O final de Supergirl já se tornou um dos assuntos mais comentados entre os fãs da DC. Isso porque a decisão tomada por Kara Zor-El nos minutos finais do filme reacendeu uma das maiores controvérsias da história dos filmes de super-heróis: heróis devem matar?
Segundo o diretor Craig Gillespie, o desfecho sempre esteve previsto no roteiro e contou com apoio total de James Gunn, que nunca cogitou alterá-lo, mesmo diante da possibilidade de dividir o público.
O que acontece no final?
No clímax da história, Supergirl toma uma decisão definitiva contra Krem, o grande vilão do filme. Em vez de oferecer uma nova oportunidade ou buscar outro caminho, ela escolhe eliminá-lo.
A cena imediatamente provocou comparações com O Homem de Aço (2013), quando Superman matou o General Zod, uma das escolhas mais debatidas da carreira de Zack Snyder.

James Gunn quis mostrar que Supergirl é diferente de Superman
Em entrevista ao Collider, Craig Gillespie explicou que James Gunn fazia questão de manter esse final porque ele representa justamente a diferença entre Kara e Kal-El.
Enquanto Superman acredita na redenção acima de tudo e funciona como a grande bússola moral do novo DCU, Supergirl foi moldada por perdas, traumas e sofrimento muito antes de chegar à Terra.
Segundo o diretor, Kara nunca escolheu ser uma heroína. Ela perdeu seu planeta, viu sua família morrer e passou anos tentando fugir dessa responsabilidade. Sua decisão no fim do filme é consequência direta dessa trajetória emocional.

Final divide os fãs
A escolha já vem provocando intenso debate nas redes sociais.
Para parte do público, a atitude torna Supergirl uma protagonista mais humana, complexa e diferente do primo, mostrando que nem todos os kryptonianos enxergam o mundo da mesma forma.
Outros, porém, acreditam que a decisão contradiz os valores clássicos dos heróis da DC e lembra justamente a polêmica criada por O Homem de Aço, filme que até hoje divide opiniões por causa da morte de Zod.
Decisão pode definir o futuro do DCU
Independentemente das opiniões, o final deixa claro que James Gunn pretende construir personagens com personalidades bastante distintas dentro do novo universo compartilhado.
Enquanto Superman permanece como o símbolo máximo da esperança e da compaixão, Supergirl surge como uma heroína marcada pelo trauma e por escolhas muito mais difíceis. Essa diferença promete se tornar um dos aspectos mais interessantes do DCU daqui para frente.


