O ano de 2026 ainda está longe do fim, mas já trouxe despedidas difíceis para o universo das séries, como a mais recente passagem de Eric Dane. Alguns dos rostos mais conhecidos da televisão se foram nos primeiros meses do ano, deixando fãs e colegas de elenco em choque. De ícones da comédia a galãs de dramas médicos, a lista é marcada por trajetórias que ajudaram a moldar a TV das últimas décadas.
A seguir, relembramos os atores de séries que já morreram em 2026 e o legado que cada um deixou na história da televisão.
Catherine O’Hara, a eterna Moira Rose

Catherine O’Hara morreu em janeiro, aos 71 anos, em decorrência de uma embolia pulmonar, tendo o câncer retal como condição subjacente. A atriz construiu uma carreira de décadas no cinema e na TV, mas foi na televisão que viveu um de seus papéis mais marcantes.
Na série Schitt’s Creek, O’Hara interpretou a excêntrica e inesquecível Moira Rose durante seis temporadas. Sua performance lhe rendeu o Emmy de Melhor Atriz em Série de Comédia em 2020. Além disso, também participou de produções como The Last of Us e The Studio pouco antes de sua morte.
Sua versatilidade, timing cômico e presença magnética fizeram dela uma das grandes damas da televisão contemporânea.
James Van Der Beek, o eterno Dawson

James Van Der Beek faleceu em fevereiro, aos 48 anos, pouco mais de um ano após revelar o diagnóstico de câncer colorretal. Ele ficou eternamente associado ao papel de Dawson Leery em Dawson’s Creek, drama adolescente que marcou o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000.
Após o sucesso da série, Van Der Beek seguiu trabalhando na TV, participando de produções como Don’t Trust the B—- in Apartment 23, onde ironizou sua própria imagem pública, além de passagens por séries policiais e dramas contemporâneos.
Sua morte reacendeu a nostalgia de uma geração que cresceu acompanhando os dilemas românticos e existenciais de Capeside.
Eric Dane, o McSteamy de Grey’s Anatomy

Eric Dane também nos deixou em fevereiro, aos 53 anos, após lutar contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, a ALS. Ele ficou mundialmente conhecido por viver o Dr. Mark Sloan em Grey’s Anatomy, papel que interpretou entre 2006 e 2012, retornando brevemente anos depois.
Além do sucesso no drama médico, Dane protagonizou a série de ação The Last Ship e integrou o elenco de Euphoria, ampliando seu alcance para novas gerações.
Carismático e intenso em cena, Dane deixou uma marca profunda na televisão, especialmente entre os fãs de dramas hospitalares.
T.K. Carter, presença constante na TV dos anos 80 e 90

T.K. Carter morreu em janeiro, aos 69 anos, vítima de insuficiência cardíaca sistólica. Ele foi lembrado principalmente por seu papel como o professor Mike Fulton em Punky Brewster.
Carter teve uma carreira sólida como coadjuvante em diversas produções televisivas, participando de séries como The Sinbad Show e fazendo inúmeras participações especiais ao longo dos anos. Sua presença recorrente em sitcoms e dramas ajudou a construir um currículo respeitado na indústria.
Grady Demond Wilson, estrela clássica da TV americana

Grady Demond Wilson faleceu em janeiro, aos 79 anos, devido a complicações relacionadas ao câncer. Ele foi protagonista da clássica sitcom Sanford and Son, exibida entre 1972 e 1977.
Wilson interpretou Lamont Sanford ao longo das seis temporadas da série, tornando-se um dos rostos mais conhecidos da comédia televisiva norte-americana da época. Seu trabalho ajudou a consolidar o espaço de sitcoms protagonizadas por atores negros na TV aberta dos Estados Unidos.
Robert Duvall, lenda do cinema que também marcou a TV

Robert Duvall morreu em fevereiro, aos 95 anos. Embora seja lembrado principalmente por sua trajetória monumental no cinema, Duvall também teve uma ligação importante com a televisão no início da carreira.
Antes de se tornar um dos rostos mais respeitados de Hollywood, ele apareceu em séries clássicas dos anos 1960 como The Twilight Zone, The Fugitive e The Outer Limits, ajudando a construir seu prestígio em produções dramáticas da época.
Duvall ganhou o Oscar por Tender Mercies e acumulou indicações ao longo da carreira, além de papéis icônicos no cinema como Tom Hagen em O Poderoso Chefão. Ainda assim, sua base artística passou também pela TV, onde refinou o estilo intenso e contido que se tornaria sua assinatura.
Sua morte representa não apenas a perda de um ator premiado, mas de um intérpret
Uma despedida precoce para a televisão
2026 já entra para a memória como um ano de despedidas marcantes para o mundo das séries. De veteranos consagrados a atores que ainda tinham muito a oferecer, a televisão perdeu talentos que ajudaram a definir diferentes gerações de espectadores.
Mais do que números ou datas, o que fica são personagens que continuam vivos nas reprises, no streaming e na memória afetiva do público. Porque, no fim das contas, é isso que a televisão faz de melhor: transforma histórias em lembranças que atravessam o tempo.