Doubt é mais uma tentativa fracassada de Katherine Heigl para voltar à TV

Imagem: CBS

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Quando Katherine Heigl deixou Grey’s Anatomy, lá em 2009, muitos fãs sentiram com peso a saída da Dra. Izzie Stevens. Na época, Heigl queria deixar a TV e tentar consolidar sua carreira nos cinemas. Mal sabia ela que, naquele momento, ela começava a nadar contra maré, uma vez que muitos atores das telonas começaram a brigar por papéis de peso na televisão com seu recém prestígio.

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Presa às comédias românticas sem qualquer peso, Heigl tentou voltar à TV com State of Affairs, série política da NBC que mal durou uma temporada. No ano passado, entretanto, a atriz encontrou na produção de Doubt uma tentativa de voltar à TV de forma coesa. Porém, que surpresa… a série que estreou na última semana é um fiasco.

Não sei se é uma maldição que seu nome vem carregando desde as suas falhas no cinema, mas Katherine Heigl não consegue emplacar nada e não é diferente com Doubt. E olha, a série até tenta… mas passa longe!

Imagem: JoJo Whilden/CBS

A série conta a história de Sadie Ellis, uma advogada criminal que tem um grande caso na mão: defender um médico de um assassinato que ele é acusado de cometer há mais de 20 anos. Porém, além de todos os indícios e de novas provas que começam a surgir, Ellis tem de lutar contra um outro fator determinante: sua paixão pelo acusado que cresce cada dia mais.

Clichê e boba, a história de Doubt não decola no piloto, muito possivelmente por conta da péssima direção. Com diversas informações jogadas ao espectador, é impossível conectar-se com a história que dará plano de fundo ao show, uma vez que os produtores já se preocuparam em deixar claro logo na estreia que se tratará de um procedural. O caso paralelo mostrado no piloto é até bom, e mostra um dos poucos aspectos positivos da série que é a personagem de Laverne Cox, a transexual que ganhou os olhos do mundo através de Orange is The New Black. Ela, inclusive, merecia até mais destaque – mas não no piloto. É desnecessário já jogar uma correria que todo procedural tem para resolver o caso em um episódio, logo na estreia. Principalmente se o telespectador está preocupado em se familiarizar com os rostos, a história de fundo e a dinâmica da série.

O elenco é, no mínimo, de fazer parar para assistir. Além de Heigl e Cox, nomes como o de Dreama Walker e Elliout Gould trazem um certo prestígio para o programa – mas que se vê esvaziar logo após encerrada a sua hora introdutória.

É uma pena que Heigl não tenha acertado ainda com uma produção que possa prender o público, mas Doubt é aquele tipo de série que você se pergunta o porquê de ter perdido 40 minutos assistindo aquilo. Mais do mesmo, sem grandes novidades, o dilema da personagem de Heigl com sua paixonite pelo cliente não é motivo que o te convence a retornar para o segundo episódio, muito menos a dúvida no caso principal, que move o título da série.

A dúvida que fica, na verdade, é se Shonda Rhimes realmente amaldiçoou a atriz para um fracasso eterno. Porque, ao que parece, Heigl está fadada ao fracasso na TV. Kath, tenta uma reaproximação com Rhimes e pede seu emprego de volta à Grey’s Anatomy. Vai que cola?

1 comentário

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    BernardoVieira 22 fevereiro, 2017 at 21:17 Responder

    Desde quando assisti esse piloto insosso estava procurando um texto coerente e que, de fato, analisasse “Doubt” corretamente. Concordo com todos os pontos levantados pelo Anderson, principalmente no que se refere a dificuldade da direção em manter uma linha coerente ou do roteiro em construir personagens que o telespectador se dê ao trabalho de se relacionar.

    É possível afirmar que eu tenha ficado um pouco carente de uma boa série jurídica desde o fim de “The Good Wife” e entre os hiatos de “Suits”, mas confesso que dei uma chance para “Doubt” por causa de Laverne Cox. Por pior que esse piloto tenha sido, foi inspirador vê-la numa série da CBS diante de todos aqueles telespectadores mais velhos e conservadores que a emissora atraí.

    CBS ganha uma estrelinha por se mover frente a uma maior diversidade na sua programação, mas infelizmente não será dessa vez.

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