A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e estrelada por Jacob Elordi, está sendo celebrada como uma das versões mais intensas e humanas já feitas da clássica história de Mary Shelley.
O ator, conhecido por papéis em Saltburn e Euphoria, revelou em entrevista à Entertainment Weekly que assumir o papel da Criatura foi um desafio emocional e artístico que o marcou profundamente.
Um monstro com voz e consciência
Elordi contou que, antes de ler o roteiro de Frankenstein, tinha receio de que o personagem fosse retratado como em outras versões do cinema: um ser silencioso, que apenas grunhe e inspira medo. No entanto, suas dúvidas desapareceram ao se deparar com o roteiro de del Toro.
“Quando li a fala ‘Agora, contarei minha história’, percebi que havia muito mais para dizer. Era o monstro como Mary Shelley o escreveu: pensante, filosófico, cheio de dor e humanidade”, explicou o ator. Essa abordagem verbal e emocionalmente rica foi o que o atraiu de imediato para o projeto.
O diário da Criatura

Durante as filmagens de Frankenstein, Elordi mergulhou ainda mais fundo na mente de seu personagem ao criar um diário completo escrito do ponto de vista da Criatura. Ele utilizou um antigo livro com ilustrações de Arthur Rackham, preenchendo as páginas em branco com pensamentos, medos e reflexões do monstro.
“Quando terminei, parecia que tudo havia saído de um estado de transe”, revelou. O ator descreveu a experiência como mágica, creditando a Guillermo del Toro por criar um ambiente quase sobrenatural no set.
Um elenco de peso e uma visão gótica
Além de Elordi, o filme conta com Oscar Isaac como o Dr. Frankenstein e Mia Goth como Lady Elizabeth Harlander, além de Felix Kammerer, Lars Mikkelsen, Christoph Waltz e Charles Dance. Com essa nova versão, del Toro reafirma seu talento em transformar monstros em espelhos da alma humana — e Jacob Elordi entrega uma interpretação que promete entrar para a história do cinema.