Muitos fãs estavam receosos em assistir Gladiador 2, lançado em 2025, por temerem que a sequência pudesse manchar a lembrança quase sagrada do primeiro filme, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2001. Alguns, como o autor da crítica que inspirou esta matéria, se arrependeram de ter visto o novo capítulo, apesar de elogiarem atuações pontuais como a de Denzel Washington.
Ainda assim, Gladiador 2 se mostrou um sucesso comercial considerável, arrecadando US$ 320 milhões até o momento. E esse resultado parece ter sido suficiente para convencer Ridley Scott a anunciar, com segurança, que Gladiador 3 vai acontecer:
“Dado o desempenho no resto do mundo que vimos ontem, com certeza teremos um Gladiador 3”, afirmou o diretor em uma nova entrevista.
Bilheteria forte em meio à concorrência feroz
Mesmo com um orçamento elevado — estimado em pelo menos US$ 350 milhões entre produção e marketing — a produção vem se saindo bem nos cinemas. Analistas de bilheteria projetam que o segundo filme pode encerrar sua passagem pelos cinemas com algo em torno de US$ 450 milhões, o que, segundo Ridley Scott, é mais que suficiente para justificar uma nova sequência.
Vale lembrar que Gladiador 2 estreou em um mercado cinematográfico lotado, competindo com sucessos como Wicked e Moana 2. Ainda assim, conseguiu manter boa presença de público, o que pode ter impulsionado a decisão do estúdio em seguir com a franquia.
Embora Gladiador 2 não tenha conquistado os críticos com a mesma força do original — sua nota no Rotten Tomatoes ficou em 71%, abaixo dos 80% do primeiro filme — a resposta do público foi bastante semelhante à de 2000. Isso mostra que, para muitos espectadores, a experiência épica e visualmente impressionante da continuação foi o suficiente para justificar o ingresso.
Quem pode voltar no terceiro filme?
ATENÇÃO: spoilers a seguir!
Grande parte dos personagens centrais de Gladiador 2 não sobrevive até o final da trama. Entre os que morrem estão Lucilla (Connie Nielsen), Acacius (Pedro Pascal), Macrinus (Denzel Washington) e os imperadores gêmeos Geta e Caracalla (Joseph Quinn e Fred Hechinger).
No entanto, o protagonista Lucius (Paul Mescal), filho de Maximus e Lucilla, permanece vivo e, ao que tudo indica, está destinado a liderar Roma. Apesar de sua linhagem imperial, o rumo da história pode divergir bastante do registro histórico — como o próprio Ridley Scott costuma fazer em seus filmes.
Para onde a história pode ir?
Gladiador 2 se passa por volta do ano 211 d.C., e se o terceiro filme seguir uma linha minimamente histórica, é possível que vejamos a ascensão de Elagábalo, imperador controverso que governou de 218 a 222 d.C. Elagábalo era conhecido por impor o culto ao deus sírio Elagabal, o que causou forte oposição em Roma.
Esse período leva diretamente à chamada “Crise do Século III”, iniciada em 235 d.C., marcada por guerras civis, crises econômicas e instabilidade política — um verdadeiro campo fértil para novas tramas épicas. Ainda que o “fim oficial” do Império Romano só aconteça séculos depois, em 476 d.C., nada impede que Scott mergulhe em outras fases caóticas e sangrentas da história de Roma.
Expectativas altas para a próxima etapa
Ridley Scott parece determinado a continuar expandindo o universo de Gladiador, mesmo diante de desafios narrativos e logísticos. Com Lucius agora como protagonista absoluto, Gladiador 3 deve trazer novos conflitos políticos e morais, além de batalhas grandiosas — marca registrada do diretor.
Para os fãs, resta aguardar o anúncio oficial do estúdio e novas informações sobre elenco, roteiro e cronograma. Mas uma coisa já é certa: a arena ainda não fechou suas portas.