Criada por Heitor Dhalia, a mais recente série de suspense policial brasileira da Netflix, DNA do Crime, acompanha uma equipe de investigadores, centrada no detetive teimoso e “lobo solitário” Benício (Rômulo Braga) e sua nova parceira Suellen (Maeve Jinkings), na caça aos perpetradores de um grande assalto perto da fronteira paraguaia e brasileira.
Inspirando-se em um assalto da vida real (conhecido como o “roubo do século”) que ocorreu em 2018 em Ciudad del Este, Paraguai, DNA do Crime mistura realidade com ficção para apresentar um thriller cativante que explora o submundo do crime organizado no Brasil. A série da Netflix explora inúmeras tramas ao longo de sua temporada de 8 episódios, tornando necessária uma revisão dos elementos cruciais da história desta série envolvente inspirada em eventos reais.
A Conexão dos Crimes e a Genialidade Forense em DNA do Crime
DNA do Crime centra-se no mundo do crime organizado que prospera devido à fronteira fluida compartilhada entre o Paraguai e o Brasil. O Detetive Benício é puxado para a confusão depois que seu parceiro de confiança, Santos, é morto durante uma fuga planejada na Penitenciária de Foz. Benício decide encontrar os responsáveis pela morte de seu parceiro.
Mas logo, o detetive esperto descobre que a fuga da prisão era apenas uma pequena peça em um quebra-cabeça maior de assaltos e roubos sendo realizados por várias gangues em um esforço combinado. Em sua empreitada, Benício é acompanhado por Suellen enquanto eles embarcam na resolução do caso em questão.
Vários roubos foram conduzidos por uma quadrilha criminosa conhecida como A Organização. Seu modus operandi envolvia o uso de um grande número de membros da quadrilha para criar distrações planejadas e, em seguida, realizar rapidamente o roubo sem deixar vestígios. Durante um desses roubos, a maneira não ortodoxa de Benício e Suellen de trabalhar os leva diretamente a um grupo de membros da quadrilha recém-saídos de um assalto.
Em DNA do Crime, consequentemente, a polícia não apenas prende alguns membros suspeitos, mas também coleta evidências cruciais sobre os roubos. Quando Benício reconhece um membro da Organização chamado Soulless (Thomás Aquino), isso o ajuda a conectar os pontos entre a fuga na penitenciária e um grande assalto realizado na casa de segurança da Proguard, uma empresa de segurança.
As prisões iniciais colocam Benício e Suellen no comando da investigação sob a supervisão de seu chefe, Rossi. Os outros membros da equipe incluem Moreira (Guilherme Silva), um policial que, segundo rumores, é o único policial que se infiltrou na Organização, e o gênio forense Yuri (Giovanni di Lorenzi).
Yuri desempenha um papel fundamental na introdução do uso crucial de evidências de DNA para conectar vários crimes, que antes eram considerados eventos independentes. Moreira usa suas conexões dentro do mundo do crime para encontrar mais evidências dos crimes, revelando alguns detalhes surpreendentes sobre os perpetradores.
O Embaixador e a Complexidade das Alianças Criminosas

É revelado em DNA do Crime que há outro jogador chave, conhecido como O Embaixador, que detém grande poder no lado paraguaio da fronteira. Foi um tratado de paz entre o Embaixador e a Organização que resultou na tarefa de Soulless, pela Organização, de arrecadar uma grande quantia em dinheiro, com urgência. Consequentemente, Soulless liderou a fuga da prisão no Brasil para reunir membros para seu assalto planejado do outro lado da fronteira no Paraguai, três meses depois. Infelizmente, o plano não correu bem para Soulless, pois ele acabou perdendo uma grande quantia de dinheiro durante o assalto.
Após várias tentativas fracassadas, os superiores da Organização colocaram Soulless em contato com Issac (Alex Nader), o líder da Gangue Fantasma, conhecida por seus assaltos infalíveis. Enquanto isso, a equipe de investigação se aproxima de Soulless quando sua verdadeira identidade é revelada, o que os leva a aprender sobre sua família. Quando Soulless descobre que sua família está sob vigilância policial, ele arma uma armadilha para matar Benício e Suellen.
Embora os dois tenham sobrevivido ao ataque, o evento foi suficiente para fornecer evidências de uma toupeira dentro da polícia. As suspeitas naturalmente recaem sobre Moreira devido às suas profundas conexões com a Organização e suas ações inexplicáveis. Moreira também conseguiu se infiltrar na organização do Embaixador, colocando evidências muito cruciais em suas mãos.
Em DNA do Crime, Benício e sua equipe na delegacia de Foz do Iguaçu percebem que uma trégua entre a Organização e o Embaixador significa que algo grande está por vir. Inicialmente, tudo o que eles têm em mãos são teorias direcionadas a uma tentativa de assalto massivo, possivelmente em alguma instituição como a Casa da Moeda.
Embora o disfarce de Moreira seja revelado quando um membro da Organização o identifica como parte da gangue do Embaixador, Moreira ainda consegue obter informações cruciais sobre os próximos passos da Organização. Também é revelado que Moreira havia forjado sua própria morte para se livrar de sua lealdade à Organização, retornando à sua vida como policial.
DNA do Crime: O Plano Mestre, a Fuga e o Futuro Incerto
DNA do Crime conecta todos os fios que vinha provocando e, no final, os planos reais da Organização e do Embaixador são decodificados por Benício e sua equipe. Através das evidências fornecidas por Moreira, é descoberto que o plano mestre da Organização e do Embaixador não envolvia um grande assalto, como se pensava anteriormente.
O plano real resumia-se a libertar o Embaixador da prisão de Tacumbú, no Paraguai. Diante de uma potencial extradição para o Brasil, o Embaixador sabia que não seria capaz de desfrutar da mesma quantidade de poder dentro de uma prisão federal brasileira do que desfrutava de sua base paraguaia. Para evitar esse destino, o Embaixador uniu forças com a Organização, resultando nos vários assaltos que faziam parte de um plano maior para treinar e coletar recursos para o objetivo final.
Com o plano real em frente à equipe, a polícia planeja interceptar os membros da gangue durante seu ataque planejado à prisão que detém o Embaixador. Infelizmente, a assistência de Guilherme a Issac se mostra prejudicial aos esforços de Benício. Em vez de atacar a prisão, Issac decide atacar o comboio responsável por transferir o Embaixador da prisão para sua nova casa no Brasil. No derramamento de sangue resultante, ambos os lados sofrem grandes perdas, e o Embaixador consegue escapar, graças a um reforço surpresa colocado dentro da polícia por Issac – outra toupeira.
No final de DNA do Crime, Benício alcança uma pequena vitória na forma da prisão de Soulless, apesar da fuga do Embaixador. Depois de ser deixado para trás indefeso, Soulless se vê sendo perseguido por um determinado Benício, que insiste em levar à justiça o assassino de seu parceiro. Embora Soulless tente fazer um refém para fugir do policial, ele é surpreendido pela atitude obstinada de Benício, que o desafia a matar o refém, mas se recusa a deixá-lo ir. Tendo desenvolvido fortes sentimentos contra os assassinatos de inocentes depois de se tornar religioso, Soulless decide se render após seu confronto com Benício.
O desfecho impactante de DNA do Crime
Nos momentos finais de sua exibição de 8 episódios, DNA do Crime também encerra algumas das tramas de longa duração da série. A toupeira colocada por Issac também é exposta quando Guilherme (Thiago Brianti) é confrontado e preso por Moreira, que o estava observando o tempo todo. Rossi recebe crédito e uma promoção pela corajosa demonstração de sua equipe contra o exército colocado pela Organização.
Para a decepção de Yuri, seu colega o priva de receber crédito por sua contribuição crucial para o caso por meio da análise de DNA. Por outro lado, Issac é visto planejando algo ainda maior do que o que foi testemunhado até agora. Em uma nota mais brilhante, Benício encontra uma parceira permanente e de confiança em Suellen.
Considerando que o Embaixador e Issac permanecem foragidos, DNA do Crime mostra o potencial para uma segunda temporada ainda mais emocionante, na qual Benício pode continuar sua busca pelos que escaparam de suas garras e continuam a vagar entre as fronteiras fluidas do país. Não parece que a Gangue Fantasma, liderada pelo mestre Issac, vai descansar de qualquer forma, abrindo caminho para um thriller de gato e rato em uma potencial segunda temporada desta angustiante série criminal.