Dicas: 7 séries que estrearam em maio e que você precisa assistir

Quais são as novidades em séries que você precisa assistir?

O mês de maio caminhava para ser um dos piores do ano em relação as séries que estrearam. Com número reduzido de estreias, cada novidade que chegava à TV parecia mais um fracasso fadado em esquecimento. Foi nos últimos dias do mês, entretanto, que alguns ótimos títulos estrearam, salvando o mês do completo fracasso.

No fim, maio nos trouxe pelo menos duas produções que certamente estarão nas listas das melhores séries do ano. Confira nossas tradicionais dicas do mês!

 

Imagem: Netflix/Divulgação

1 – Olhos que Condenam (Netflix)

Nota: 100
Status: Série Limitada

A ficção não poderia criar uma história como a de Olhos que Condenam. Apenas a realidade, em seu brutal desenrolar de fatos e tragédias, poderia construir uma narrativa tão absurda e desoladora como esta, dramatizada em quatro episódios impecáveis da Netflix. Produzida, escrita e dirigida por Ava DuVernay, Olhos que Condenam conta a história dos “Cinco do Central Park”, jovens negros e latinos que foram injustamente acusados de agressão e estupro em 1989. Trata-se da união perfeita entre audiovisual de primeira categoria e comentário social bem polido, ainda que brutal. Olhos que Condenam assume uma posição e a segue até o fim. Afinal de contas, há apenas um lado correto: o da verdade.

 

Imagem: HBO/Divulgação

2 – Chernobyl (HBO)

Nota: 95
Status: Série Limitada

O desastre de Chernobyl abalou o mundo em 1986 e serviu como grande catalisador da derrocada da União Soviética. A explosão do reator nuclear, que levou à morte milhares de pessoas, desencadeou uma série de desdobramentos políticos e sociais que permaneceram velados por décadas. Além de explorar o fascínio do público para com o desastre e as ruínas da cidade, Chernobyl acerta ao jogar luz a diversos momentos obscuros da tragédia.

Com isso, a superprodução da HBO torna-se não apenas um dos melhores e mais elogiados projetos do canal, como também funciona como importante e avassalador atestado histórico. Assim como Olhos que Condenam, outra obra-prima do mês, Chernobyl desperta a pergunta: como levamos tanto tempo para sabermos disso? Como se levou tanto tempo para produzir algo assim? O tempo, às vezes, é certeiro, pois toda obra-prima chega no tempo certo.

Imagem: BBC One/Divulgação

 

3 – Years and Years (BBC One/HBO)

Nota: 84
Status: Série Limitada

Há muito tempo eu não assistia uma série de ficção que me surpreendesse com tanta frequência. Years and Years funciona em frande parte caso não saibamos sobre os rumos que o roteiro pretende tomar. O ideal é que os episódios sejam assistidos sem qualquer informação prévia. O piloto, por exemplo, muda tanto de identidade e humor que torna-se impossível categorizá-lo. Em um momento, Years and Years é uma comédia tipicamente britânica; em outro, um dama familiar repleto de discursos sociais atuais; em seguida, um assustador thriller político recheado de momentos tensos e impactantes. Não é uma produção que segue a cartilha, principalmente se comparada aos projetos norte-americanos, mas vale a pena ser conhecida justamente por seu olhar único.

Imagem: Hulu/Divulgação

 

4 – Catch-22 (Hulu)

Nota: 82
Status: Série Limitada

Adaptada do clássico literário, Catch-22 reúne um time estelar em frente e atrás das câmeras. De George Clooney a Hugh Laurie, passando por rostos novos da indústria, a minissérie de guerra investe em boas doses de humor e acidez para passar suas mensagens. Na trama, um jovem soldado tenta achar qualquer pretexto para fugir da guerra. Sua saúde, por ironia do destino, infelizmente está ótima, e não há nenhuma justificativa cabível para a despensa do exército e da guerra.

No caminho, há o “ardil 22”: para ser afastado dos deveres militares, o soldado deve ser avaliado por um médico e classificado como insano; só que para aceitar ir para a guerra e realizar missões já é um atestado de insanidade por si só, e ao pedir uma avaliação médica o soldado prova que, na verdade, é perfeitamente são, pois nenhum louco pediria tal laudo médico. A lógica confusa só atrapalha a vida difícil do sujeito que, para piorar, ainda deve realizar mais missões do que o preestabelecido.

 

Imagem: Amazon Prime/Divulgação

5 – Good Omens (Amazon Prime Video)

Nota: 78
Status: Série Limitada

Apesar de toda a fama e respeito, Neil Gaiman é um autor “difícil”. Seu estilo é único e os rumos de suas histórias geralmente fogem do esperado. Além disso, a imaginação do escritor não tem amarras, o que acaba prejudicando algumas adaptações de suas obras, que não conseguem acompanhar o ritmo e a loucura do sujeito. Good Omens, baseada em Belas Maldições, é uma típica produção vinda da mente de Gaiman, principalmente pelo fato de que o escritor serve, aqui, também, de showrunner. 

Na trama, um anjo e um demônio são fãs legítimos da humanidade. Por se afeiçoarem tanto aos modos de vida mortais, ambos passam os séculos quase como mortais, fazendo o possível para manter tudo do jeito que está. Só que o apocalipse se avizinha e eles precisam decidir: seguir as ordens do Céu e do Inferno ou defender o mundo que aprenderam a amar. As loucuras desenfreadas podem afastar o público mais sóbrio e resistente, mas a dupla central é imperdível.

 

Imagem: National Geographic/Divulgação

6 – The Hot Zone (National Geographic)

Nota: 75
Status: Série Limitada

A boa esposa, Alicia, e Sor Davos unem forças contra o Ebola na minissérie do National Geographic, The Hot Zone. Na trama, o mortal vírus ameaça ter chegado na América. Correndo contra o tempo, pesquisadores tentam achar a origem de todo o problema e como contornar a ameaça. Não é viciante, mas a solidez das atuações e o roteiro conciso fazem valer a pena. Além disso, como toda produção do canal, Hot Zone é fonte de boas informações e curiosidades. Para quem assistiu Epidemia, com Dustin Hoffman, os episódios surgem como interessante complemento.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

7 – The Society (Netflix)

Nota: 74
Status: Série Limitada

Vamos deixar o orgulho e o preconceito, de lado, okThe Society não é o melhor exemplar de qualidade, ficando longe de um produtor requintado, e sendo mais um projeto popular. E não há problema algum nisso. No que se propõe, The Society cumpre cada promessa, além de propor alguns questionamentos interessantes, ainda que superficiais. Na trama, um grupo de adolescentes faz uma viagem e acabam chegando em uma cidade abandonada. O grande problema é que a cidade é a deles e não há ninguém nas ruas. Sem adultos ou crianças, apenas ele habitam o lugar. Forma-se, então, uma nova sociedade. É bacana pensar como a situação se desenvolveria na realidade, e Society tenta manter os pés no chão. O dramalhão, contudo, sempre chega, e no final a série é um bom enlatado adolescente.

 

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Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.