Game of Thrones – 6×06 – Blood of My Blood

Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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A sexta – e excelente – temporada de Game of Thrones chega ao seu sexto episódio. Obviamente, logo depois dos eventos espetaculares que marcaram o episódio passado, e considerando também uma infinidade de informações já divulgadas pela produção, era de se esperar que “Blood of my Blood” sanasse os cliffhangers deixados e preparasse o terreno para os eventos que virão. Felizmente, foi exatamente isso que a série nos entregou.

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Começamos o episódio ainda com a fuga de Bran e Meera do exército dos Outros e, descobrimos logo, que o transe no qual Bran se encontra desde antes da morte do Corvo de Três Olhos é muito mais amplo do que imaginávamos. Passado, presente e futuro se fundem nas visões dele. Dragões, o Rei Louco, a morte de Robb, incidentes com Fogovivo (ainda não entendi o motivo desses…), a criação de novos Outros, todas coisas excelentes de se ficar vendo enquanto se é perseguido por uma horda furiosa de zumbis.

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Mas, pelo menos o destino dos dois acabou não sendo o pior possível; numa cena que bizarramente combina o Cavaleiro Sem-Cabeça de Washington Irving e o Motoqueiro Fantasma de Nicolas Cage (isso para não mencionar o “Come with me. The Dead don’t rest”, que lembra estranhamente o “Come with me if you want to live” do Exterminador do Futuro), titio Benjen FINALMENTE reaparece, dividindo de vez o fandom num tópico que há muito nos perturba: a identidade de Coldhands (Mãos-Frias). Gostei da ideia de que Benjen ter sido mantido vivo pelas Crianças, e até achei a explicação legal, mas não entendo a razão para que ele não possa cruzar a Muralha se a magia dos Outros foi “anulada” pela obsidiana. Também continuo não entendendo como o chefe dos Outros pode ter sido criado milhares de anos atrás e ser, ao mesmo tempo, o Rei Noite, personagem que surge muito depois das guerras dos Primeiros Homens com as Crianças da Floresta.

Enquanto isso, mais a Sul do mundo, a nada-esperadas-mas-infelizmente-tivemos reunion da família Tarly também aconteceu. Tentei, realmente tentei não visualizar a cena desta forma, mas pra mim é impossível não pensar nesse jantar como uma cópia descarada da cena do jantar em Shrek 2. E James Falknuer que me perdoe, mas ele era a última pessoa do planeta que eu visualizava como Randyll Tarly. Não me entendam mal! A personalidade está toda certa. Tivemos até um insulto com o mesmo tom dos muitos absurdos que o personagem diz nos livros, embora eu fosse ter preferido “The gods made men to fight, and women to bear children. A woman’s war is in the birthing bed” (uma das muitas coisas que ele diz sobre Brienne) à “You’re not fat enough already?”… mas eu realmente não consigo ver nele a força cumpridora da lei, o soldado mais implacável do reino, muito menos a força necessária para se empunhar uma espada feita de aço valiriano. Pelo menos o alívio cômico contínuo da série continuou a funcionar aqui, com Sam fugindo e levando a espada do pai.

Ainda no Sul, o plot de King’s Landing começou bem mais boring do que eu esperava. Tommen continua a se provar a criatura mais facilmente manipulável da história do universo – and they say Jon knows nothing… – e Margaery continua a não me enganar. A septã maluca e o Alto Pardal são muito bons em manipular e reprogramar o comportamento, mas se eles não destruíram a vontade de Cersei Lannister, duvido muito que a jovem Tyrell seja agora menos desprezível ou mais honesta do que ela jamais foi. E, como consequência da estupidez do menino-rei – e do orçamento ter sido direcionado todo para a Batalha dos Bastardos – não tivemos o banho de sangue que eu tanto queria nos degraus do Septo. Como jogada política para se criar a discórdia, eu não posso negar que foi uma resolução excelente para o plot, mas eu queria mesmo ver o Alto Pardal morrer da maneira mais grotesca possível…

A Rainha dos Espinhos, a.k.a a parte realmente boa dessa cena, com suas caras e bocas, representou o meu descontentamento com essa aliança entre a Coroa e a Fé Militante. Pelo menos tivemos um discurso de Cersei que finalmente lembrou a verdadeira vilania da Rainha. E falando em partes boas dessa trama meio tediosa, não vou negar que, apesar dos pesares, os eventos de King’s Landing abrem espaço para outra trama muito melhor: um (possível) reencontro entre Brienne e Jaime em Riverrun. Agora que o último Tully guerreiro tomou de volta a sede de sua Casa, e que Jaime Lannister foi removido da Guarda Real – desnecessário, considerando que nos livros, Jaime vai a Riverrun a serviço da Coroa como Lord Commander da Guarda Real – só me resta torcer pelo aparecimento de Lady Stoneheart (já que até mesmo a Irmandade Sem Estandartes de Beric Dondarrion foi mencionada), a peça que falta para que as terras fluviais se tornem novamente um lugar interessante.

Finalmente chegamos a Braavos, onde Arya continua a ser colocada em situações em que a escolha dela por ser Ninguém é testada com requintes de crueldade. Afinal, perguntar a alguém que sofreu tanto por culpa dos Lannister como ela alteraria a última fala da atriz que interpreta Cersei foi ironicamente cruel. Mas é claro que nós esquecemos deste detalhe quando “Mercy” – nome usado pela garota num dos capítulos já divulgados do próximo livro da saga – decide fazer jus a seu falso nome, quebrando, de todas as maneiras possíveis, seu dever com o Deus de Muitas Faces. Agora que ela desenterrou a espada e que Jaqen H’ghar já disse que a Waif pode matar Arya, mal posso esperar pelo que acontecerá no templo do Deus de Muitas Faces.

O episódio ainda não terminou. Em um de seus melhores momentos da temporada, Daenerys Targaryen é lembrada de seu papel como Conquistadora, e talvez, inspirada por Aegon I – ou para fazer aquilo que eu queria que ela tivesse feito quando queimou o Dosh Khaleen – a Mãe dos Dragões finalmente se reconciliou com seu filho maior e deu aos Dothraki exatamente o que eles precisavam: uma mostra de poder de sua nova governante. Besides, não é como se tivesse como discordar da mulher sentada no dragão, não é mesmo?

No fim das contas, Game of Thrones nos entregou o que deveria: um episódio de transição. Sim, mais entediante do que os anteriores. Sim, como um ou dois bons momentos apenas. Mesmo assim, a série diminui seu ritmo no momento preciso, para assegurar que, como o trailer nos mostra, o próximo episódio seja muito mais emocionante. Então, não deixem de conferir a promo logo abaixo e de acompanhar as próximas reviews aqui no Mix. Au revoir!

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