A emocionante terceira temporada de Adotada

Imagem: MTV

Imagem: MTV/Divulgação

A terceira temporada de Adotada, da MTV, chegou ao fim. Mareu vai deixar saudades, mas por que não relembramos um pouco como foi esta emocionante temporada?

Tudo começou com uma família natureba, mas que o pai comia hambúrguer e bebia, sendo que os filhos não podiam fazer nada disso. Pai machista e durão. E a temporada terminou também com um pai machista e autoritário, do Rio de Janeiro, mas que no fundo só queria proteger a filha. Maria Eugênia ajudou muitas famílias e emocionou quem acompanhou cada história de vida. Foi superação, libertação, expressão de sentimentos, tudo o que possamos imaginar aconteceu porque uma família resolveu adotar a doce Mareu.

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A adotada teve muitas missões nesta temporada. Uma marcante foi ajudando a filha a sair do armário e contar sobre a sua sexualidade. Foi bem emocionante e lindo o momento da família Gouveia, o qual acabou aproximando mais ainda a mãe das filhas. Outras situações foi quando Mareu tentou reaproximar os pais separados, mas que moram na mesma casa. Aconteceu mais de uma vez, impressionante. Um casal até dormem na mesma cama, mas afirmam que não estão juntos, e também não conseguem se relacionar com outras pessoas.

Ao contrário do casal liberal da família Duarte, de Porto Alegre, que a mulher tem dois maridos, as filhas têm dois pais, sendo que um deles possui duas namoradas. No final das contas, todos se pegam e viva o poliamor! Foi legal este episódio, para perceber que por mais liberal, ainda somos caretas com algumas coisas. Fiquei boba com todo este amor envolvido e ainda dar certo!

Uns com tantos e outros com tão pouco, né?! É o caso da família Souza, pois só tem solteironas que ficam vendo nudes no celular. Foi muito engraçado quando a MTV proporcionou para elas uma noite com go go boys. Hahaha. Ri litros. Pior é o filho, que diz pegar todas as mulheres, mas não pega ninguém… Cada coisa neste mundo.

Mas nem tudo foi um mar de rosas nesta temporada. Na minha opinião, teve alguns episódios fracos, famílias sem graça, como foi o caso da família do tatuador e da esposa que sonha em ter uma joalheria. Foi bem tedioso, as pessoas não faziam nada, eram apáticas e parece que a adotada não fez diferença nenhuma. Outro episódio que deixou a desejar foi o terceiro, da família Reis, pois todos só bebiam o dia todo e não queriam saber de nada, principalmente o pai que era um chato quando estava bêbado, ou seja, o tempo todo.

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Acontece que nesta terceira temporada ocorreu também um dos melhores, senão o melhor, episódio de todo o reality show. Foi com os Rossi. A família do circo emocionou a Maria Eugênea e todos nós. Rolou muita identificação dela como filha, foi uma química linda. A mãe maravilhosa é terapeuta e tinha suas viagens, mas com sua escola de circo encantou a todos, inclusive a Mareu, que superou seu medo de altura e fez uma apresentação linda. Deu para notar o amor puro desta família, da mãe e os filhos. O circo foi uma terapia, ajudou abstrair tudo de ruim… Todo mundo chorou muito! Mareu sempre transformou as famílias, mas desta vez ela que foi transformada.

Outra casa que rolou uma química boa com a nossa adotada foram os Coutinho, que moram em Mairinque, São Paulo. Família toda vegana, com onze cachorros resgatados da rua, uma porca de estimação chamada Lucilene que era tetraplégica e foi curada pela mãe, mas que a filha tem um contraste morando com a vó rica e tendo uma vida de luxo. Universos diferentes, mas muito unidos! Foi bem legal!

O último episódio da série ficou com os melhores momentos, e foi bom lembrar cada coisa que aconteceu nesta temporada. Quem não se lembra do pai fortão vestido e pintado que nem o Hulk, ou da mãe experimentando vestido de noiva? Bacana demais.

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Tiveram várias festas como aquela dos anos 60 no primeiro episódio, aquela da república que chamaram até a polícia, o níver surpresa da Mareu à fantasia, e até a aparelhagem do Pará, que Maria amouuu! Mas também teve muita treta: com o pai que tinha razões nas suas razões, com o irmão dançarino, com outro pai machista, com as meninas da república, com o pai do balão… Eita, que foi tiro, porrada e bomba!

E Maria Eugênia fez tudo isso de salto alto, meu bem! Aliás, que looks, hein?! Cada um mais divo que o outro. Todos bem chamativos, mas que eu amei. Merece demais um Fashion Mix especial Adotada, né? O que acham?

Toda bonitinha, maquiada, maravilhosa, mas conseguiu jogar golfe, lutar muay thai, praticar defesa pessoal, fazer musculação, brincar de circo e ainda, ser líder de torcida. Esta Mareu só arrasa! Mas também dá umas deslizadas, para dar aquela comédia no reality rsrs. Ela conseguiu quebrar o troféu da fisioculturista, quase colocou fogo na casa ao tentar fazer fondue, deu um ataque histérico quando foi voar de balão, entre outras gafes engraçadíssimas. Deu ruim para ela também quando travou o pescoço no circo, e quando comeu muito açaí do Pará, que a fez dormir doze horas seguidas… Mas tudo isso enfrentado com muito bom humor.

Aliás, Mareu é uma graça de pessoa, né?! Não tem como não se apaixonar por este menina. Linda, gente boa, amorosa, carismática e aberta a novas amizades. Ela se adapta aonde vai, enfrenta desafios, aprende coisas novas e faz com que todos se apaixonem. Adotada, nesta temporada, nos mostrou que família a gente também escolhe, bem como o modo que você quer enfrentar a vida. Aprendemos muito sobre o amor e relacionamentos este ano. Todas as famílias sentirão falta da ruivinha, inclusive nós, que já estamos com saudades.

Partiu maratonar a temporada três de Adotada de novo até a nova começar? Foi tudo maravilindo! *.*

 

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Paula Reis

Paula Reis

Advogada e concurseira de plantão, no Mix, é editora de reviews e colunas. É viciada em tudo sobre Game of Thrones e adora séries jurídicas.

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