Glee – 6×01/02 – Loser Like Me / Homecoming

Glee 6x02

Continua após publicidade

 

Continua após a publicidade

É hora de dizer adeus!

Continua após publicidade

A sexta temporada de Glee começou, e com ela sabemos que estamos cada vez mais próximos da despedida de Rachel, Kurt, Blaine e companhia. E mesmo com todos os altos e baixos do roteiro de Ryan Murphy, a temporada final é uma celebração de tudo o que vimos nestes seis anos da série.

A primeira parte da season premiere – intitulada “Loser Like Me” – conecta os fios desta temporada com os acontecimentos do season finale de maio de 2014. Depois de seis meses, Rachel se torna uma falha épica na TV, e não tem outro jeito senão voltar para Lima. Sendo assim, nos despedimos de Nova Iorque de vez, e voltamos às raízes. Diferente do habitual em Glee, este episódio teve um ritmo muito acelerado. Poucos minutos, Rachel volta para casa, descobre que os pais estão se separando, Kurt e Blaine não estão mais juntos, e ele se torna o treinador dos Warblers.

Continua após publicidade

E nestes seis meses, Rachel e Blaine não se comunicaram, sendo assim, ela não sabe do rompimento – tanto dos amigos, quanto dos seus pais. E já no primeiro episódio, Murphy deixa uma ponta solta: como uma jovem em pleno século XXI, que tem Facebook e Twitter (se lembrarmos das outras temporadas), não sabe do que se passa com seus amigos? Rachel, querida, não pagou a conta do Whatsapp?

A verdade é que Rachel não é mais aquela menina ambiciosa e sonhadora, que fazia de tudo para se sentir especial. NYADA se foi, Nova Iorque se foi, o amor da sua vida se foi… Mrs. Berry amadureceu, deu saltos maiores que as pernas, mas ainda não sabe lidar com o fracasso. Mas o interessante na abordagem da sexta temporada é que voltar atrás nem sempre é retroceder. Rachel voltou para Ohio, mas seguiu em frente e reviveu o New Directions.

Klaine chegou ao fim (pelo menos nesse início de temporada) de uma forma um tanto quanto sem sentido, mas não é a primeira vez que Glee apresenta storylines confusas. De todos os formandos, o único que não deu um passo a frente foi Kurt, e foi preciso trazê-lo para casa a fim de desenvolver o andamento do personagem para este ano, e um estágio no clube do coral foi a parte mais conveniente de todas as transformações que a sexta temporada trouxe. Ah, e como não falar de Blaine e Dave. Até se fosse Sebastian, iria me convencer de que, de fato, o novo treinador dos Warbles superou o término do noivado, mas a falta de química entre Darren Criss e Max Adler não nos transmitiu – pelo menos no season premiere, que aquele relacionamento é algo que envolva sentimento.

Do núcleo que continuou em Ohio, Sue continua diretora do McKinley, e instaurou um regime de terror na escola, como era de se esperar da personagem. Jane Lynch, mesmo depois das variáveis que seu alter-ego teve nos cinco anos anteriores, sabe ainda dar um tom irônico e sádico à Treinadora Sylvester. Já Mr. Schue, se torna agora o treinador do Vocal Adrenaline e a série mais uma vez desperdiça uma participação especial. Max George, ex-The Wanted, estava ali e não teve sequer uma fala, repetindo o feito de Jessica Sanchez na quarta temporada. Para quem não sabe, o personagem dele se chama Clint e é a nova estrela do coral do Carmel High. Esperamos que o Vocal Adrenaline faça o seu nome, e seja temido, mas que seu líder vocal incorpore o legado de Jesse St. James (Saudades, Jonathan Groff!).

O episódio “Homecoming” foi a grande expressão artística de Glee. Não só pelas cenas de transição que imitam desenhos, mas as performances, o retorno dos membros originais e a inclusão dos novos membros do New Directions e, principalmente, o roteiro. As falas e piadas foram muito bem colocadas, e o ritmo do episódio foi muito bem equilibrado.

Com Blaine na direção dos Warblers, é certo que boa parte da temporada será dividida entre este e o New Directions. Bom, espero que não seja num todo perda de tempo. Mas o dilema que acomete o clube do coral da Dalton Academy é o que vai movimentar todo o episódio. A dicotomia entre tradição e transformação deixa Jane fora dos Warblers, e Blaine promete colocá-la dentro, mas a moça quer algum lugar que ela seja realmente aceita, e Rachel Berry foi que deu segurança para a novata.

E por falar em tradição, Spencer é o novo personagem gay da série e, ao contrário do convencional, ele não se intimida pela sua sexualidade. O novo quarterback do McKinley acredita que o clube do coral é para os outcast, coisa que ele não é, e muito menos se sente. Mas o que não muda é a vontade incansável de Sue em acabar com o New Directions, e a sua nova peça com certeza será Spencer.

O novo de fato assusta, e quando foi anunciado que a sexta temporada iria introduzir novos personagens, foi a coisa mais controversa e arriscada que a série já fez. Quer dizer, são apenas 13 episódios! Como dizer a linha de história de cinco personagens?! Pois bem, Jane, Roderick, Spencer, Madison e Mason não só tem vozes incríveis, mas foram a boa surpresa do último ano da série. E se lembrarmos bem, a troca de elenco foi o que fez Malhação, no Brasil, um sucesso (por alguns anos). O legal destas novas adições ao elenco é que elas não seguem esteriótipos, como na quarta temporada, em que Marley “supostamente” seria a nova Rachel, Ryder o novo Finn, Jake o novo Puck, e – como foi bem citado por Brittany – Kitty a nova Quinn.

Homecoming” foi um episódio onde a música reinou, mas a cena em que os membros originais vão em busca de novos integrantes do glee club foi apenas hilária. Glee sempre usou o recurso de metalinguagem para fazer piadas internas, e relembrar a “ficada” de Santana e Quinn foi a boa sacada do episódio. Aliás, voltando para “Loser Like Me“, o fracasso de That’s So Rachel (As Visões de Rachel?) parece muito com o cenário que a FOX vive hoje, não é mesmo?

As performances de mais destaque desta season premiere dupla foram “Problem“, de Ariana Grande e Iggy Azalea, “Tightrope“, de Janelle Monae e Big Boi, e “Home“, de Edward Sharpe & The Magnetic Zeros. Não tem como não deixar de comentar Naya Rivera cantando a música da atual namorada de Big Sean, mas a Sra. Rivera Dorsey com certeza já superou, e já deve ter conquistado outro Rolex. Ainda não superamos “Toxic” do ano passado, e a Unholy Trinity vem com “Problem“, que virou um hit em 2014, e movimentou a arquibancada do McKinley. Samantha Ware lidou com Janelle Monaé tão lindamente, que foi um desperdício dos Warblers não a aceitarem (sorte para o New Directions). Já “Home” reuniu não só os ex-membros do New Directions, como os novos, e aqueles fogos de artificio… <3

O próximo episódio, “Jagged Little Tapestry” também promete ser bem movimentado, com pedido de casamento Brittana, e mash-ups entre músicas de Alanis Morrisette e Carole King. Mas uma pergunta fica no ar: se é necessário 12 alunos para competir, será que a versão 2012 do New Directions não vai voltar? Só nos resta aguardar.