Game of Thrones – 4×06 – The Laws of Gods and Men

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Imagem: HBO/Divulgação

Bom dia, boa tarde, boa noite! Bora começar logo a falar do episódio bombástico desta semana?! Tem muita coisa para comentar!

De início, já podemos concluir que não precisa matar ninguém para se fazer um episódio épico. Exemplo de “The Laws of Gods and Men“, devido à atuação excelente de Peter Dinklage, como Tyrion Lannister.

Mas outros personagens também contribuíram para este ótimo episódio, como Davos e Stannis em Bravos. Este núcleo costuma ficar esquecido na série (o que é uma pena), mas esta cena em Bravos foi excelente (cidade, aliás, que estava doida para ver como fariam). Imagina o dinheiro que gastaram para fazer essa cidade. Parabéns pela produção, HBO! A  frieza dos banqueiros, sentados naquelas cadeiras enormes em um espaço vazio maior ainda (que realmente parecia um banco clássico) contribuíram para a concretização da imagem idealizada por Tywin Lannister no episódio passado. O Banco de Ferro de Bravos é mesmo como um templo e os banqueiros são as pedras. O modo indiferente como tratam a causa de Stannis prova o quanto isso é verdade. Era quase como se Stannis fosse um simples pastor reclamando de suas cabras mortas…

Falando em cabras mortas, em Meereen, Daenerys já percebeu que governar não é algo fácil (conquistar é diferente de governar). E que domar os dragões também será uma tarefa árdua (que cena mágica que foi aquela do dragão caçando). Não sei se o Hizdahr zo Loraq estava falando a verdade sobre o pai, mas, pelo menos, ela permitiu que ele o enterrasse. Um governante também deve saber quando deva ser gentil e generoso. E, se for verdade, que isso sirva de lição para que na próxima, ela puna os verdadeiros culpados e acabe com as injustiças com justiça, de fato. A parte cômica da cena, ficou com Sor Jorah Mormont, que faz um olhar de “fazer o quê né, eu também tenho que ficar aqui”, quando ela descobre que há mais duzentas e doze pessoas para falar com ela.

Agora, o que falar sobre o pobre Theon Greyjoy? Teve a oportunidade de se livrar das garras do perturbado Ramsay, quando sua irmã Yara tentou resgatá-lo, mas está tão destruído que não mais se reconhece como o herdeiro das Ilhas de Ferro. Ele é apenas Reek, o bichinho de estimação de Ramsay. Dá pra ver como o bastardo de Bolton domou bem seu animal. A propósito, preciso elogiar Iwan Rheon, ele está muito bem como Ramsay. O personagem tem todo aquele ar sádico e psicótico (que aliás, dá até raiva dele). Já a Yara Greyjoy, eu fiquei um pouca decepcionada. Ela toda destemida no último episódio da terceira temporada, disposta a salvar o irmão, e depois de um discurso motivacional daqueles, não conseguiu pegar seu irmão e acabou indo embora correndo?! Como assim, Yara?! No final das contas, ela diz que seu irmão está morto. Pra ela isso é verdade, pois ele recusou seu nome. Agora, Reek fingir ser Theon Greyjoy que eu quero ver… Teremos Alfie Allen fazendo algo mais novamente, ao invés de apenas murmurar o dia inteiro.

Finalmente, vamos para a parte mais marcante do episódio, o julgamento de Tyrion Lannister. Vimos que em Westeros, o acusado não tem muitos direitos (ou quase nenhum), até mesmo Tyrion que foi acusado por um crime que não cometeu. O direito a um julgamento justo, um advogado, o devido processo legal, não pertencem a Porto Real. Juízes imparciais? Nem se fala. Tyrion já
enfrentou um julgamento uma vez, quando Catelyn Stark o acusou de tentativa de assassinato do seu filho Bran, e em seguida, sua irmã, Lysa Arryn, também o acusou de assassinato de seu marido, Jon Arryn (um crime que, na semana passada, descobrimos que ela própria cometeu). Logo, Tyrion sabe o que está enfrentando.

No julgamento do século, as probabilidades estão contra Tyrion. Todo mundo está testemunhando contra ele – Meistre Pycelle, Varys, Meryn Trant, até Shae… É uma farsa todo este julgamento e todo mundo parece saber. Cadê Alicia Florrick (de The Good Wife) para salvar nosso querido Tyrion? Hashtag somostodosanões! hehehe.

Mas mil vezes mais devastador foi o depoimento de Shae. Conforme ela ia falando a multidão se espantava mais ainda. Os detalhes da intimidade de Shae e Tyrion que foram revelados e a forma como ela repetia que era uma puta para ele foram o jeito dela dizer que como ela o amou. As emoções que ela expõe são reais, atestou o que era precioso entre eles, apesar de ter sido humilhante as suas declarações. Na hora eu fiquei com ódio dela ter feito o que fez, mas provavelmente ela foi chantageada para dizer isso…ou não! Ela ficou magoada quando Tyrion ordenou que ela partisse; e acaba que ela se torna a prova da culpa de Tyrion. Hilário foi ver Prince Oberyn se divertindo com o depoimento da Shae. Safadinho!

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Imagem: HBO/Divulgação

Diante disso tudo, Jaime Lannister tenta ajudar o irmão. Mas em última instância, Tyrion explode e revela o monstro, o leão, toda sua ira. E acredito que Peter deve ganhar o Emmy por este brilhante discurso. O rugir do leão ecoou no ambiente, como um verdadeiro Lannister. Com sua raiva reprimida (como nos livros), ele confessa… de ser um anão, meio homem, monstro (como todos o consideram). Ele confessa … que ele deveria ter deixado Stannis matar todos em Blackwater. Ele deseja ter matado Joffrey; ele gostaria de ter veneno suficiente para todos. Todos que acham que ele é o monstro que ele não é. E sabendo que ele não vai ter justiça nenhuma neste tribunal, ele pede um julgamento por combate. E esse desafio pode resultar na morte de Tyrion ou de quem for lutar por ele, e Tyrion sabe disso. Se ele ou seu representante permanecem vivos ao final, ele é exonerado, as evidências do crime não interessam mais. Mas, se eles morrem, ele é declarado culpado. A dúvida agora é, quem lutará por Tyrion? Que as leis dos deuses o salve!

Fazendo um apanhado geral no episódio, pode-se concluir que o tema central de “The Laws of Gods and Men” foi acerto de contas. E os locais destes acertos foram bem definidos: a sala de conferências do Banco de Ferro de Bravos, o salão de recepção de Meereen e a sala do trono de Porto Real. Em cada uma dessas cenas, há a uma declaração longa dos títulos do governante. Tudo muito formal, até este grande show de Tyrion, encerrando o episódio de forma épica. Não vejo a hora de chegar o próximo domingo às vinte e duas horas! See ya!

Paula Reis

Paula Reis

Advogada e concurseira de plantão, no Mix, é editora de reviews e colunas. É viciada em tudo sobre Game of Thrones e adora séries jurídicas.

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