Designated Survivor – 2×05 – Suckers

Imagem: ABC/Divulgação

De acordo com o dicionário Merriam-Webster, sucker significa – uma pessoa que é facilmente enganada ou ludibriado. Tal adjetivo é usado pelo Presidente Kirkman para descrever, quem diria, o povo americano numa conversa informal com um Senador da oposição. O problema é o legislador usa essa escorregada para expor o chefe do executivo em rede nacional, o que consequentemente põe sua agenda reformista em risco. O curiso é que tal problemática é tão utópica e em desacordo com a realidade, que me entristece ver que chegamos no ponto de que o chefe da nação mais poderosa do mundo normaliza nazistas e não paga nenhum preço por isso.

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Diferentemente de outras tramas no passado que o principal objetivo era de fazer um contraponto com a realidade e mostrar o quão bom seria voltarmos ao normal, em Suckers temos o caráter do Presidente sendo testado a cada declaração, a cada reunião com senadores e a cada telefonema com os quatro cavaleiros do apocalipse (mais conhecidos também como o Presidente da Câmara, Líder da Minoria da Câmera e Líder da Minoria e Maioria do Senado). Questionamento que o povo americano, isto é os 58% dos cidadãos, e a imprensa fazem todos os dias.

Com essa trama principal acertada, o roteiro se deu ao prazer de trabalhar em outras duas frentes – uma investigação relacionada a morte de um deputado britânico no momento que a delegação inglesa está na cidade para o encontro do G20, além do estranho caso de corrupção envolvendo a mãe da primeira dama. Não vimos nada de novo, nada de excitante além de alguns tiros e explosões ou de agregável oriundo da história protagonizada por Maggie Q, algo que infelizmente vem se tornando recorrente desde o final da primeira temporada.

Quanto a segunda narrativa, acredito que os roteiristas conseguiram dar uma amarração apropriada para uma história que sequer deveria ter sido desenvolvida. Foi ótimo ver a primeira dama Alex Kirkman envolvida em algo maior e melhor do que escolher a parcela chinesa mais adequada, mesmo notando algo de estranho no fato de uma advogada de imigração envolver-se num litígio que nada tem a ver com a sua área de especialidade. Dito isso, a sequência no tribunal serviu para reafirmar o quão importante foi a entrada de Kendra nessa segunda temporada.

É verdade que durante boa parte deste quinto episódio o roteiro tropeça nas velhas armadilhas do clichê, do piegas e do idealismo exacerbado, mas é ótimo ver que alguém ainda consegue enxergar a possibilidade de um dia os Estados Unidos ter um líder mais uma vez. Suckers pode ter pecado no tom do “sonho americano” e na quantidade de frases de efeito, mas foi um dos melhores episódios que Designated Survivor já nos apresentou. Posso estar pedindo muito, mais seria um deleite ver esse ritmo sendo mantido pelas próximas semanas.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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