Do Game Boy para a TV: o fenômeno Pokémon

Pokémon

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Prestes a completar duas décadas de história com alguns lançamentos da Nitendo na manga, a temporada clássica de Pokémon chega à Netflix. Quem viveu a infância na virada do século sabe do que estou falando. Chegar da escola – se você, assim como eu, estudava pela manhã – e ligar a TV correndo para assistir mais um episódio das aventuras de Ash e seu Pikachu na TV aberta era o momento mais esperado do dia de muitas crianças. No Brasil, o fenômeno pareceu instantâneo e muita informação bombardeou a criançada: anime, jogos, cards, revistas, mangá… Mas, afinal, de onde saíram os “monstrinhos de bolso”?

A franquia surgiu com um par jogos para o video game portátil Game Boy, em 1996. “Pokémon Green” e “Pokémon Red” abriram caminhos para a série de games que ficou conhecida como Primeira Geração (1996-1999). Atualmente em sua Sexta Geração, a franquia já lançou títulos para Game Boy Advance, Nitendo 64, Nitendo 3DS, Wii, entre outros. O próximo passo é lançar o primeiro jogo para Android e iOS. “Pokémon GO” promete levar os jogadores a saírem em busca de pokémons por meio da realidade aumentada, com direito a um plus – um bracelete em formato de pokébola que avisa quando algum bichinho estiver por perto.

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A jornada criada pelo designer japonês Satoshi Tajiri ganhou sua versão animada em 1997. Com cinco temporadas exibidas até 2002 no Japão, a série original acompanha as aventuras de Ash Ketchum e seu Pikachu, Misty, Brock e Tracey pelas regiões de Kanto, Arquipélago Laranja e Johto. No Brasil, o anime ia ao ar pela primeira vez em maio de 1999, no programa Eliana & Alegria, da Rede Record. A compra foi feita a partir do modelo norte-americano, que, para facilitar a distribuição no ocidente e o processo de dublagem, dividiu a temporada da Liga Índigo em duas partes. Entre outras mudanças, o publico ocidental também foi “presentado” com uma abertura diferente da exibida no Japão, além de episódios que tiveram a ordem trocada na divisão e capítulos banidos por serem considerados inadequados.

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As aventuras ganharam versão em quadrinhos no mangá “Poketto Monsutā SPECIAL”, que apresentava protagonistas diferentes do anime com arcos narrativos próprios. Com o sucesso das temporadas posteriores na TV, as sagas também tiveram continuidade nos mangás. Atualmente, a Panini Comics distribui por aqui “Pokémon Black & White”, no mercado desde setembro do ano passado. Mas nenhuma edição foi tão icônica no Brasil como a revista lançada no começo dos anos 2000 pela Conrad Editora.

“Pokémon Club”, publicada entre 1999 e 2003, foi responsável por instigar a curiosidade dos fãs a respeito de assuntos que a exibição na TV aberta não abarcava. O editorial era cheio de, diga-se de passagem, polêmica. O surgimento dos novos pokémons, os mistérios acerca dos episódios banidos, insígnias e pokébolas nunca vistas… Depois de 33 edições, evoluiu (sim, este foi o termo usado pela própria publicação) para “Pokémon Club Evolution”, com uma identidade visual mais moderna. Além das informações “apuradas” direto do mundo pokémon, cada edição trazia um episódio em quadrinho. A revista oficial chegou ao fim após 87 edições.

Pokémon conta, hoje, com mais de 800 episódios divididos em 18 temporadas. É tanta história, tantos personagens e arcos narrativos que passaríamos horas falando disso – mas isso é assunto para outra edição da coluna Da Estante Para a TV. A renovação da franquia foi necessária para reciclar o público sem perder popularidade no mercado, porém, quem não troca o clássico por nada agora tem a oportunidade de rever a Indigo League completa no serviço de streaming. E se cabe uma opinião, diria que o desenho não envelheceu. As lições continuam válidas. E se emocionar com os momentos antológicos ainda é permitido.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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