Game of Thrones – 4×05 – First Of His Name

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Imagem: HBO/Divulgação

Bom, este episódio, apesar de bater o próprio recorde de audiência de GoT, deu uma freada no ritmo agitado que a temporada estava. Sem muitas novidades, mas serviu para fechar alguns ciclos.

Logo no início, na coroação de Tommen, a maior surpresa foi a forma que Cersei fala de Joffrey, como ela sofreria nas mãos daquele rei odiado; assim como ela mesma, como mãe, tinha medo dele. Cersei Lannister é… deprimida; emocionalmente vulnerável. A raiva e a paranoia que ela sentiu na morte de Joffrey se desvaneceu em tristeza… Mas na medida do possível, ela encontrou algum espaço para o pensamento claro: o que Joff era, as coisas que ele fazia, a chocava; e ela não se choca facilmente.

Indo para conversa de Cersei com Tywin, sobre finanças, casamentos e ao final sobre o julgamento de Tyrion, me veio a pergunta: se Tywin soubesse que Olenna matou Joffrey, mudaria seu comportamento em relação a ela e planos com os Tyrell? Eu não acho que ele mudaria, dada a forma como este assassinato tenha vindo a calhar, pois resolveu o problema de psicopatia cada vez mais incontrolável de Joffrey. Na verdade, não me surpreenderia em nada se Tywin secretamente saiba tudo.

Atravessando o Mar Estreito e indo direto para Meereen, deparamos com Daenerys Targaryen sem o seu vestido azul!! Isso é um milagre, meus senhores! Aleluia! Ela tirou o vestidinho azul, que usava deste a temporada passada, para lavar  e optou por um branco (bem melhor, Dany)! Zoações à parte, Westeros ficou para depois (infelizmente). A Mãe dos Dragões, que provou ser uma implacável conquistadora, agora vai tentar provar que pode conseguir administrar o poder que ela adquiriu. A “Mhysa” vai reinar!

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Imagem: HBO/Divulgação

Acredito que o que mais valeu a pena neste episódio foi a explicação da misteriosa morte de Jon Arryn, a antiga Mão do Rei, cuja morte abriu o caminho para praticamente toda a nossa história e todas estas disputas e rivalidades. Mais uma vez, se discute em que lado o Mindinho está para ter feito tudo isso. A morte de Jon, a carta falsa escrita por Lysa Arryn e entregue a Cat Stark… Baelish está do lado dele mesmo, isso sim! “Ele veria o reino queimar se pudesse ser o rei das cinzas“, nas palavras de Varys.

Bacana foi ver o retorno de Lino Facioli, ator brasileiro, que interpreta aquele que mama na mãe, Robin Arryn. Já Lysa Arryn, com certeza tem problema de cabeça. Esta instabilidade e insegurança toda com Sansa, interrogando-a sobre Petyr… Se Sansa pensou que chegar ao Ninho da Águia resolveria seus problemas, sua tia louca Lysa tira todas essas esperanças. Uma recepção superficial esconde os verdadeiros desejos de Lysa (que grita na noite de núpcias com Baelish). Pobre Sansa! Ela foi noiva de um psicopata, casou com um anão Lannister e é prometida a um filho mentalmente doente. Mais uma vez, Sansa vai em direção a um destino conjugal que nem bolos de limão podem melhorar. Esta união com Robin pode ser o primeiro casamento em Westeros onde alguém simplesmente se mata.

Outra surpresa de Cersei foi a sua demonstração de sentimento, de amor aos filhos, quando fala de Myrcella, que está em Dorne, para Oberyn. Ela até trás uma reflexão interessante: “De que adianta o poder se você não pode proteger aqueles que ama?

Já na Fortaleza de Craster (a parte mais movimentada do episódio) o show ficou para Bran, que assume o controle psíquico de Hodor, e este finalmente faz alguma coisa. Bran, através de Hodor, quebra (literalmente) Locke, o infiltrado de Bolton. A agonia de querer saber se Bran e Jon iriam se encontrar era enorme, mas isso não aconteceu. Mais uma vez, a adaptação se distancia da obra original, pois, nos livros, Bran nem estaria em Craster, muito menos prestes a encontrar Snow. Esta cena, aliás, nada impede o surgimento da especulação que Bran poderia ser destinado a assumir o controle dos dragões de Daenerys, um dia.

Jon também dá seu show esfaqueando Karl na boca e, no final, acaba reencontrando seu lobo, Ghost. Foi um momento bem significativo! Tudo isso é uma mudança para Jon Snow e representa o amadurecimento contínuo dos nossos heróis. Arya é outra, que tem prazer em matar Polliver; Dany crucificando os mestres; Agora Jon lutou sujo para ganhar. Eles estão todos começando a descobrir, para melhor ou pior, que para sobreviver e prosperar é preciso sujar as mãos!

E você, o que achou deste episódio? Morno também?

Até semana que vem!

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Paula Reis

Paula Reis

Advogada e concurseira de plantão, no Mix, é editora de reviews e colunas. É viciada em tudo sobre Game of Thrones e adora séries jurídicas.