Game of Thrones – 4×03 – Breaker of Chains

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Imagem: HBO/Divulgação

Olá meu povo e minha pova! Vamos falar sobre o terceiro episódio desta temporada de Game of Thrones! Bem mais morno do que os outros dois, mas mesmo assim este episódio teve seu mérito, com diálogos bem articulados, o que tem de mais forte nesta série!

O episódio começa com a fuga de Sansa. Ela descobre que quem estava por trás de toda sua fuga era nada mais nada menos do que Mindinho. Não sei se acho isto bom, apesar que antes com ele do que com os Lannisters, certo? Lembrando que Mindinho possuía um amor platônico pela Catelyn, mãe de Sansa, por isso, certamente ela não deve estar em perigo. No entanto, ficou revelado que Petyr teve participação no envenenamento de Joffrey. Aliás, boa parte deste episódio a história nos leva a questionar quem são os suspeitos do assassinato.

Já Margaery Tyrell, fica caracterizada com o beijo viúva negra; segundo marido que ela perde, coitada (Renly e Joffrey). Apesar que não acredito que ela tenha alguma coisa a ver com as mortes. Mas ela já está pensando em qual vai ser o próximo, ela quer ser rainha, a qualquer custo!

Pois é, o corpo do Joff nem esfriou e Margaery já está pensando em um novo marido; Tommen, já está sendo manipulado pelo avô Tywin, já que vai ser o novo rei (“O que faz de um rei bom?“, indaga Tywin); e Jamie, o pai, aproveita o momento para agarrar a irmã Cersei, a mãe, enquanto o filho jaz ao lado… loucura! haha

Falando em Jamie e Cersei, houve uma polêmica bem grande acerca desta cena de sexo deles no túmulo do filho. Muitos se incomodaram pelo fato de parecer ser um estupro. No livro, George R. R. Martin, neste momento da cena, escreve sob o ponto de vista de Jaime Lannister, descreve os fatos de dentro da cabeça de Jaime, o que faz parecer um ato consentido. Mas na série, a câmera é externa o que demonstra todos os pontos de vista ao mesmo tempo. No livro, Jaime não estava presente no momento da morte de Joffrey; ali, no velório do filho, é o primeiro momento que Cersei e Jaime se encontram, desde quando ele foge de Porto Real (primeiro livro). Logo, apesar da relutância de Cersei no começo, pelo fato lógico de que o lugar é inapropriado para aquilo, no final ela acaba se entregando, havia saudade e desejo dos dois. Na minha opinião, a cena quis mostrar exatamente o seguinte: que apesar da redenção de Jaime, ao perder sua mão e revelar seu lado mais humano à Brienne, ele, perto de Cersei, é insano, é o regicida, é o seu lado mal, é o cara que jogou um menino de 8 anos pela janela, que faz tudo pela sua amada. Portanto, não vamos ficar aterrorizados por isso. Game of Thrones já teve cenas mais violentas que esta, como aquelas de tortura de Theon Greyjoy. Não estou justificando, mas quero explicar os motivos da ocorrência daquela cena. Me parece que lugares proibidos é um afrodisíaco para os irmãos Lannisters.

Enquanto isso, Tywin procura aproveitar da tragédia da morte de seu neto, sua influência e seu poder para estabelecer reforços com Oberyn Martell, fazendo o acreditar (ele acha né) que não teve nada a ver com a morte de sua irmã Ellia e seus sobrinhos. Neste momento, se percebe que Tywin Lannister está bem ciente de Daenerys Targaryen e seus dragões, que pode chegar a Westeros e, também, da invasão, ao norte, de Mace Rayder na Muralha.

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Imagem: HBO/Divulgação

Após a morte do rei, Tyrion foi preso, e agora, está mais sozinho do que nunca. Muito emocionante a cena dele com Pod, seu fiel escudeiro, que como forma de gratidão, fala pra ele fugir para não ser morto como aliado ao “assassino do rei”. A única pessoa que Tyrion pode contar agora é com o irmão, Jaime, relação está que tem se estreitado nos últimos tempos.

Como os diretores prometeram, a quarta temporada está cheia de ação, exemplo disso é o que ocorreu neste episódio no massacre de um vilarejo por Ygritte e seus comparsas selvagens. Muitos adoram estas cenas, mas GoT me fascina muito mais pelos diálogos, do que pelas cenas de ação. Acredito que estas cenas são um bônus a toda esta produção, desta história brilhante.

Por último, aparece Daenerys e sua mania de libertar escravos. Breaker of Chains (quebrador de correntes), título deste episódio, faz referência direta à ela. Quem leu os livros sabe como esta parte de conquistas e libertações é maçante e chata, mas Daenerys é diva né! Ainda mais falando valeriano (hehehe). Os diretores conseguiram adaptar bem as tomadas das três cidades, cada uma das conquistas foi importante para mostrar a evolução da personagem. Antes ela não tinha nada, apenas dragões bebês. Hoje além de navios, ela tem um exército de milhares de ex-escravos super treinados, três escudeiros que arriscariam a vida por ela (oh garota amada!) e dragões enormes. A expectativa, então, que a Dany cria é enorme; todos querem que ela chegue logo em
Westeros e tome conta de tudo. Eu estou super ansiosa!

Agora, um comentário sobre Daarios Naharis. Eu tinha minhas suspeitas de como se sairia o novo ator, já tinha comentado por aqui. Mas depois dele ter matado o campeão de Meereen em trinta segundos eu não tenho mais dúvidas! Haha! Ótima cena!

Com Arya e Stannis também presentes, este episódio foi completo. Mais calmo, eu concordo, mas preparando terreno para o que vem pela frente. Do jeito que a série está frenética, tudo passa rápido demais e a temporada vai acabar logo (para a tristeza dos fãs)! Que venha o quarto episódio!

Paula Reis

Paula Reis

Advogada e concurseira de plantão, no Mix, é editora de reviews e colunas. É viciada em tudo sobre Game of Thrones e adora séries jurídicas.

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