A terceira temporada de Fundação, da Apple TV+, mergulha no Terceiro Crise prevista pelo Plano Seldon, um ponto decisivo que pode mergulhar a galáxia em uma era de trevas. Hari Seldon e Gaal Dornick passam séculos se preparando para enfrentar esse momento, mas a chegada do Mula muda completamente o rumo dos acontecimentos. Dotado de um poder mental extraordinário, ele representa a maior ameaça já prevista por Gaal em suas visões. No entanto, o grande choque da temporada não é sua força, e sim sua verdadeira identidade.
O Mula escondido à vista de todos
No início da temporada de Fundação, Pilou Asbæk surge como o Mula, dominando Kalgan apenas com sua mente e conquistando rapidamente uma posição de poder. Para todos, inclusive Gaal, ele era o vilão central, aquele que precisava ser derrotado a qualquer custo. Porém, depois de vencer e matar esse suposto inimigo, Gaal percebe algo estranho: ainda sente uma presença dentro de sua mente.
É então que descobre que o homem que ela acreditava ser o Mula não passava de um fantoche. O verdadeiro vilão sempre esteve próximo, disfarçado de aliada: Bayta. A revelação é impactante, sobretudo porque, nos livros de Isaac Asimov, Bayta é retratada como heroína e peça fundamental para derrotar o Mula, não como ele próprio.
Mudanças em relação aos livros de Asimov
Fundação se distancia da obra original ao transformar Bayta no Mula. Nos livros, ela é descendente de Hober Mallow e se torna Bayta Darell após o casamento. Já na adaptação, Toran é colocado como herdeiro de Mallow, o que deixa Bayta livre para receber uma nova história. Pequenos indícios ao longo da temporada já apontavam para sua verdadeira natureza: ela estava presente em Kalgan durante a ascensão do Mula, não foi dominada mentalmente quando deveria, e em momentos cruciais mostrou ter mais controle do que aparentava. O efeito devastador do campo nulo da Cúpula sobre Bayta, semelhante ao que atingiu o Mula, também reforça a ligação entre eles.
O peso da revelação para o futuro de Fundação
Com a revelação de Bayta como o verdadeiro Mula, Fundação redefine completamente os rumos da narrativa. Sua presença em todos os pontos-chave e o uso de um impostor como fachada explicam manipulações antes inexplicáveis. Mais do que uma simples reviravolta, essa escolha narrativa traz frescor à adaptação, ao mesmo tempo em que mantém a essência das surpresas criadas por Asimov. Agora, Gaal Dornick precisa enfrentar não apenas a figura que atormentava suas visões, mas também alguém que estava em seu círculo próximo, mudando para sempre a dinâmica da luta pela sobrevivência da humanidade.