Firefly e o ideal de um mundo melhor

Firefly Poster

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Antes de Fringe arrebatar corações alheios e depois de X-Files continuar com o samba nosso de cada dia, existiu uma série sci-fi que poucos conhecem, mas os que já assistiram, são fãs fiéis.

Em 2002, estreava na Fox a série western/space opera Firefly, série que teve uma curta vida, mas que nos deixou lições de vida. Ficou uma temporada no ar, apenas 11 dos seus 14 episódios foram exibidos, depois de um cancelamento precoce por conta da baixa audiência. O show foi responsável por introduzir ao mundo das séries alguns atores, como Morena Baccarin, Nathan Fillion e Adam Baldwin.

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A história da série se passa em 2517. Em uma Terra completamente escassa de água e alimentos, os seres humanos acabam migrando para outros lugares da galáxia, a fim de encontrar um planeta habitável. Alguns desses entram em um processo de terraformação, utilizado para deixar o ambiente do lugar apto a receber seres humanos. Nisso somos introduzidos à tripulação da Serenity, uma nave espacial de classe Firefly mais conhecida como fubica caindo aos pedaços.

Conduzida por Malcolm Reynolds (Nathan Fillion), um ex-sargento independente, a nave acaba sendo o palco principal de todos os 14 episódios da série. Malcolm é um rebelde, lutou contra a Aliança Interplanetária na Batalha do Vale Serenity, na chamada Guerra da Unificação. Junto com Zoe Washburne (Gina Torres), Reynolds acabou sendo derrotado, mas os ideais dos Browncoats (casacos marrons) permanecem vivos através dos dois. Além deles, somos apresentados a Hoban Washburne, mais conhecido como Wash (Alan Tudyk). Wash é piloto de naves espaciais, e é marido de Zoe e a parte cômica da série. Jayne Cobb (Adam Baldwin) e Kaylee Frye (Jewel Staite) completam tribulação, fazendo a força bruta e a mecânica da nave. Jayne é pouco cérebro e muito músculo, porém temos ótimos momentos com o personagem. Kaylee é uma jovem sonhadora e mecânica autodidata. Responsável por deixar a nave voando, Kaylee é o ar jovem da série, muitas vezes simplória e vaga, e foi recrutada por Reynolds depois de fazer a nave funcionar, quando nenhum outro mecânico conseguiu. Inara Serra (Morena Baccarin), é uma companheira (equivalente à uma cortesã) que aluga uma das naves auxiliares da Serenity. Mal e Inara tem uma relação bem complicada, e isso acaba trazendo ótimos plots para a série. Logo na season premiere, a tripulação tem três novos personagens: Derrial Book (Ron Glass) é um pastor que tem um amplo e peculiar conhecimento sobre armas de fogo e atividades criminais, e tem uma ligação com a Aliança, Simon Tam (Sean Maher), um médico fugitivo da Aliança após ter libertado sua irmã, River (Summer Glau) de um laboratório de pesquisa do governo. River era uma criança prodígio, com uma QI altíssimo, porém virou cobaia de experimentos nos doutores da Aliança, deixando-a com sintomas esquizofrênicos.

firefly-elenco

Além de um enredo completamente diferente do que estamos acostumados a ver em séries western, Firefly trouxe uma mescla interessante da história. A série alternou momentos de tecnologia futurística com elementos da cultura medieval. O próprio idioma da série era uma mistura de inglês com chinês (no enredo, a Aliança Interplanetária é originária de uma aliança entre as duas potências hegemônicas do mundo, os Estados Unidos e a China). A série também mostrou a diferença gritante entre ricos e pobres da época, o que basicamente se reflete no que vemos hoje. Ricos com muito (no caso da série, ricos mantinham planetas inteiros com seu dinheiro) e pobres com quase nada (apenas com a roupa do corpo e o recebendo o suficiente apenas para se alimentar). O diferencial da série, em retratar um mundo 500 anos a partir de agora, foi o fato de não ter nenhuma menção a extraterrestres, o que particularmente me agradou bastante, fugindo daquela premissa da necessidade de exemplificar seres extraterrestres..

 

Infelizmente, apenas uma coluna para falar de Firefly não cobre tudo que a série trouxe. Exemplos de união, perseverança e bondade são alguns exemplos do que a série aborda com maestria. Também tivemos a chance de ter um final decente através do filme Serenity – A Luta Pelo Amanhã, produzido em 2005.

Apesar do curto tempo de exibição, a série tem um número grande de fãs, principalmente nos Estados Unidos. Aqui no Brasil a série não tem tantos fãs. Porém, mesmo depois de 10 anos de sua exibição, continua agregando muitos fãs ao redor do globo. Seja através de seu enredo intrigante, ou por conta de um nova e ainda não explorada forma de se fazer sci-fi, Firefly arrebatou nossos corações. É uma boa série, maratona curtinha, porém uma ótima produção, que só Joss Whedon sabe fazer!

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