A nova série da Netflix, Dia Zero (Zero Day), é um thriller político que mergulha nas complexidades do poder, da corrupção e das consequências de decisões tomadas nos bastidores do governo.
Com um elenco estelar que inclui Robert De Niro, Angela Bassett, Lizzy Caplan e Jesse Plemons, a série começa com um ataque ciberterrorista devastador que paralisa os Estados Unidos, matando milhares e deixando o país em caos. A partir daí, a trama se desenrola em um labirinto de conspirações, segredos sombrios e dilemas morais que desafiam a noção de justiça e lealdade.
O Ataque e a Investigação
Logo no primeiro episódio, Dia Zero captura a atenção do espectador com um ataque ciberterrorista que causa destruição em massa: trens colidem, aviões caem do céu e 3.000 pessoas morrem.
Diante da tragédia, a presidente Evelyn Mitchell (Angela Bassett) convoca o ex-presidente George Mullen (Robert De Niro) para liderar uma comissão especial com o objetivo de descobrir os responsáveis pelo ataque e evitar que algo assim aconteça novamente.
George Mullen, um ex-presidente popular conhecido por sua habilidade de trabalhar com ambos os partidos, parece ser a escolha perfeita para a missão. No entanto, Mullen carrega consigo segredos obscuros que podem vir à tona no pior momento possível.
À medida que ele se aprofunda na investigação, fica claro que ele está disposto a cruzar limites éticos e legais para descobrir a verdade. Mas o que acontece quando essa verdade aponta para caminhos que ele preferiria não seguir?
A Teia de Conspirações
A teoria inicial do governo é que o ataque foi orquestrado pela Rússia, mas Mullen e sua equipe logo percebem que a realidade pode ser muito mais complexa e perturbadora. A investigação revela que os responsáveis podem estar muito mais próximos do que se imaginava.
Com a ajuda de sua equipe, incluindo Roger Carlson (Jesse Plemons), um leal colaborador, e Valerie Whitesell (Connie Britton), sua ex-chefe de gabinete com quem teve um caso no passado, Mullen mergulha em um mundo de hackers, teorias da conspiração e traições.
No entanto, a trama se complica ainda mais com revelações pessoais: Mullen descobriu que tem uma filha, Alexandra (Lizzy Caplan), fruto de seu caso com Valerie. Alexandra, agora uma congressista, é colocada à frente de um comité para supervisionar a comissão de Mullen, criando um conflito de interesses e lealdades.
Enquanto isso, Roger, que também mantém um relacionamento secreto com Alexandra, acaba sendo assassinado, e sua morte é disfarçada como um overdose.

A Verdade Chocante
No episódio final, a verdade vem à tona: o ataque terrorista não foi obra de uma potência estrangeira, mas sim de uma conspiração interna dentro do próprio governo dos EUA. Richard Dreyer (Matthew Modine), o presidente da Câmara dos Representantes, arquitetou o plano com a intenção de unir o país após anos de polarização política.
Ele acreditava que um ataque em grande escala faria com que os americanos deixassem de lado suas diferenças e trabalhassem juntos pelo bem comum, assim como aconteceu brevemente após o 11 de setembro.
Alexandra Mullen, inicialmente relutante, acaba se envolvendo no plano, mas fica horrorizada ao perceber que o ataque resultou em milhares de mortes. Quando a verdade é revelada, ela escreve uma carta ao pai assumindo sua culpa e pedindo para ser responsabilizada.
George Mullen, diante de um dilema moral, decide expor a verdade ao Congresso, mesmo sabendo que isso pode destruir sua família e o país.
O Dilema de George Mullen
George Mullen é um personagem complexo, atormentado pela perda de um filho por overdose e por suas próprias falhas morais. Ao longo da série, ele enfrenta não apenas a conspiração externa, mas também uma possível guerra psicológica contra sua mente.
Cenas perturbadoras mostram Mullen lidando com alucinações e memórias fragmentadas, sugerindo que ele pode estar sendo alvo de um ataque cibernético chamado Proteus, uma arma capaz de manipular a mente humana.
No final da série, Mullen encontra um dispositivo eletrônico em seu alimentador de pássaros, deixando em aberto a questão de se suas alucinações foram causadas por um ataque terrorista ou por sua própria mente fragilizada. Independentemente disso, Mullen emerge como uma figura trágica, disposta a sacrificar tudo – incluindo sua família – em nome da verdade.