Designated Survivor – 2×02 – Sting of the Tail

Imagem: ABC/Divulgação

Depois de uma Season Premiere satisfatória e cheia de paralelos com a realidade, Designated Survivor vem para o seu segundo episódio sabendo que não pode continuar oferecendo situações limitadas ao seu telespectador, mantendo sempre uma história contínua em desenvolvimento para que não se torne um procedural político. A boa notícia é que o roteiro acertou em seguir essa linha, mas que não tem a menor ideia no que falar daqui para frente. Será terrorismo? Problemas sociais? Intrigas entre seus subordinados? Não sabemos, porque ainda falta uma perspectiva e um senso de existir.

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Aprecio essa vontade e esforço de não deixar de lado as intrigas com o legislativo, até porque sabemos que elas não só servem para vender jornais e dar audiência às emissoras como também para mostrar que o Estado está funcionando perfeitamente com os três poderes trabalhando, mesmo que em desarmonia. Mesmo gostando da disputa com o Senador do Missouri, confesso que vi como extremamente preguiçosa a maneira na qual eles concluíram essa situação problema. Vimos na primeira temporada o quão eficiente e delicioso o confronto com o Senador de Montana foi para promover um debate importante sobre controle da venda de armas, por isso espero que algo mais caprichado daqui para frente nesse sentido.

Adorei a ideia de introduzir o Jantar dos Correspondentes nesse episódio, mesmo que ele não tenha sido explorado da melhor maneira já que Kal Penn não funciona, e também nem deveria, como o alívio cômico e sequer tivemos a oportunidade de conferir os dotes cômicos do Presidente Kirman diante dos jornalistas. O roteiro perdeu uma excelente oportunidade para trazer algumas tiradas ácidas e inteligentes para dar mais atenção a uma trama ridícula sobre terrorismo doméstico que nunca deveria ter saído do papel.

Ressalta-se que a trama de Patrick Lloyd pode ter sido usada como uma maneira de introduzir uma das personagens que mais fizeram falta na primeira temporada, uma conselheira para assuntos jurídicos do Presidente. É verdade que temos, ou melhor, deveríamos ter o Procurador Geral para defender e lutar pela administração sempre que possível, mas é refrescante ver que o roteiro não esqueceu que mesmo sendo excitante explodir coisas e matar inimigos, existe sempre um processo legal e burocrático por trás.

Para quem tiver a oportunidade de assistir o promo do próximo episódio abaixo, vai perceber que eles prometem  – “Novas ameaças. Novos inimigos e novos desafios”. Que assim seja.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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