Quando a CBS anunciou oficialmente o cancelamento de FBI: Most Wanted e FBI: International, muitos fãs ficaram sem entender. Afinal, as duas séries mantinham uma audiência sólida — com cerca de 6,5 milhões de telespectadores por episódio, praticamente empatadas no ranking de audiência da emissora. Mais do que isso: elas superavam produções como Fire Country, NCIS: Origins e NCIS: Sydney, que foram renovadas para mais uma temporada.
Mas, nesta quarta-feira (08), durante o evento que revelou a nova programação da CBS para 2025–2026, a presidente da emissora, Amy Reisenbach, veio a público para explicar o motivo por trás da decisão — e a resposta envolve, principalmente, o bolso.
“Temos que ser fiscalmente responsáveis”, declarou a executiva. “No fim das contas, esses acordos e essas séries simplesmente não estavam se justificando economicamente”.
Os números de FBI: Most Wanted e FBI: International não foram suficientes
Mesmo com a queda modesta de apenas 9% na audiência em relação às temporadas anteriores, FBI: Most Wanted e FBI: International ocupavam posições intermediárias entre os 14 dramas exibidos pela CBS nesta temporada. E, ainda assim, ambas davam audiência maior do que outras séries que foram salvas.
Ou seja: os números sozinhos não explicam o cancelamento. A explicação está mais nos bastidores — nos custos de produção, nos acordos de licenciamento e, segundo fontes como o Deadline e TVLine, em negociações desgastadas com estúdios terceirizados, como a NBCUniversal Television, que fornece as séries de Dick Wolf, criador da franquia FBI.
Esse contexto pode ter sido decisivo. Ao que tudo indica, a CBS está buscando mais controle sobre suas produções e tentando reduzir custos com parceiros externos — mesmo que isso signifique abrir mão de séries que ainda tinham fôlego com o público.
Uma nova missão: FBI: CIA
Apesar do cancelamento das duas spin-offs, a relação com Dick Wolf continua. A emissora anunciou oficialmente a produção de uma nova série derivada da franquia FBI, batizada provisoriamente de CIA. Estrelada por Tom Ellis (o eterno Lucifer), a nova trama deve focar em operações de inteligência e espionagem, e será exibida às segundas-feiras, colada à série original FBI, formando um bloco de duas horas.
“Estamos animados em lançar esse novo bloco com FBI e CIA nas noites de segunda-feira”, comentou Reisenbach, tentando mostrar que o universo da franquia continua em expansão, ainda que por outros caminhos.
Decisões difíceis, mas estratégicas
Reisenbach também mencionou que decisões como essas fazem parte da realidade atual da TV americana. Durante a coletiva, ao comentar o fim de The Equalizer, ela reforçou que a CBS teve “muitas opções neste ano” e que a grade de programação está bastante cheia.
“Sempre precisamos olhar para o conjunto da obra: audiência, parte criativa, em que momento da vida a série está, os custos de produção… E aí tomamos as decisões difíceis”, disse.
O fim de um ciclo — e o começo de outro?
Com o fim de FBI: Most Wanted e International, a franquia perde duas de suas ramificações mais populares. Mas a chegada de CIA promete trazer um novo fôlego — e talvez reconquistar o público com uma abordagem diferente, voltada ao universo da espionagem.
Para os fãs, fica o sentimento agridoce: é o fim de uma era, mas também o começo de uma nova fase para o universo FBI na CBS.
A pergunta que fica agora é: será que CIA vai estar à altura das séries que ficaram pelo caminho?