Esquadrão Suicida É BOM e começa a mudar os rumos da DC nos cinemas…

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Imagem: Warner.

 

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Confesso que fui para o cinema cabisbaixo. O enxame de críticas negativas ao Esquadrão Suicida, novo filme da DC/Warner, é sem dúvidas imenso. Mas, ao sair do sala, tive a certeza que muitos desses críticos são haters assumidos da produtora, e falarão mal de tais filmes mesmo se a DC entregar a melhor fita do mundo.

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Desabafos a parte, Esquadrão Suicida funciona, e considero o primeiro passo para a mudança que a DC vem buscando nos cinemas. Claro que, com todo o hype, eu esperava esplêndido. Até mesmo triunfal. Mas diante das críticas (muitas delas infundadas), me surpreendi ao ver que o filme nem é tão ruim como acusaram e constrói mais uma parte do exato universo que a produtora quer.

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Imagem: Youtube.

Como se tivesse saído das páginas dos quadrinhos – ou de uma seleção de personagens em uma sessão do game da franquia Arkham – a introdução do filme deixa claro sobre de quem se trata. “O pior dos piores”, diz a Amanda Waller de Viola Davis, convicta de que ela tem um time ideal para substituir o Superman como aliado do Governo Norte Americano após os eventos de Batman vs. Superman. Claro que a ideia é furada: juntar super vilões para realizar missões, e caso não as cumpra, suas cabeça são explodidas, parece um tiro no pé. Mas é exatamente este o conceito da Força Tarefa X dos quadrinhos, e que foi bem retratada no longa de David Ayer.

Muitas pessoas as vezes esquecem que estão assistindo uma adaptação, e muitos dos conceitos usados no longa tem precedentes. Com Esquadrão Suicida é assim. Diversos elementos vistos nas páginas dos quadrinhos da DC Comics estão ali, e isso é o que me encantou no filme. É a primeira vez – desde O Cavaleio das Trevas em 2008 – que saio aliviado por ver uma adaptação interessante da DC nos cinemas e que tenha utilizado elementos que os fãs e o grande público esperavam ver.

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Em se tratando de personagens, Arlequina e Pistoleiro talvez sejam as melhores coisas do filme. Eles até poderiam ser explorados de outra forma, mas funcionam muito bem do jeitinho que foram mostrados.

Arlequina
Imagem: Youtube.

A Arlequina é doida como ela reafirma sempre, e a necessidade de mostrar isso faz parte de sua personalidade nos desenhos e HQs. Ela é esperta e enche nossos olhos toda vez que aparece em tela. “Nós somos vilões, é o que fazemos!”, diz ela ao assaltar uma loja no meio da missão. É essa Arlequina que sempre quis ver no cinema, desde quando eu era moleque e assistia Batman: A Série Animada pela televisão.

Já o Pistoleiro é bad ass como no longa. E o mais legal é que o filme preocupou-se em o contextualizar no universo do Batman, deixando claro que o personagem de Will Smith causa problemas constantes para o Homem Morcego em Gotham City. Foi uma grata surpresa, e outro personagem que me deu satisfação.

Completando o trunfo, a chefe disso tudo, Amanda Waller funciona em cada cena que apareceu. Muito se deu pela atuação – sempre esplendida – de Viola Davis. Mas se você comparar a personagem a outras mídias em que ela já deu as caras, talvez, temos aqui a personificação mais fiel da personagem até agora.

Claro que o filme tem problemas. E infelizmente Jared Leto é um deles. Honestamente, eu não sei o que não funciona no personagem. O tempo de tela está OK, afinal o Coringa não é um personagem relevante para a história do Esquadrão Suicida. E Jared Leto é um excelente ator. Então o que pode ter dado errado? Talvez a nossa exigência de que ele faça um Coringa melhor que o eterno Heath Ledger? Ou o incômodo de ver um gangster tecnológico no lugar de um maluco que só quer ver o circo pegar fogo? O personagem é dispensável e, se for para repetir a dose, prefiro que ele nem apareça no filme solo do Batman com Ben Affleck.

 

Imagem: Warner.

 

A Magia também é algo que me incomodou ao longo do filme. Não que sua adaptação tenha sido ruim, pois a personagem é essa vilã/heroína retratada nos cinemas, mas sua função na história é um pouco aleatória, trazendo o mesmo sentimento para a missão do Esquadrão. Ao final, o time acabou servindo para um propósito inesperado e superficial. E isso, sim, é uma pena. A história, por conta disso, soa um tanto dispersa e isso deve incomodar muita gente.

Personagens como o Crocodilo, Diablo e Katana estão ali para fazer número, assim como Rick Flag, que serviu mais como ponte da Magia do que um “líder” militar em si.

Mas se olharmos ao redor do que a DC já trouxe nessa nova “safra” de longas, Esquadrão Suicida parece esquentar as turbinas. Tem boas cenas de ação, características dos quadrinhos que os fãs irão reconhecer e tem o apelo necessário para agradar a grande massa. Acrescido de uma trilha sonora de tirar o chapéu, com direito a Queen, Rolling Stones e até mesmo Eminem, o filme funciona como um todo. Então porque a crítica especializada vem falando mal? Boa pergunta!

Se entrei na sala cabisbaixo, saí aliviado. E bem mais animado de quando saí da sessão de Batman vs. Superman. A dica é: esqueça algumas coisas que você provavelmente leu sobre o filme e vá de coração aberto. Ao final, você vai ver que o filme, no final das contas, é bom.

Ah, e não se esqueçam de ficar para as cenas pós-créditos! Está ótima.