Fuller House – 1×01 – Our Very First Show, Again [SERIES PREMIERE]

Imagem: In USA News/Divulgação

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A espera acabou depois de tanto tempo, pois Fuller House finalmente estreou. O revival do clássico Full House (aka Três é Demais) já está na Netflix, pronto para quem quiser desfrutar de seus treze episódios. A maneira como começou não tem como não vir aquele ar emocionante e nostálgico, onde é mostrado o começo da abertura da série original, porém é interrompido com a passagem de tempo de 29 anos (sim, já faz tudo isso desde que a atração acabou), nos levando aos dias atuais.

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Por mais que ela seja um revival, tudo bem desfrutar da nostalgia e tudo mais, porém isso foi um dos pontos negativos dessa estreia. As diversas referências foram grandes, tudo bem que se não tivessem a essência não estaria ali presente. Apesar disso, valeu a pena tais menções, mesmo que teria sido melhor que elas aparecessem com menos tempo em cena.

Um dos pontos fortes apresentados foram as piadas feitas pelos veteranos, em relação à idade deles. Querendo ou não já faz quase três décadas que a produção original chegou ao fim, e o tempo é traiçoeiro com qualquer ser humano. Danny, Jesse e Becky continuam os mesmos, porém Joey parou no tempo. No meu ponto de vista o personagem ficou parado lá nos anos 80/90, com piadas ultrapassadas e deixando que se tornou o famoso tio do pavê, das reuniões em família. É uma pena, pois eu gostava muito dele em Full House. Os gêmeos por sua vez deu para ver que são mega divertidos, e eu gostaria de ver mais deles na história, pois tenho certeza que eles com mais participação em cena renderia ótimos e hilários momentos.

O trio adulto principal – D.J., Stephanie e Kimmy – se desenvolveram em cena exatamente como eu imaginava. A protagonista com todo seu histórico, já era de se esperar que se tornaria uma verdadeira mãezona. Já sua melhor amiga continua a mesma de sempre, e isso é maravilhoso, pois ela sempre foi uma das melhores personagens, na minha opinião. Agora a minha grande surpresa foi a filha do meio de Danny, é notório sua evolução drástica. Vou admitir que eu achava Steph bem chatinha quando criança, mas agora adulta ela está fantástica, com piadas geniais e dona de um senso de humor único. Eu tenho certeza que ela e Kimmy serão responsáveis pelos momentos mais icônicos no quesito comédia da série.

Sobre os filhos de D.J., o mais velho Jackson já deu para ver que é um garoto chato, está na pré-adolescência, e só de olhar para cara dele já me deu preguiça eterna. Talvez nos próximos episódios eu possa mudar meu ponto de vista sobre ele. Já Max, que é do meio, bom por ora ele é o meu favorito disparado. O garoto muito lembra o seu avô, mas ele possui uma espontaneidade tão natural, que conseguiu conquistar logo de cara. Sem contar que teve horas que eu fiquei na dúvida se ele não veio de outra série, pois ele muito lembra a Monica de Friends, vamos agilizar um exame de DNA aí. O caçula Tommy ainda não há muito o que dizer sobre ele, mas é um bebê adorável. E por último, porém não menos importante, temos que citar também Ramona. A filha de Kimmy não tem como negar que puxou a mãe, e tenho certeza que a personagem tem tudo para conquistar o público, mesmo eu tendo achado a atriz meio fora do tom.

Um dos pontos altos sem dúvida foi a emoção presente a todo momento, que aliás foram bem melhores do que as situações cômicas. Começando pela abertura que, assim como a música tema, foi readequada aos dias atuais, porém o melhor de tudo foi a forma como introduzia o elenco veterano, mostrando as cenas deles no mesmo momento de Full House, levando-nos aos mesmos nos dias atuais. Outro parte que foi preciso e muito dar uma segurada foi quando D.J. conversa com Tommy ao dar remédio ao bebê, desabando ao mostrar sua vulnerabilidade em saber que até então estará sozinha para cuidar dele e de seus irmãos. POR QUE FAZER ISSO? O melhor dos momentos emocionantes aqui apresentados foi o final, com referência a Full House, mostrando Danny, Jesse, Joey, DJ e Stephanie cantando para Tommy, e ao lado mostrando eles nas mesmas posições, com a mesma música, fazendo o mesmo com Michelle quando era bebê. Aí meus caros, não teve outra, o choro foi livre de tão linda que foi essa cena, pois mostrou a original lado a lado, e a forma como foi fiel.

Bem meus caros, Fuller House teve uma estreia muito boa. Manter a fórmula do original vai ser muito bom, no entanto, para a série dar realmente certo, ela terá que andar com suas próprias pernas. Não que sejam proibidas as referências, muito pelo contrário, mas se a produção viver única e exclusivamente da nostalgia vai cansar o público em algum momento dessa primeira temporada.

Ah sim, não posso terminar essa review sem antes mencionar a indireta totalmente direta dada pelo elenco nos minutos iniciais às gêmeas Olsen. Quando Stephanie pergunta da irmã caçula, e eles respondem que ela está muito ocupada sendo estilista, foi GENIAL! O melhor foi a olhada de todos eles para a câmera ao tocar no assunto, para mim esse foi melhor momento da parte cômica de todo o episódio.

PS: Não sei se shippo mais D.J. com Steve ou Jackson com Ramona. Como lidar?

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