A detalhada abertura de Orange is the New Black

Baseado nas memórias de Piper Kernan, Orange is the New Black é uma dramédia que conta a história de Piper Chapmam, uma patricinha que cometeu um erro no passado e tem que pagar na prisão Litchfield. A série, no entanto, é bem mais do que isso. É sobre as vidas de cada uma das mulheres que vivem na penitenciária e dos erros que cometeram e as levaram até ali.

Na sua abertura, escolhas meticulosas e esmeradas foram feitas. A primeira delas é a música tema: You’ve got Time captura com perfeição as sensações que a série transmite. Do tilintar das grades se fechando ao ritmo hora suave e macio, hora rápido, urgente e opressivo, tudo ali sugere os dramas vividos pelas detentas.

 

Orange

Unhas pintadas em mãos com algemas: detalhes de uma abertura minuciosa

 

A interprete da música, Regina Spektor, canta frases como “todos estão te esperando”, “os animais presos até a cela estar cheia”, “é fácil dar passos, difícil é ficar parado” entre outras que englobam bem o sentido de vários momentos da série e entre todas elas, talvez “Pense em todas as estradas e em todos os cruzamento” e “lembre-se de todos os rostos deles, lembre-se de suas vozes, tudo é diferente na segunda vez por aqui” determinem com mais precisão tudo que é mostrado durante o show.

O padrão da abertura é mostrado com o nome dos atores principais em cenas típicas da prisão intercalados por dezenas de mulheres.

 

Orange is the new black 2

Cena comum na prisão com nome dos protagonistas (#Sdds Laura Prepon) intercalado com rostos…

 

A escolha das cores, escuras e carregadas e o contraste das cenas é bem pesado, ressaltando detalhes e nos obrigando a olhar com cuidado cada dado mostrado. Ela mostra cenas da prisão e de mulheres. Elas são apresentadas em pedaços: olhos, bocas, tatuagens, sorrisos… como as prisioneiras e suas histórias cheias de pequenas condições que, somadas, as trouxeram para aquele lugar.

 

Orange Rostos

Contraste acentuado nos obrigando a prestar atenção nos detalhes dessas mulheres.

 

Existe controvérsia quanto a abertura: alguns a consideram brilhante pela quantidade de boas informações e referências precisas sobre a série, a música tema que parece feita sobre medida e toda a qualidade artística que a compõe. Outros apontam que, por ser uma série da Netflix (e com isso ficar disponível por inteira), ela apresentam informações demais que serão repetidas a exaustão por qualquer pessoa normal que assiste ao canal (e por isso vê mil episódios de uma vez). Esses apontam que uma sequência menos carregada seria mais “assistível” em maratonas.

É inegável que trata-se de uma belíssima sequência, que fala por si só e defende bem a qualidade do show que antecede, e que mostramos aí embaixo:

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fBITGyJynfA[/youtube]

 

E aí? Chata e longa demais ou uma obra de arte antes de um dos melhores shows da atualidade? Dê sua opinião abaixo!

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

4 comments

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  1. Avatar
    Tainara H. 25 junho, 2014 at 01:19 Responder

    Essa abertura foi simplesmente o motivo que me levou a começar a assistir a série. Quando ninguém menos que a minha cantora preferida e ídola absoluta da vida anunciou que compôs a música de abertura de uma série, claro que eu não pensei duas vezes antes de começar a assistir. Amei a música, amei a abertura e amei a série ainda mais. E não importa o quão longa seja e mesmo eu tendo assistido aos episódios da segunda temporada praticamente em sequência, não pulei a abertura uma vez sequer.

  2. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 25 junho, 2014 at 09:00 Responder

    Eu gosto muito da abertura de OITNB. Deixo em todos os episódios tocarem. Diferentemente de House of Cards que tem uma abertura bem chatinha! Mas de alguma forma eu gosto do tema e de como ele fala “verdades” sobre as personagens. Os rostos, olhares… expressam o que essas mulheres sentem. Eu acho ela de grande qualidade.

    Parabéns pelo texto 🙂

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A detalhada abertura de Orange is the New Black

Baseado nas memórias de Piper Kernan, Orange is the New Black é uma dramédia que conta a história de Piper Chapmam, uma patricinha que cometeu um erro no passado e tem que pagar na prisão Litchfield. A série, no entanto, é bem mais do que isso. É sobre as vidas de cada uma das mulheres que vivem na penitenciária e dos erros que cometeram e as levaram até ali.

Na sua abertura, escolhas meticulosas e esmeradas foram feitas. A primeira delas é a música tema: You’ve got Time captura com perfeição as sensações que a série transmite. Do tilintar das grades se fechando ao ritmo hora suave e macio, hora rápido, urgente e opressivo, tudo ali sugere os dramas vividos pelas detentas.

 

Orange

Unhas pintadas em mãos com algemas: detalhes de uma abertura minuciosa

 

A interprete da música, Regina Spektor, canta frases como “todos estão te esperando”, “os animais presos até a cela estar cheia”, “é fácil dar passos, difícil é ficar parado” entre outras que englobam bem o sentido de vários momentos da série e entre todas elas, talvez “Pense em todas as estradas e em todos os cruzamento” e “lembre-se de todos os rostos deles, lembre-se de suas vozes, tudo é diferente na segunda vez por aqui” determinem com mais precisão tudo que é mostrado durante o show.

O padrão da abertura é mostrado com o nome dos atores principais em cenas típicas da prisão intercalados por dezenas de mulheres.

 

Orange is the new black 2

Cena comum na prisão com nome dos protagonistas (#Sdds Laura Prepon) intercalado com rostos…

 

A escolha das cores, escuras e carregadas e o contraste das cenas é bem pesado, ressaltando detalhes e nos obrigando a olhar com cuidado cada dado mostrado. Ela mostra cenas da prisão e de mulheres. Elas são apresentadas em pedaços: olhos, bocas, tatuagens, sorrisos… como as prisioneiras e suas histórias cheias de pequenas condições que, somadas, as trouxeram para aquele lugar.

 

Orange Rostos

Contraste acentuado nos obrigando a prestar atenção nos detalhes dessas mulheres.

 

Existe controvérsia quanto a abertura: alguns a consideram brilhante pela quantidade de boas informações e referências precisas sobre a série, a música tema que parece feita sobre medida e toda a qualidade artística que a compõe. Outros apontam que, por ser uma série da Netflix (e com isso ficar disponível por inteira), ela apresentam informações demais que serão repetidas a exaustão por qualquer pessoa normal que assiste ao canal (e por isso vê mil episódios de uma vez). Esses apontam que uma sequência menos carregada seria mais “assistível” em maratonas.

É inegável que trata-se de uma belíssima sequência, que fala por si só e defende bem a qualidade do show que antecede, e que mostramos aí embaixo:

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fBITGyJynfA[/youtube]

 

E aí? Chata e longa demais ou uma obra de arte antes de um dos melhores shows da atualidade? Dê sua opinião abaixo!

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    Tainara H. 25 junho, 2014 at 01:19 Responder

    Essa abertura foi simplesmente o motivo que me levou a começar a assistir a série. Quando ninguém menos que a minha cantora preferida e ídola absoluta da vida anunciou que compôs a música de abertura de uma série, claro que eu não pensei duas vezes antes de começar a assistir. Amei a música, amei a abertura e amei a série ainda mais. E não importa o quão longa seja e mesmo eu tendo assistido aos episódios da segunda temporada praticamente em sequência, não pulei a abertura uma vez sequer.

  2. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 25 junho, 2014 at 09:00 Responder

    Eu gosto muito da abertura de OITNB. Deixo em todos os episódios tocarem. Diferentemente de House of Cards que tem uma abertura bem chatinha! Mas de alguma forma eu gosto do tema e de como ele fala “verdades” sobre as personagens. Os rostos, olhares… expressam o que essas mulheres sentem. Eu acho ela de grande qualidade.

    Parabéns pelo texto 🙂

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