A comédia policial argentina Divisão Palermo retorna em sua segunda temporada mantendo o tom irreverente e crítico que conquistou o público. Criada por Santiago Korovsky, a produção continua explorando as desventuras da peculiar guarda urbana, agora em meio a uma Buenos Aires em plena campanha eleitoral. Entre tramas de espionagem, máfias internacionais e jogos políticos, os novos episódios elevam a tensão e a sátira social a outro nível.
Expansão da guarda urbana e novos perigos em Divisão Palermo
Após desmascarar Julio Reynoso no primeiro ano e não receber reconhecimento pelo feito, Felipe Rozenfeld (Santiago Korovsky) e sua equipe retornam para enfrentar novos desafios. A guarda urbana se expande, mas junto com seu crescimento vem o caos. Felipe é recrutado pelos serviços de inteligência para investigar uma organização criminosa que opera no Cuero Café, comandada por Martin Gauna, conhecido como Milton (Juan Minujín).
Enquanto isso, a implacável Kim Wong, líder da máfia coreana, busca um maletim de dinheiro desaparecido. O problema é que o tal maletim está escondido na casa de Edgardo Torres (Facundo Bogarín), que decide transferi-lo para a delegacia para garantir sua segurança.
Arellano (Alejandra Flechner) oferece a Felipe uma missão secreta, mas ele recusa temendo reviver traumas. Sua postura muda quando descobre que há um novo candidato para coordenar a guarda urbana: David Schwartz (Martín Piroyansky), um homem aparentemente perfeito para o cargo. No entanto, a chegada de David tem consequências trágicas. Confundido com Felipe por Kim Wong e Chang Cho, ele é morto pelos mafiosos, reacendendo o clima de tensão.
Infiltração arriscada e vida pessoal em crise
Sob a identidade falsa de Florencio Ramos, Felipe se infiltra no Cuero Café, mas rapidamente se vê em encrencas. Um confronto armado com a máfia aproxima-o de Milton, que o convida para sua organização criminosa. Para manter a farsa, Felipe participa de explosões e até do descarte de um corpo, enquanto tenta obter informações para Arellano. No lado pessoal, ele termina com Sofía (Pilar Gamboa) para protegê-la, mas ela logo começa a se envolver com outro homem, o recém-chegado Nacho.
Enquanto a investigação avança, Carolina Ponce usa a guarda urbana para ganhar popularidade entre os eleitores, distribuindo pistolas Taser. Um apagão inesperado, porém, favorece seu rival, Claudio Navarro, que tem o apoio financeiro de Milton. Esse cenário político instável reforça a crítica social de Divisão Palermo, mostrando como interesses pessoais e corrupção moldam o destino de uma cidade.
O clímax e o desfecho surpreendente de Divisão Palermo
Na reta final de Divisão Palermo, Felipe grava Milton e Navarro admitindo serem aliados, mas é descoberto e corre perigo. Sofía, ao encontrar uma carta de Felipe, mobiliza a guarda urbana para resgatá-lo. Após um tiroteio, a ligação entre Milton e Navarro é exposta, mas isso não impede a vitória eleitoral de Navarro, um retrato irônico da forma como a opinião pública pode ser moldada.
A comemoração de Milton é interrompida quando ele é assassinado pela máfia coreana, que busca vingança. Com Navarro no poder e disposto a cortar o financiamento da guarda urbana, o futuro do grupo é incerto.
Um final aberto e pistas para o futuro
Apesar das perdas e ameaças, Felipe e Sofía se reconciliam e começam a planejar um futuro juntos — simbolizado pela compra de um colchão e pela sugestiva cena em que Felipe observa uma cuna. A 2ª temporada termina deixando perguntas no ar: haverá uma continuação? A guarda urbana vai sobreviver às mudanças políticas? E, mais importante, o casal estará pronto para o próximo passo?
A nova temporada de Divisão Palermo, disponível na Netflix desde 17 de julho de 2025, entrega humor ácido, reviravoltas inesperadas e uma crítica afiada à política e à sociedade argentinas, mantendo o espírito irreverente que a tornou um sucesso.