Full House: Um é pouco, dois é bom e três é demais

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Finalmente estamos em fevereiro, um mês que vem sendo, desde o ano passado, muito aguardado por uma nostálgica geração. O motivo? No próximo dia 26, estreará no Netflix a tão aguardada Fuller House, série derivada do fenômeno Full House aka Três É Demais. A comédia familiar de grande sucesso entre os anos 80 e 90 terá uma continuação onde praticamente todo o elenco original dará as caras (beijo gêmeas Olsen!).

A produção original foi exibida pelo canal ABC entre 1987 e 1995, com um total de 8 temporadas e 192 episódios. A história girava em torno de Danny Tanner, um repórter que acabou de perder a esposa em um acidente de carro e acaba ficando com suas três filhas. Para enfrentar essa nova realidade, o rapaz conta com seu melhor amigo Joey e o cunhado Jess para ajudá-lo na criação das garotas.

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DJ (Donna Jo) é a filha mais velha de Dan e está entrando na pré adolescência, Stephanie é uma garota esperta e está vivendo o auge de sua infância, enquanto a caçula Michelle é apenas um dócil bebê que, além de aprender tudo sobre a vida, também serve de ensinamento ao trio de marmanjos. Com esse ingrediente, a série conquistou um diferencial único e serviu para quebrar diversos tabus durante os anos em que esteve no ar, onde a figura paterna esteve mais em evidência do que nunca. Naquela época, nunca que nenhuma produção do gênero pensava em abordar a história de um viúvo que precisa conciliar a vida profissional com a familiar, tendo que lidar com a criação de suas filhas.

 

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Full House foi conquistando cada vez mais o público e não demorou muito para novos personagens serem inseridos na trama. Kimmy, melhor amiga de DJ foi uma das primeiras. A personagem era regular no início da série, mas, por conta de seu sucesso, entrou para o elenco principal a partir da quinta temporada. No segundo ano, Dan é promovido de repórter para apresentador do programa matinal local Wake Up San Francisco, onde ele dividia o comando da atração com Becky, uma bela e jovem apresentadora por quem Jess acaba se apaixonando. Por conta disso, não demora muito para a personagem entrar também para o elenco fixo e se tornar membro indispensável da série.

A comédia era tão leve e despretensiosa que não tinha como não se apaixonar e muito se identificar com ela. Mesmo com constantes mudanças, algumas delas naturais por conta do crescimento de DJ, Stephanie e Michelle, assim como de suas intérpretes, a atração não perdeu o foco em momento algum e apenas foi se renovando.

Era muito bacana acompanhar a evolução de todos os personagens, sem exceção. Vimos a família aumentar com o nascimento dos gêmeos Nicky e Alex, filhos de Jess e Becky, vimos DJ tendo seu primeiro namorado, Steve, e Dan encontrando finalmente um novo amor. Vimos também a transição de Stephanie, entrando para a adolescência, Michelle se tornando uma criança madura, além de muitas outras coisas.

Full House soube a hora certa de acabar e isso foi muito bacana de se acontecer. Aqui no Brasil, ela teve exibição em canais abertos e a cabo como Globo e Warner Channel, mas foi no SBT que sua popularidade deslanchou para valer. A série começou a ser exibida na emissora no final dos anos 90, nas manhãs de domingo, e por conta de seu enorme sucesso de audiência, a atração passou a ser exibida diariamente.

A produção foi responsável por alavancar algumas carreiras, como de John Stamos, que após o término começou a se tornar um artista bastante requisitado, e das gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen, intérpretes da pequena Michelle. Com o fim da atração, a dupla passou a protagonizar diversos filmes infanto-juvenis e até arriscaram em protagonizar novas séries na TV americana, mas as produções não decolaram. Atualmente, a dupla está com quase trinta anos e desistiram da carreira de atriz e se dedicaram ao mundo da moda. Por conta disso, ficaram de fora de Fuller House.

 

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No meio disso tudo, o que poucos sabem, é que a proposta inicial do show era totalmente diferente.  A princípio, se chamaria House of Comics e seria focado em um trio de comediantes. Porém, a produção achou que a fórmula não daria certo e decidiram investir em algo mais familiar, o que o canal ABC estava justamente buscando. Outra mudança que ocorreu antes da estreia foi de seu protagonista. A princípio, Danny seria interpretado por John Posey, que chegou a gravar o piloto, mas foi substituído por Bob Saget.

 

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Fuller House apostará na mesma fórmula da original e, dessa vez, a história se repetirá com DJ. A personagem começará a série ficando viúva e contará com a ajuda de sua irmã Stephanie e a melhor amiga Kimmy para cuidar de seus três filhos: um pré adolescente, um garotinho e um bebê. A trama contará com praticamente todo o elenco original fazendo participação especial, exceto as gêmeas Olsen, tendo ao todo 13 episódios produzidos. Nós, do Mix de Séries , faremos reviews, sim ou com certeza?

Até dia 26!

Eduardo Nogueira

Eduardo Nogueira

Administrador apaixonado por séries e música, sou fã assumido de Friends, e tenho guilty pleasure pelas séries da CW. No Mix sou editor de reality show, cobrindo atrações do gênero como as franquias The X Factor , The Voice, American Idol, entre outros. Faço também reviews das séries Mom, Supergirl, The Good Place, Scream, Fuller House e da brazuca A Garota da Moto. Além disso, deixo vocês sempre atualizados com as nossas Bolhas de Cancelamento, e também escrevo as colunas de Elenco e Teu Passado Te Condena. No tempo que me sobra faço um café para as visitas, rs. Ufa!

2 comments

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 26 fevereiro, 2016 at 09:08 Responder

    Eu assisti Três é Demais por toda minha infância. Tenho boas recordações da serie, e sempre, sempre fui fã da abertura. Quando começava tocar aquela música eu já ficava doido…

    Há uns 7, ou 8 anos, eu assisti a série até a quinta temporada. Vi que o humor dela era bem inocente e tinha um público bem específico: as crianças. Pq elas eram as verdadeiras estrelas do show.

    Vai ser bem saudosista assistir fuller house.
    Parabens pelo texto Duh!

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