Designated Survivor – 1×19 – Misalliance

Imagem: Ben Mark Holzberg/ABC/Reprodução

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Depois de dois excelentes episódios na metade da temporada, Designated Survivor voltou a cair na qualidade por mostrar uma grande dificuldade em estabelecer prioridades e manter-se focado no objetivo. Misalliance tem um pouco de tudo, pois consegue ser boa e efetiva em administrar conteúdos domésticos e relacionados à governância, mas continua sem a menor ideia em como conceber algo de positivo daquela trama conspiratória.

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Imagem: Ben Mark Holzberg/ABC/Reprodução

Gostei muito de ver a Primeira Dama de volta ao núcleo mais importante da história. Natascha McElhone é uma excelente atriz que essa série revelou para o resto da indústria e deveria, a partir da segunda temporada, tornar-se membro permanente do elenco regular. Outro que merecia mais atenção, quem sabe agora que Kirkman está montando eu gabinete, é Colin Woodell, que interpreta o filho do Presidente Richmond.

Falando em tal participação, essa visita de Tyler Richmond fortaleceu um dos os ponto mais fortes de Designated Survivor que são as críticas e cutucadas na administração do país. É verdade que o primeiro orçamento de Donald Trump queria acabar com o financiamento a programas de artes, mas que após um forte lobby de alguns artistas de Hollywood, o Congresso fez o contrário e aumentou a quantidade de dinheiro nessa área.

É verdade que o roteiro não conseguiu se desprender do argumento moralista, ainda mais naquele discurso do Presidente no final do vídeo, mas foi importante de ver tal discussão, que também contou com meio ambiente, água e ar limpo, no horário nobre e num programa de entretenimento. As pessoas podem dizer que isso é mais um ataque da mídia liberal no Presidente Trump, mas prefiro pensar que artes e meio ambiente não é nada de um governo e de outro, mas sim da sociedade.

Por outro lado, confesso que esperava um pouco mais de dramatização e mais força no depoimento da Presidente da Câmara na Comissão de Ética. Virginia Madsen trouxe a mesma expressão de sempre, mesmo com o momento pedindo algo mais apesar da importância do momento. Por incrível que pareça, o destaque desse núcleo foi Vincent Rodriguez III, que entrego uma performance muito sólida e mostrou sua enorme versatilidade se levarmos em conta seu colorido e dançante personagem em Crazy Ex-Girlfriend.

Quanto à trama conspiratória, digo que Scandal fez um péssimo trabalho ao retratar Trump com uma caricatura chamada de Rollis Doyle, mas Designated Survivor não parece estar num caminho promissor em fazer um bom trabalho.

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