também não esqueceu que Kirman outrora desempenhara a função de Secretário de Habitação ao incluir, mesmo que bem levemente no seu discurso, reforma do sistema na agenda dos primeiros cem dias de governo.

Com discussões importantes, a sinalização que a casa está sendo arrumada e performances acima da média, a única reclamação que tenho que fazer, mais precisamente à ABC, é que One Hundred Days deveria ter sido exibido antes das eleições de 2016.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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