Do Amor: romance com jeitinho brasileiro

Já comentamos por aqui sobre o boom da produção de séries brasileiras, que tem trazido cada vez mais produtos nacionais para a nossa telinha. Também comentamos que (graças a Deus) muitas dessas produções não são sitcons, gênero que antes dominava a nossa TV.

 

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E uma dessas novas séries que foge do comum e foca em outro gênero é Do Amor, seriado que já está em sua segunda temporada no canal Multishow, e que fala (logicamente) sobre o amor: seu início, seu fim e claro, seu meio.

Protagonizada por Maria Flor (responsável também pelo argumento e pela produção do programa), a série mostra as desventuras amorosas da romântica Lulu, que inicia a primeira temporada ao lado do professor Pio. Vemos o relacionamento dos dois chegando ao fim para que, depois, voltando no tempo, vejamos como tudo começou. Numa forma diferente, interessante e até melancólica de contar uma história, afinal o espectador já chega sabendo do triste fim. Dá pena saber que aquele casal que se deu tão bem no princípio irá se separar.

Já a segunda temporada começa com Lulu voltando de Berlim – onde deixou Pio – pronta para viver uma vida nova. Agora focando na carreira de fotógrafa, ela amadurece, e acaba se envolvendo com o desapegado Bráz, um artista plástico totalmente diferente da nossa protagonista. E a segunda temporada também traz um outro ponto interessante, um foco maior e histórias próprias para os coadjuvantes, amigos que Lulu que na temporada passada serviram mais como personagens-orelha.

 

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A trilha sonora, de muito bom gosto, é um dos outros pontos altos da série, reforçando o tom de romance melancólico que a série busca passar. Marcelo Camelo, The Kills, Phoenix, Little Dragon estão entre algumas das escolhas musicais. O figurino busca uma proposta contemporânea, principalmente o figurino e costumes de Lulu, que adora tirar fotos com uma máquina fotográfica antiga, em um proposta vintage, algo muito em alta atualmente.

É assim, entre o descolado e o melancólico que a série se move. Trazendo uma história cheia de poesia e realismo. Na abertura, “Do amor” é escrito junto, “doamor”. Amor é para quem se doa e, em um outro nível de interpretação, para que se doa (do verbo doer). E qual amor não dói não é mesmo?

Letícia Bastos

Letícia Bastos

Publicitária, social media, mangaká e dançarina em protestos. Também sou apaixonada por séries e admito que novelas são meu Guilty Pleasure. Apaixonada por comédias cult/pop/nerd, ainda pretendo fundar uma seita para os Adoradores de Arrested Development. Aqui no Mix sou editora de Realitys Show e escrevo as reviews de todos os realitys do mundo, como Masterchef BR, The X Factor UK e BR, The Voice US, AUS e BR, BBB e RuPauls Drag Race.

1 comment

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 15 abril, 2014 at 09:18 Responder

    Gosto muito do trabalho da Maria Flor.
    A série me despertou certo interesse, correrei atrás dela assim que der. Muito boa a indicação Letícia.
    Parabéns pelo texto 😀

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