Do Trono ao Anel: as fantasias da terra média

“A guerra dos tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel.” SF Reviews

Essa semana a Cinema e TV aborda um tema um pouco diferente. Dessa vez, ao invés de falar de uma série que virou filme ou de um filme que virou uma série, falarei de duas obras da fantasia: The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis) e Game of Thrones.

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Cinema e TV

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Tanto o filme como a série dispensam apresentações. Um foi um dos maiores sucessos da história do cinema mundial e o outro é um dos maiores sucessos da televisão mundial. A história em que gira The Lord of the Rings é fantástica e disso não tenho dúvida, e a de Game of Thrones não perde em nada, é mais uma história maravilhosa. Os dois são contextualizados no ambiente medieval, sombrio e aventureiro, obviamente com muitas guerras que são marcas da época.

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A fantasia está presente nas duas histórias, mas em O Senhor dos Anéis ela é mais marcante porque a própria história gira em torno da fantasia: o anel do poder. A saga mostra as constantes batalhas entre anões, elfos, humanos e magos contra os Orcs, que são os soldados (monstros) dos vilões Morgoth, Sauron e Saruman. Em meio a isso também acompanhamos a aventura e as batalhas dos hobbits Frodo e Sam, que vivem uma longa jornada para destruir o anel do poder, e por fora as aventuras de Merry e Pippin, amigos de Frodo que tiveram seu melhor destaque no segundo filme da saga.

O Senhor dos Anéis Principais

Os filmes foram lançados a partir de 2001 e a produção feita principalmente por Peter Jackson, Barrie Osborne e Fran Walsh é simplesmente fantástica e antológica. The Lord of the Rings revolucionou o cinema sem dúvida alguma. A tecnologia do início da década passada era pouca comparada com a de agora. Mas se comparar com a sequência, The Hobbit, os efeitos usados em ambos são praticamente os mesmos. Lógico que o acabamento de Hobbit é melhor, só que não ganha disparado. Os cenários usados nos três filmes são de arrancar suspiros de qualquer um, é realmente lindo de ver as paisagens mostradas e usadas nas batalhar e os castelos são realmente de outro mundo. É incrível ver que Peter Jackson conseguiu criar um mundo a parte para um mundo, entende?! O mundo literário de J. R. R. Tolkien foi esplendidamente adaptado para o a telona com perfeição. A riqueza de detalhes dão originalidade ao universo da Terra-Média, que é único e incomparável.

O Senhor dos Anéis

Agora em Game of Thrones acompanhamos a luta entre as grandes casas de Westeros pela conquista do Trono de Ferro. A história criada por George R. R. Martin é de uma extrema riqueza que também a faz maravilhosa e fantástica. A história de GoT a meu ver é um pouco mais intensa porque apesar de fazer uso da fantasia ela é independente, no sentido de que a fantasia acrescenta um diferencial à história. A produção da HBO para a série também é impecável porque trás a qualidade das melhores produções do cinema para a televisão.

 

Aquela intensidade que citei anteriormente se reflete na originalidade do universo medieval da série. Os cenários sombrios e a características da história refletem muito a essência da era medieval. As vestimentas são impecáveis e lindas, as armaduras não preciso nem comentar e a linguagem é “fora de série”. O uso da fantasia é encaixado perfeitamente no plot, é usado com sabedoria, por exemplo, os dragões de Daenerys só acrescentam à guerra ou até mesmo os gigantes usados na luta entre a Patrulha da Noite contra os selvagens. Isso é o que diferencia as duas obras, o uso da fantasia.

Game of Thrones DaenerysA crítica que faço a Game of Thrones é o excesso de realismo. Sim, estou falando das cenas para +18.  Por mais que se queira trazer o realismo da época com essas cenas eu acho que elas são indiferentes na história, ou seja, desnecessárias. Sei que muitos gostam, mas é só uma opinião pessoal. E é por isso que na minha humilde e sincera opinião O Senhor dos Anéis é melhor do que Game of Thrones, a história do filme tem tudo o que precisa nada é desnecessário.

E esse foi o Cinema e TV dessa semana. Trouxe aqui duas das minhas obras favoritas e que já deixaram a sua marca na história do cinema e da televisão.