Designated Survivor – 1×18 – Lazarus

Imagem: Hidden Remote

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Para quem tentou entender o porquê a produção resolveu batizar esse episódio de “Lazarus” e pôs a palavra no Google, descobriu que Michael C. Hall tem uma música com o mesmo nome e David Bowie e Enda Walsh fizeram uma peça teatral homônima. Entretanto, tal busca me levou a um dos apóstolos que, segundo o evangelho, Jesus teria ressuscitado. Do grego, Lázaro significa – “Deus ajudou”.

Imagem: The AV Club

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É verdade que posso estar superestimando o roteiro de uma série bem sucedida da TV aberta, acreditando que ele seria tão inteligente ao ponto de elaborar um duplo sentido com o título do episódio, mas prefiro dar o benefício da dúvida mesmo assim. “Lázaro” pode ser Lozano que, de repente, ressuscitou dos mortos para colocar ainda mais combustível nessa demasiada trama conspiratória, porém penso que tal identificação está mais ligada ao futuro de Designated Survivor do que um simples personagem.

Como já era esperando depois de decisões equivocadas de “The Ninth Seat”, o roteiro continuo investindo nesse grupo terrorista que deseja derrubar todo o governo americano afim de refundá-lo. O que me incomoda porque mesmo estando a poucos episódios do seu Season Finale, os roteiristas ainda não souberam como balancear a narrativa da Casa Branca, que tenta tocar o país com o desenvolvimento de políticas doméstica e relacionamento com o Congresso, contra essa investigação para descobrir quem elaborou o ataque lá do piloto.

Ficou muito mais interessante, entretanto, ver os desdobramentos de um grande escândalo em volta da Presidente da Câmara, Kimble, acusada de receber pagamentos, ou presentinhos, de governos estrangeiros para que passasse leis favoráveis a tais nações. Curiosamente, temos a Turquia envolvida nessa situação, que pode ser uma forma do roteiro cutucar a vida real com todo esse escândalo envolvendo Michael Flynn, mas a rapidez na qual ela foi parar no Comitê de Ética da Câmara me fez descartar qualquer semelhança com a vida real.

Acredito que o roteiro deve sim continuar desenvolvendo essa trama conspiratória, porque ela será responsável pelo gancho para a segunda temporada lá no Season Finale, mas também há a necessidade dos roteiristas organizarem-se melhor. Saber que é bom seguir nessa frente, mas que é extremamente necessário que os conflitos domésticos entre o Presidente, Congresso e até mesmo com a imprensa sejam tratados com inteligência em sabedoria. Está bom, mas pode melhorar.

 Obs: Reparem no shade que a promo abaixo joga no Presidente da vida real ao ser descrito como “a mãe de todas as ameaças”.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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