Designated Survivor – 2×08 – Home

Imagem: ABC/Divulgação

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Se você quer aprender sobre a cultura dos Estados Unidos antes de fazer uma viagem ao país, uma das primeiras lições no capítulo de “Cultura” é a enorme admiração, respeito e reverência às forças armadas. Para se ter uma ideia do quão significativo é o tratamento aos homens e mulheres que põe sua vida em risco em prol dos valores e da liberdade, há o Departamento de Assuntos de Veteranos, que cuida de pensões, aposentadorias, habitação, seguro saúde e outros de militares que já serviram.

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Colocando essa questão cultural em perspectiva, não chega a ser surpreendente ver um episódio de Designated Survivor dedicado a exaltar as tropas, os homens e mulheres e aqueles que servem a mais de trinta anos nas áreas mais perigosas do mundo. O problema? Apesar da mensagem sempre bem vinda de agradecimento, o roteiro mostrou-se completamente perdido na tarefa de entregar uma história coerente e que faça o mínimo de sentido. Explosões, tiros e telefonemas urgentes acredito que tenham ficado como marca registrada do filmes dos anos de 1990.

Felizmente “Home” teve um ponto extremamente positivo – os núcleos paralelos na Casa Branca. Com a sábia escolha de deixar Emily (a sempre sensacional Italia Ricci) como uma protagonista repentina de tudo o que acontecia nos bastidores do poder, o roteiro conseguiu dar agilidade, ritmo e principalmente coerência a proposta. A atriz mostrou-se mais uma vez capaz de estar a frente de uma proposta diferente da inicial, mas sem abandonar sua elegância de compor uma performance que é sua marca registrada desde Chasing Life.

Apesar das melhores sequências, melhores diálogos e interações terem vindo do elenco que ficou na Casa Branca, não entendi exatamente o porquê Seth tinha que ter tais problemas logo no começo do episódio. Seria para cachoalhar o “relacionamento” entre ele e Emily? Para dar Lyor uma oportunidade de ser engraçadinho na frente das câmeras? Sinceramente, espero que seja algo na linha da segunda opção ao invés da primeira. Histórias de amor não são o forte de Designated Survivor e nem deveriam ser.

Gosto do espaço que Kendra vem recebendo, acredito que a missão da personagem de trazer mais realismo jurídico e profissional vem sendo cumprida, mas seria importante vê-la em ação sozinha, ou seja sem a participação de outro ator do elenco coadjuvante quem até dividindo espaço com um Procurador Geral dos Estados Unidos, cuja participação sequer aconteceu.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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