Designated Survivor – 2×06 – Two Ships

Imagem: ABC/Divulgação

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Na última semana, a marinha dos Estados Unidos anunciou algumas propostas de reformas na corporação com o intuito de prevenir acidentes que vitimaram diversos militares na metade deste ano. Sabendo disso e ao perceber que Designated Survivor tinha a proposta de trabalhar essa área, fiquei extremamente satisfeito porque essa é uma temporada única na história da televisão para falar do trabalho excepcional e importantíssimo desses homens e mulheres na linha de frente. O problema? O roteiro viu essa oportunidade e preferiu seguir com ideias sem noção.

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Novamente, nós tivemos a lástima de assistir o roteiro dividir-se em quatro, repito, quatro frentes – a principal que envolve o Presidente, a dos personagens coadjuvantes que traz os problemas pessoais de Emily ao lado do retorno, isso mesmo, o retorno da problemática envolvendo a mãe da primeira dama, seguido pela investigativa que até o momento não mostrou a que veio. O problema em trabalhar tantas histórias é a possibilidade do roteiro ficar atrapalhado e no final do dia tornar-se incoerente e entregar uma grande bagunça ao telespectador. Infelizmente, foi esse o resultado que infelizmente tivemos de “Two Ships”.

A inteligência e a qualidade de um texto não pode ser observada em razão do número de assuntos na qual ela trabalha, mas sim na qualidade. Seria excepcional que uma série da TV aberta tivesse a qualidade e a capacidade de desenvolver quatro histórias fortes, interessantes e poderosas, mas não é assim que as coisas funcionam. São raros os casos que conseguem atingir o que descrevi anteriormente, faltam-me exemplos inclusive para elucidar o leitor, mas exatamente por isso que Designated Survivor precisa abandonar essa aventuras e focar no trabalho do Presidente.

Desenvolver tramas envolvendo militares é algo importante que a televisão americana mostrou-se sensível, principalmente ao lembrarmos que atualmente exibe três produções do gênero, por isso que é muito frustrante ver “Two Ships” sem saber exatamente o que fazer e como fazer. Um dos piores diretores que esta indústria põe para trabalhar anualmente, Michael Bay, conseguiu fazer isso no horroroso 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi, então é muito difícil pensar que um grupo de roteiristas não poderia ter pensado em algo melhor.

Voltamos dia 15 de novembro, então espero que seja com mais força e mais qualidade.

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