Fãs de Sense8: cresçam e enfrentem o cancelamento da série de forma madura

Imagem: Netflix/Divulgação

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O título dessa matéria é mais um recado para os fãs de Sense8. Desde que a série foi cancelada, na semana passada, tenho visto inúmeras manifestações, principalmente nos grupos de Facebook a qual fazia parte. Na maioria, fãs revoltados com o cancelamento da série passaram a organizar protestos nas redes sociais, “beijaços” e “pegações” nas cidades, além de colocar a plataforma de streaming como a vilã do momento e incentivarem o cancelamento das assinaturas. Cheguei a ler, inclusive, que a Netflix era preconceituosa em cancelar uma série em que majoritariamente seus personagens eram bissexuais. Mas é preciso ter calma, refletir e enfrentar o cancelamento de forma madura.

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Primeiro, a Netflix não cancelou a série da noite para o dia e sem motivo. É preciso entender que, por si só, Sense8 era uma produção cara, com locações em diversos lugares do mundo, que tornava-a extremamente custosa. Para haver investimento tem de haver retorno, correto? Ao que tudo indica, Sense8 não teve. A série era amada pelos brasileiros, mas fez pouco barulho lá fora, não foi aclamada pela crítica e sequer passou perto de alguma premiação. Vale a pena continuar investindo dinheiro em algo que não dá retorno?

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Em segundo lugar, alguns próprios fãs possuem culpa no cartório. Não aqueles que assistiam a série corretamente na plataforma de streaming, mas os que pirateavam, baixavam da internet ou compartilhavam suas contas com alguém de forma ilegal. Contribuir para essas práticas certamente pesou no cancelamento da série, afinal, você assistia o conteúdo sem contribuir para o retorno.

Por fim, precisamos lembrar que Lana Wachowski, responsável por conduzir a segunda temporada, precisava ter ciência que era preciso dar um final para série. Pelo menos algum arco fechado ou satisfatório em caso de cancelamento. Estamos em pleno 2017, era em que séries de TV são canceladas a qualquer momento, retiradas do ar sem terminar ou exibir todos os episódios… Então é preciso agradecer quando se tem a chance de contar, garantidamente, uma história com a temporada completa. Ela confiou demais no taco da produção, que já havia sofrido atraso por conta de troca de atores e problemas nas locações. Se houve desrespeito com um cancelamento sem final não é somente por parte da Netflix, mas sim dos produtores.

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O cancelamento sempre foi um mal necessário. Tá na hora de crescer!

Este talvez tenha sido o primeiro cancelamento de impacto na Netflix, pelo menos para os fãs brasileiros. E eu tenho achado até engraçado o comportamento de algumas pessoas. Mas aqui vai um recado: deixar de assistir as produções da Netflix e incentivar o cancelamento de outras pessoas não vai ajudar em nada. Parece um comportamento de uma criança mimada que tem o seu brinquedo tomado pelos pais.

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Se a audiência dessas pessoas não foi significante para a Netflix, seus cancelamentos serão tampouco. Portanto, é preciso enfrentar esse acontecimento com maturidade. Claro, temos de reclamar, protestar de forma coesa e até mesmo tentar uma nova temporada. Acho super válido os abaixo assinados, até mesmo para fazerem um filme de despedida. Mas utilizar de tal fato para um comportamento infantil, como tenho visto, não serve para nada. Ver estes fãs fazendo campanha contra a plataforma, utilizando de palavrões e marcando “pegações em público” como forma de protesto só confirma que a Netflix estava certa em tirar da tomada a produção de uma série que não trouxe absolutamente nenhum retorno para o streaming. Acho Sense8 uma série que trouxe uma mensagem importante, mas ela não é a única produção LGBT da plataforma (alô Orange is the New Black) e muito menos de todo o mundo. Logo, não entendam isso como marcação, preconceito ou qualquer outra coisa do tipo.

Cancelamentos acontecem em qualquer emissora e produtora. Esse não é o primeiro e nem será o último. A política da plataforma agora será a de cortar as produções que não derem retorno. A verdade é que a Netflix cansou de ser a “mãezona”. Quer brincar de ser seriador, enfrente as consequências. Se não, é melhor assistir as novelas da Globo que tem começo, meio e fim.