Extant – 1×03 – Wish you were here

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“Vou dar à ela algo mais crível que a verdade”, com esta frase Alan Sparks entra no hall dos meus personagens favoritos (ranking esse difícil de entrar hein), e Extant mostra que é uma série que veio para ficar. Chega daquela insegurança quanto ao programa, que até agora tem mostrado que sabe entreter muito bem, com uma história inovadora (que ainda nem entendemos direito), e personagens carismáticos e nada unilaterais.

O episódio começou com o chefe de segurança invadindo a tal clínica veterinária que Sam usou para fazer a ecografia no episódio passado, e essa atitude me gelou a espinha. Pode parecer bobeira, mas fiquei receosa por Molly – aquela que confia demais e acredita em todo mundo – não adiantou tirar o tal chip de localização, porque “eles” a estão seguindo sim. E isso me fez pensar rapidamente em Harmon, eles seguiram Molly até lá?

A frase destacada lá em cima está totalmente ligada com a busca dos exames e a descoberta de que Sam também sabe de tudo. Afinal de contas, qual é a verdade? E por que não contar a Molly o que realmente aconteceu? De qualquer forma a mentira inventada por Sparks foi bem aceitável para duas pessoas (Molly e John) que tanto queriam um filho. Molly ficou aliviada com essa verdade inventada, e fiquei feliz por John, porque acho ele um fofo desde os tempos em que ele batia ponto em ER.

O que gostei muito nesse episódio é que finalmente as coisas estão acontecendo, afinal os dois primeiros pareciam somente um longo teaser. Sam finalmente começa a sofrer as consequências por esconder o segredo de Molly, fiquei receosa com o que pode acontecer com ela agora. Julie deixou claro que é uma chata principalmente pela sua queda (quase um penhasco) por John, mas também mostrou que ela sim é a verdadeira mãe de Ethan, e a cena deles foi fofa demais. E Ethan hein? Bom, ele merece um parágrafo só dele:

Gostei muito de como trataram o personagem essa semana. Gostei das questões do preconceito abordadas na escola, e não achei pesada a comparação com a torradeira como muitos acharam. O preconceito com o novo realmente não tem filtro, e mesmo em um mundo com tantas possibilidades e evoluções como Extant apresenta, criaturas ignorantes e boçais ainda tem espaço. Mas essa reação foi ótima para mostrar o lindo discurso de Molly, e também como Ethan (que já amamos e odiamos algumas vezes) tem capacidade de se relacionar com outras crianças, eu estava esperando por isso, e quero que aprofundem mais a vida escolar dele.

Só que Ethan não é só aquele menino fofo que foi bem no colégio, que usa gravatinha vermelha hipster, ou que faz a melhor dança do robô EVER. Ethan também é um aspirante a psicopata que prende pombos, e não é a primeira vez que essa questão com pássaros aparece, lembram da vez que ele correu para a floresta? Só que isso tudo abre uma discussão enorme: seria Ethan um humanóide que realmente pode se rebelar? Será que aquela questão da teoria da evolução que ele aprendeu no Museu sobre a espécie mais forte ser dominante ainda martela na cabeça dele? Ou será que toda essa questão com pombos e desobedecer ordens como não sair é tudo o instinto natural de uma crinça descobrindo o mundo? Sério, estou louca para saber o que a série reserva para Ethan.

Outra parte ótima foi como Alan fez Molly aceitar a quarentena, afinal foi ele quem fez isso, ou vocês não lembram dele comentando com o chefe de segurança que daria um jeito dela aceitar essa situação por livre e espontânea vontade? Então, isso deixa claro que foi ele que colocou Tim, o irmão de Marcus lá dentro, mas como? E gente, ele conversou com várias pessoas, e depois não apareceu em lugar nenhum. Gostei muito da conversa deles sobre Marcus, mas foi uma conversa programada então, porque se ele, que foi colocado lá por Sparks comentou sobre ver Marcus, é porque eles sabem que Molly viu Marcus lá no espaço.

E isso tudo abre outra questão gigantesca que me deixou bem confusa: se Molly está “vendo” coisas, e  Tim e Marcus são ilusões da sua cabeça doidaça, Harmon também pode ser, porque afinal de contas, onde ele está? Porque se ele não existe seria até mais lógico. Já que é muito difícil acreditar que insano como ele está, ele conseguiu forjar a própria morte e enganar aquele grupo todo que vigia qualquer um.

Outras coisas que ficaram martelando na minha cabeça foi: será que Sparks está certo em colocá-los na quarentena? Afinal que contas, o que é aquele símbolo que está no braço, na barriga de Molly e na parede da casa de Harmon? E se Katie, a filha de Alan, morreu no espaço, por que ele e Yasumoto querem tanto esses et’s aqui na Terra?

Não tô entendendo nada, e como é bom isso, porque a série está conseguindo manter a tensão e a curiosidade na medida certa. E a ótima sequência final desse episódio mostrou que ainda tem muito para contar. E vocês, o que estão achando de Extant?

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Letícia Bastos

Letícia Bastos

Publicitária, social media, mangaká e dançarina em protestos. Também sou apaixonada por séries e admito que novelas são meu Guilty Pleasure. Apaixonada por comédias cult/pop/nerd, ainda pretendo fundar uma seita para os Adoradores de Arrested Development. Aqui no Mix sou editora de Realitys Show e escrevo as reviews de todos os realitys do mundo, como Masterchef BR, The X Factor UK e BR, The Voice US, AUS e BR, BBB e RuPauls Drag Race.

1 comment

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    Douglas Couto 1 agosto, 2014 at 21:19 Responder

    Olha a série até aqui mostrou uma consistencia muito boa, e tá bem interessante com todos esses mistérios. Belas teorias Let.

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