Fall Season 2016: O que esperar de Designated Survivor

Designated Survivor

Imagem: Mix de Séries

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A cada ano eleitoral é normal que a televisão americana produza muito conteúdo relacionado ao tema, seja em comédia, drama e até mesmo em reality shows: todos acabam bebendo desta fonte. Designated Survivor, felizmente ou infelizmente, é fruto desta safra de produções que chegarão à televisão americana num momento crucial, tal qual da campanha presidencial que se encaminhará para uma aguardada conclusão.

É possível que tenhamos mais um procedural político, seguindo a mesma receita de Madam Secretary em trazer um problema diplomático a cada episódio. Num determinado momento são mineradores chilenos, outro é um atleta americano com problemas Nepal e até mesmo ambientalistas de Nova York, que protestam sobre novas usinas termoelétricas no Vietnã. Entretanto, mesmo que tenha possibilidade desse formato se repetir, pessoalmente duvido que essa seja a proposta da ABC.

Acredito que logo após o episódio piloto, que servirá para explicar a história, os personagens e empurrar nosso protagonista ao centro da história, seremos apresentados a uma série diferente, madura e que cumpra aquele perfil que críticos vêm clamando a bastante tempo para assistir – um drama corajoso e ousado vindo do berço da TV aberta. Posso posso afirmar nada porque, infelizmente, ainda não tive a oportunidade de assistir de assistir ao Season Premiere, mas sempre terei muito otimismo e esperança quando se trata de novidades.

 

Política

Dem vs. GOP

Imagem: Aristotle

Como disse no meu parágrafo introdutório, podemos esperar muita política nessa primeira temporada de Designated Survivor. Logo no começo, tomaremos um banho de constituição americana, como funciona o processo de sucessão e qual é a linha, o porquê o Presidente realiza o State of the Union (ou Estado da União) anualmente em algum dia do mês de janeiro e o que acontece com o país quando o chefe do executivo morre.

Ainda não está muito claro se haverá foco em política doméstica, política internacional ou até mesmo em ambas, mas é de suma importância que o telespectador que decida assistir essa série dê, pelo menos, uma estudada para ter noções básicas acerca de como as instituições americanas funcionam. É verdade que àqueles que assistam Scandal House of Cards, a compreensão de algumas coisas ficam mais fáceis, mas sou um daqueles que defende que quanto mais estudo melhor, então sabem o que direi.

Protagonista forte

Kiefer Sutherland Designated Survivor

Imagem: 24 Spoilers

House of Cards tornou-se um clássico da televisão contemporânea por não só trazer a política com uma verossimilhança assustadora, mas também pelo seu protagonista forte. Frank Underwood traz uma força avassaladora para todas as cenas na qual participa, mas ainda tem a capacidade de dar uma certa elegância a todas as sujeiras que ele faz. Em Designated Survivor, precisamos da mesma coisa. Kiefer Sutherland já nos mostrou que consegue chamar a responsabilidade para si desde os tempos de 24 Touch, mas aqui é diferente.

Kiefer assumirá um personagem que é fundamental para esta série funcionar, ainda mais pelo fato que ele será o Presidente dos Estados Unidos num momento de crise aguda em que ambas as casas do Congresso foram explodidas. Talvez, este seja o papel mais difícil da carreira de um ator que nos surpreendeu inúmeras vezes, mas deixe-me dizer que caso ele venha a corresponder as expectativas não teremos apenas o drama mais bem sucedido da temporada, como também, aquele que mais recebeu indicações ao Emmy.

Verossimilhança

US Flag

Imagem: Departamento de Estado

Da mesma forma que 24 conseguiu capturar o humor do mundo, e principalmente dos Estados Unidos, naquele pós-onze de setembro é fundamental que o roteiro de Designated Survivor consiga trazer aos telespectadores um país que ele consiga enxergar na televisão. Não adiantará em nada uma apresentação fantasiosa de uma nação, porque as pessoas simplesmente vão ignorar e mudar de canal atrás de algo que elas consigam se conectar.

Não desejo ver o desgate dos velhos temas internacionais sobre terrorismo, violações dos direitos humanos na Coréia do Norte e espiões russos. Quero algo novo, excitante e que consiga mostrar esta série a que ela realmente veio. Talvez consiga ao reprisar, aquele país que chorou por meses e meses o assassinato de JFK em novembro de 1963, mas pode ser que tenhamos alguma novidade.

 

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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