A terceira temporada de Entrevista com o Vampiro, prevista para 2026, marcará uma guinada inesperada e eletrizante na adaptação televisiva das Crônicas Vampirescas de Anne Rice. Agora, o foco da narrativa será o icônico e impetuoso Lestat de Lioncourt (interpretado por Sam Reid), que assume o microfone — literalmente — para contar sua própria versão dos fatos, com direito a turnê mundial e status de astro do rock.
Lestat toma o centro do palco
Inspirando-se diretamente no segundo livro da série, O Vampiro Lestat, a nova temporada mostrará o vampiro decidindo tomar as rédeas de sua história após se sentir injustamente retratado por Louis (Jacob Anderson) e pelo jornalista Daniel Molloy (Eric Bogosian). A resposta de Lestat é à altura de sua personalidade extravagante: formar uma banda e usar a música como veículo para expor sua verdade. “Lestat tem a intenção de expressar sua experiência através de músicas, clipes e gravações”, explica Reid, revelando que os criadores da série estão encontrando formas criativas e surpreendentes de incorporar isso à trama.
Vampiro e rockstar: uma fusão natural

Embora o universo do rock pareça uma novidade na estética gótica da série, Reid vê paralelos claros entre o novo papel de seu personagem e a essência performática que sempre o acompanhou. “Um astro do rock não é tão diferente de um ator do século XVIII. É tudo sobre performance”, reflete. Lestat, segundo o ator, sempre teve um espírito exibicionista, e agora o palco é global.
A preparação para esse novo capítulo de Entrevista com o Vampiro exigiu um mergulho profundo de Reid no processo criativo. Antes mesmo das gravações começarem, ele trabalhou intensamente com o compositor Daniel Hart para desenvolver as músicas da temporada.
“Foi um caminho diferente para construir o personagem, começando pela música antes dos roteiros. Foi uma jornada à parte”, revela. A trilha será puramente rock — um detalhe importante que, segundo Reid, tem raízes na própria obra de Anne Rice. “Há algo inerentemente vampírico no rock. Ele traduz experiências humanas extremas de forma visceral, quase imortal.”
Referências e experimentações
Apesar de evitar citar inspirações diretas, Reid menciona que a equipe envolvida — incluindo o showrunner Rolin Jones — construiu uma lista de referências tão extensa quanto ousada. E embora artistas como David Bowie sejam inevitáveis no imaginário, a essência de Lestat está mais na fusão caótica de estilos do que na imitação de ícones específicos.
Mas a temporada de Entrevista com o Vampiro não se resume à carreira musical do vampiro. Como nas obras de Rice, há camadas mais profundas. “É divertido, é intenso, mas também é bobo às vezes — porque Lestat é um palhaço, mesmo que se leve muito a sério”, brinca Reid. A temporada também trará novas perspectivas sobre o que significa ser um vampiro, agora sob o olhar subjetivo de Lestat. Isso abre espaço para novas leituras narrativas, já que a história até aqui foi contada sob o ponto de vista melancólico e introspectivo de Louis.
Narradores imperfeitos, versões conflitantes
Reid reconhece que Lestat também é um narrador questionável — mas de maneira consciente. “Ele é tão ‘não confiável’ quanto Louis, mas de forma mais intencional. Louis está tentando entender suas dores. Lestat está jogando com a estrutura da própria narrativa.”
Por fim, o ator lembra aos fãs que, embora baseada nos livros, a série é antes de tudo uma adaptação. “Não será uma reprodução página por página. O que buscamos é capturar os sentimentos, os temas centrais e os visuais que marcaram o livro. É um equilíbrio entre fidelidade e liberdade criativa.”
A terceira temporada de Entrevista com o Vampiro promete, portanto, um espetáculo em todos os sentidos: musical, visual e emocional. E, como sempre, Lestat fará isso do jeito que mais gosta — com intensidade, charme e imprevisibilidade.