A clássica história de Frankenstein ganha uma nova vida sob a direção do cineasta mexicano Guillermo del Toro. Desta vez, o monstro criado por Victor Frankenstein não é verde, nem grotesco — e tampouco carrega os parafusos no pescoço que marcaram a imagem imortalizada por Boris Karloff em 1931. No novo filme da Netflix, o papel da Criatura é interpretado por Jacob Elordi, conhecido por sucessos como Euphoria e Priscilla.
Jacob Elordi assume o papel do monstro
Elordi foi escolhido por Del Toro para interpretar uma versão mais humana e sofisticada da Criatura de Frankenstein. Sua aparência foge totalmente do estereótipo: pele alva inspirada em esculturas renascentistas, cicatrizes sutis e traços preservados — incluindo os olhos castanhos expressivos e o maxilar marcante.
O visual, desenvolvido pelo artista de efeitos e maquiador Mike Hill, combina modernidade com referências clássicas, resultando em um monstro visualmente belo, ainda que inquietante.
O processo de transformação

Para dar vida à criatura, Elordi usou 42 próteses de silicone — 12 na cabeça e 30 no corpo — aplicadas ao longo de dez horas. Cada detalhe foi pensado para que o personagem parecesse meticulosamente “construído”, como se tivesse sido montado parte por parte por Victor Frankenstein, interpretado por Oscar Isaac. Hill evitou costuras visíveis e exageros grotescos, criando uma estética que privilegia linhas suaves e realismo anatômico.
Um monstro moderno e atraente
O novo Frankenstein abandona a visão do monstro como símbolo de repulsa física e o transforma em um reflexo da beleza idealizada da era digital. Em vez de ser rejeitado por sua aparência, o personagem é agora visto como um ser belo, mas limitado intelectualmente — uma inversão do mito original de Mary Shelley.
Beleza e tragédia reinventadas
Jacob Elordi, com sua presença carismática, traz uma nova camada de empatia à Criatura de Frankenstein. Del Toro e Hill conseguiram reimaginar um ícone centenário, transformando o terror clássico em uma reflexão sobre perfeição, identidade e aceitação — provando que até os monstros podem ser reinventados com alma e elegância.