Game of Thrones – 4×09 – The Watchers on the Wall

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Imagem: HBO/Divulgação

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Oi pessoal! Finalmente, a review de GOT desta semana está no ar! Este episódio gira exclusivamente em torno da luta entre Patrulha da Noite e o exército de selvagens, gigantes e mamutes. Que produção! Que batalha! Um episódio inteiro focado em apenas um núcleo, que mesmo assim conseguiu passar voando.

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A trama toda se passa na Muralha. Trezentos quilômetros de comprimento, a setecentos metros de altura, e oito mil anos de idade, a Muralha é uma estrutura assustadoramente grande! Lá sempre foi um lugar estranho, construído (dizem as lendas) por humanos e gigantes. É uma membrana fina entre o real e o sobrenatural. É um lugar onde os ladrões e criminosos podem ser transformados em irmãos respeitáveis (?) da Patrulha da Noite. É o único lugar em Westeros, onde linhagem, supostamente, não importa; é o único lugar onde a mudança é uma promessa!

Como em Blackwater (episódio 9 da 2ª temporada), The Watchers on the Wall apresenta dois exércitos conflitantes, um defendendo uma estrutura e outra golpeando-a com toda a força. Ambos os episódios têm uma unidade clássica de tempo e lugar, com toda a ação ocorrendo em um único local, ao longo de uma noite fatídica. Tradição já dos episódios 9 de GOT.

Foi uma batalha histórica, um dos melhores episódios até agora! Fiquei agoniada o episódio inteiro. Tem horas que eu não conseguia nem saber quem era quem, de tanta luta. Foi no princípio da batalha que ouvimos aquela frase de um dos trailers da quarta temporada: Tonight we fight…!“. Muito bom!

Fiquei toda arrepiada quando Grenn e seu pequeno bando de homens, tentando impedir a entrada de um gigante pelo portão de “Castle Black”, cantam seus votos. Eles conseguem matá-lo, mas morrem junto.

Uma das coisas que mais lamentei foi a morte de Pyp… Ele estava muito nervoso, mas se acalmou, ficando ao lado de Sam durante a luta. Comédia foi Pyp comemorar que acertou uma flecha e Sam dar sermão dizendo que um acerto não bastava. Mas foi Sam que o consolou em seus últimos minutos de vida. Lembrando que nos livros, Pyp não morre. Ou seja, já não basta o George matar todo mundo, a HBO tem que dar uma mãozinha!

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Imagem: HBO/Divulgação

Mas as âncoras deste episódio foram Jon e Sam. Cada um traça um arco heróico, e seu amor por Ygritte e Gilly provam os pontos de cada um. Na primeira cena, Sam e Jon conversam como é “ter alguém”. Maester Aemon (um homem que há muito tempo cortou todos os seus laços emocionais anteriores) também fala sobre isso e diz a Sam que “o amor é a morte do dever“. Mas para Sam é o alicerce do dever; é a única coisa que lhe dá a força. Gilly implora para ele não ir para batalha. Sam diz à Gilly que ele é um homem da Patrulha da Noite que fez uma promessa para defender a Muralha. Com um beijo, ela extrai uma segunda promessa dele: “Me prometa que você não vai morrer”, diz ela.

Muitas emoções! E eu com medo do Jon não dar conta, ainda mais depois, liderando o grupo. Quando bateram a cabeça dele na bigorna, achei que já era… Mas não. Nosso querido Jon ainda estava firme e forte para encontrar Ygritte em seguida. No momento que eles se encontram no meio da batalha, cria-se uma bolha em torno deles. Ygritte estava pronta para matar Jon, mas ele deu aquele sorriso, desarmando ela na hora. Mas, então, Olly (aquele menino que teve sua aldeia saqueada e seus pais mortos por Thenn Styr e seu bando, incluindo Ygritte) atira uma flecha em suas costas. Olly não só vingou a morte de sua família como também fez uma morte fundamental; até olhou para Jon feliz, acreditando que fez um bom trabalho. E tinha que fazer . Daí, começa o momento romântico, quando Ygritte, morrendo, lembra Jon da caverna, o único lugar que eles se sentiam protegidos, pois lá as suas diferenças eram temporariamente apagadas… E eu achando que eles ficariam juntos por mais tempo…”You know nothing, Paula Reis”!

Enfim, o episódio todo foi épico e toda aquela produção. A câmera rodando trezentos e sessenta graus, mostrando a dimensão da batalha foi sensacional. E a Muralha se defendendo sozinha?! Doideira!

No final do episódio, fica claro que todo este esforço, só serviu para a Patrulha da Noite ganhar um tempo. Mance Rayder veio com cem mil homens, e eles vão continuar batendo na parede na noite seguinte. Será que Jon vai conseguir matar Mance? Estou louca para ver o final desta batalha. E Tyrion, o que vai acontecer com ele agora? A season finale promete!

O último episódio da temporada (mas já?) vai ser mais longo (66 minutos de duração) exatamente para fechar estes núcleos. Será que vai dar tempo?! Pelo visto, este último episódio tem tudo para quebrar a tradição de GOT de que os nonos episódios são sempre melhores.

Então, até semana que vem! Já estou com saudades de Westeros… Não quero que isso acabe!

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