Designated Survivor – 2×07 – Family Ties

Imagem: ABC/Divulgação

Depois de uma semana de folga por causa da exibição do CMA Awards (ou Country Music Association Awards para os não familiarizados), Designated Survivor volta para tentar encontrar um norte para essa primeira parte da segunda temporada até porque, apesar de louváveis acertos, continua sem saber que tipo de série será para seus telespectadores – uma versão moderna e para Era Trump de The West Wing ou um misto de 24 com qualquer outra série qualquer de política já lançada.

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Infelizmente, não foi com Family Ties que esses objetivos foram atingidos sendo que o roteiro sequer conseguiu construir e desenvolver, com o mínimo de coerência, uma trama que fizesse com que o telespectador ficasse empolgado. Na verdade, se você assistir ao episódio mais perceber que ele pode ser definido por uma expressão americana muito usada para descrever desastres – hot mess, que segundo o dicionário de Cambridge pode ser definida como “algo ou alguém com uma aparência não uniforme ou não muito organizada.

Insistindo na ideia de que trazer a sogra do Presidente como foco principal vá render alguma trama relevante, haja vista que ela foi recém-encerrada (ou pelo menos assim pensávamos) no passado, o roteiro perde o foco em diversos momentos. Ora quer focar numa história até interessante sobre o problema do governo americano com a Turquia, o que não foge da realidade, mas mistura relação de pai e filho no meio, com questões jurídicas não importantes e uma trama conspiratória (mais uma) envolvendo o Secretário de Defesa, cujo maior pecado foi ter um caso extraconjugal.

Com a confirmação de que Kim Raver vai entrar em algum momento dessa segunda temporada e de que mais mudanças devem vir por aí, realmente espero que tenhamos alguma definição sobre qual a história Designated Survivor contará daqui para frente tal qual sua postura. Sabemos que Kiefer Sutherland é ótimo para conduzir qualquer produção roteirizada, até porque ninguém consegue esquecer de uma catástrofe chamada Touch, por isso tenho confiança de que as coisas irão melhorar.

E repito – é uma lástima que não tenham dado a atenção necessária para uma excelente ideia de falar sobre os abusos do atual governo da Turquia.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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