Recap: A 5ª Temporada de New Girl

Fonte: spoilersguide.com
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Para uma série veterana, New Girl conseguiu retomar um pouco de seu frescor nesta última temporada. Por mais que tenha havido um alongamento desnecessário da trama do casamento de Schmidt e Cece, no geral tivemos mais conteúdo, em comparação à temporada anterior. Não que a temporada anterior tivesse sido ruim, poque, convenhamos, não foi. No entanto, todo o plot da série já apresentava sinais de desgaste e parecia ter chegado naquela famosa “barriga” das séries de comédia. Bem, não foi o que ocorreu e a série conseguiu se renovar muito bem.

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Muitas vezes a introdução de uma nova personagem é um mecanismo que os autores utilizam justamente para tentar evitar cair na rotina, evitar que a série entre na “barriga” e aqui não poderia ser diferente. A vinda de Raegan e a ausência da Jess em alguns episódios serviu para descontrair e, com a falta da protagonista, pudemos realmente dar uma oportunidade e conhecer melhor a personagem interpretada por Megan Fox. Sobre Raegan em si eu não tenho tanto a declarar. Ela começou como uma ótima personagem, mas senti que perdeu o rumo quando começaram a mostrar indícios de sentimentos amorosos entre ela e Nick. Acho que não há a menor necessidade desse tipo de coisa. Por que será que todas as personagens que entram na série devem se apaixonar pelos rapazes do loft?

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No decorrer da temporada, alguns pontos negativos ficaram bem nítidos. Dentre eles tenho que ressaltar o romance Nick/Raegan. Todos já sabemos, pela experiência Nick/Jess, que a dinâmica do loft fica totalmente diferente com um casal compondo-o. Mas não é só isso: com um casal composto dos moradores do apartamento, a série começa a gravitar em torno do casal, fugindo da premissa original de um humor focado na amizade e no companheirismo de Jess e companhia (quem não lembra do douchebag jar ou dos infames jogos de true american que compunham a série em seu início?).

Outra fator que me chamou a atenção e me incomodou foi a inconstância entre alguns episódios e outros. Enquanto tivemos episódios para lá de excelentes, como “Reagan”, “Wig” e “Sam, Again”, outros, a exemplo de “heat wave”, demonstravam um certo esgotamento criativo, com uma trama previsível e desgastada.

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Além disso, a falta de desenvolvimento do Winston continua a me surpreender. O personagem é, pelo menos na minha opinião, o mais engraçado da gangue. Quem não riu horrores das peripécias de Winston e Cece ou do Winston brincalhão que sempre exagera ao fazer as brincadeiras? Ainda assim, os escritores parecem não ter achado uma trama que deixe o personagem numa posição confortável e até mesmo o relacionamento dele com Aly ficou parecendo apressado e sem sentido. Sinceramente, sinto que o personagem brilha mais quando está mais simples, com seu gato, o Ferguson, e toda a estranheza que torna ele o meu personagem preferido. O melhor momento dele essa temporada foi quando ele encontrou sua dupla, Sasha, que parece ter o mesmo descontrole com brincadeiras que nosso Winston. Seria uma boa ela voltar, porque as gargalhadas seriam garantidas.

Deixando os pontos negativos de lado, eu não podia deixar de mencionar os episódios que trazem de volta o Dr. Sam. Sou suspeito ao falar dele, porque é um dos meus personagens preferidos, mas convenhamos que a forma como ele se despediu da série anteriormente não foi nada bacana. Enfim, com a volta dele tivemos uma nova chance de ver no que vai dar e pudemos ver claramente como a dinâmica dele com a Jess é maravilhosa. Não só isso, chorei de rir com a forma como ele e Nick se trataram, em virtude dos acontecimentos anteriores. O encerramento (finalmente!!) que o dr. Sam recebeu foi rápido, mas muito bacana. Ver que ele terminou de coração inteiro e indo buscar um amor de verdade realmente valeu a pena, ainda mais porque, ao que parece, os escritores realmente vão escolher a via do romance para Nick/Jess. Uma pena, porque sempre senti que eles dois são muito melhores como amigos.

Falando nisso, o encerramento da temporada foi bem fechadinho. Com exceção do triângulo amoroso que se formou entre Nick, Jess e Raegan, aquele final, com o casamento de Cece e Schmidt, a volta de Coach, Winston namorando, seria bastante satisfatório. Agridoce para mim foi justamente o triângulo amoroso. Amo Raegan e Jess, mas será para manter as duas na série era realmente necessário um triângulo amoroso? Eu acho que não.

Calma, gente, já estou no final. Só preciso falar sobre o fim do “douchebag jar” que, para mim, foi uma surpreendentemente boa metáfora para essa mudança, essa transição que a série passou. De uma série que inicialmente girava em torno de uma garota nova morando com três rapazes num loft e redescobrindo a vida, agora temos uma série sobre a relação de cumplicidade desenvolvida no transcorrer destas cinco temporadas. Eles não são apenas aqueles jovens adultos de vinte e poucos anos buscando diversão, são adultos que agora buscam relacionamentos. Em muitos momentos, New Girl se assemelha muito a um drama (quem não lembra do triângulo amoroso Schmidt-Cece-Elizabeth?), ainda mais por tudo que já ocorreu até agora. A diferença é que, ao invés de focar no sofrimento dos personagens, como um drama faria, temos uma abordagem bem cômica de tudo.

P.S.: O Sam no episódio 21 representa todos nós tentando entender True American durante essas cinco temporadas.

Melhor episódio: Sam, again

Pior episódio: Heat Wave

Virginiano com ascendente em gêmeos. Fã de The Magicians e Imposters. Faço reviews de New Girl, Teen Wolf e escrevo a coluna Spoiler Alert.