Doctor Who: sucesso nas telinhas e telonas

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Vocês se lembram quando os filmes eram produções magnifícas, a concorrência entre produções eram sem iguais e as produções televisivas nem sonhavam em participar dessa grandiosidade? Então, esse tempo passou e o crossover entre cinema e tv está maior e não se prende ao processo de migração dos artistas. Muitas histórias contadas na televisão tem um desefecho nos cinemas, um início no cinema ou, como em Doctor Who, sessões especiais nos cinemas. Se você é um whovian, sabe do que eu to falando. Se você não é vire um!

Doctor Who é sinônimo de qualidade, e disso não há dúvidas. Desde sua estreia, em 1963, até a suspensão, em 1989, o “Doutor” conseguiu uma gama de fãs enormes. O motivo é simples: um alíen em forma humana que pode viajar no tempo e espaço conquista todo mundo. E se a série for classificada como família, onde não há faixa etária de exibição, o sucesso é bem maior. E como superar a perca da série em 1989, quando a BBC decidiu suspender a atração por tempo indeterminado? Os americanos viram nisso a oportunidade de ouro e deram início ao crossover.

Quando suspensa em 1989, por declínio no número de fãs, a BBC já afirmava que a série retornaria. Em parceria com um expatriado britânico, a emissora deu início a um projeto de filme, que seria produzido por americanos e foi exibido em 1996. Não vou ser hipócrita e falar mal ou bem do filme, já que não o vi. O que posso afirmar é: graças aos deuses – novos e antigos – o projeto de americanizar o Doutor não deu certo, e o show entrou em mais um longo período de hiatus.

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Paul McGann, como Doctor, e Grace Holloway, como Companion

Claro que um fracasso não seria desculpas para não continuar a série. Em 2005 a BBC dá início a nova fase da série, denominada “série moderna, ou contemporânea”. Novos Doctors, novos (as) Companions, inimigos de sempre. O sucesso que a série tinha lá em 1963 retorna e ganha, não só a Inglaterra, mas o mundo todo. E nisso a BBC viu a oportunidade de unir essa comunidade de maneira especialíssima. Exibições, momentâneas, em várias salas de cinemas.

Se o filme, que tinha todo um objetivo “secreto”, não conseguiu a repercussão necessária, um episódio, em especial, conseguiu. Poucas são as séries que celebram 50 anos de exibição, se é que alguma chegou a esse aniversário. Entre altos e baixos, troca de elenco e produção, a série celebrou de maneira magnífica e grandiosa seu aniversário. E não há nada mais grandioso que exibir tal episódio nas telas dos cinemas. O mundo todo ansiou por The Day of the Doctor. O mundo todo desejou The Day of the Doctor. O mundo todo viu, ao mesmo tempo, The Day of the Doctor. Não tive a oportunidade de assistir o episódio nos cinemas, já que estava maratonando a série. Mas a série sabe agradar os seus fãs. Retifico: ela não sabe agradar. Ela sabe presentear. Isso é o que Doctor Who é: um lindo e maravilhoso presente para humanidade.

E não tendo a oportunidade de ver um episódio grandioso de maneira grandiosa, recorro aos depoimentos de dois whovians  para repassar um pouco desses sentimentos para vocês:

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Débora Phetra, participante do grupo “Whovians PE”: “Virei fã de Doctor Who em março de 2013. Sempre quis assistir, mas me faltava tempo e vontade para baixar a série, até que uns amigos insistiram para que eu começasse a ver e eu acabei cedendo. Não me arrependo. Doctor Who é uma série única. Não sei bem se saberia colocar em palavras, mas todas as aventuras do Doctor e seus (as) companions me emocionam, divertem e sempre me ensinam algo de especial. Eu sou eternamente grata a esses amigos por terem insistido que eu começasse a assistir, pois ter participado de um evento tão grande quanto o Especial de 50 Anos foi algo que fez jus a série. Único. Tenho certeza que todos os fãs do país (do mundo, ouso dizer) se sentiram do mesmo jeito que eu me senti: maravilhada, como se estivesse fazendo parte de uma das melhores aventuras do Doctor. Nada se compara à felicidade que eu tive quando me sentei na poltrona do cinema e assisti aquele episódio perfeito.”

 

 Ravi Aynore, pSem título-111articipante do grupo “Whovians”: “Você deve imaginar quantos whovians moram em Aracaju, certo? Poucos, pelo menos era o que eu pensava até o dia 23. Nenhuma sessão foi anunciada em Aracaju durante o mês de novembro, nem mesmo quando abriram salas nos estados vizinhos. O pessoal do Cinemark nada sabia também. Então fiz o que tinha que fazer: comprei ingressos para assistir uma sala em Salvador. Apesar das dificuldades, consegui maneira de ir e voltar. Porém, uma semana antes da sessão, o Cinemark Aracaju abriu uma sessão do nada, sem aviso algum e no primeiro dia 50 ingressos já haviam sido vendidos. Já tinha meu ingresso para Salvador, mas desisti para conhecer os whovians de Aracaju, pessoas que não tinha noção que existiam. Claro, obstáculos é o que não faltam nessas horas, mas consegui comprar os ingressos. No dia da exibição cheguei em cima da hora e tomei um susto, bom, ao entrar na sala. A mesma estava completamente cheia de pessoas fantasiadas, luzinhas azuis e verdes, uns ou outros com um fez na cabeça e eu com um enorme sorriso. Aquele dia tudo fez muito sentido pra mim e me lembrou o motivo pelo qual eu amo a série, o universo e quase tudo relacionado a Doctor Who. Me senti como se fizesse parte de algo muito maior, algo estupidamente fantástico! E foi. Eu, meus amigos e mais alguns 200 outros Whovians Sergipanos ajudamos Doctor Who a se perpetuar, mais uma vez, à um ponto fixo na historia, no espaço e no tempo. And that was absolutely fantastic!!”

Dito isso, o Ministério da Saúde adverte: a ausência de Doctor Who na sua vida pode causar sérios problemas de humor. O uso excessivo está liberado para todas as faixas etárias.

I see you soon, guys!

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2 comments

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    luisdpaula 20 maio, 2014 at 16:43 Responder

    Foi realmente incrivel. Eu não esperava encontrar a quantidade de Whovians que encontrei no meio do Cerrado, aqui em Goiânia. Sessão tava cheia. Uma pena que eu não pude ficar depois pra conversar com o povo e tals, mas a experiência em si… Fantastic!

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      Alex Sousa 20 maio, 2014 at 20:28 Responder

      Vejo fotos do pessoal e fico com uma inveja enorme. Mas valeu, porque o motivo de ver a série foi o aniversário de 50 anos e: arrependimento 0!

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