Glee – 6×04 – The Hurt Locker Part. I

Glee 6x04 The Hurt Locker Part 1

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Chegamos ao quarto episódio da última temporada de Glee, e a proposta de Ryan Murphy para a despedida da série começa a fazer sentido. The Hurt Locker Part 1 já de cara tem potencial para ser um bom episódio pelo simples fato de que tem menos música do que o usual. Sim, mesmo Glee sendo uma série musical, quanto menos performances – que duram em torno de quatro minutos, e são uma média de seis por episódio -, mais história.

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E nesta semana o foco esteve em Sue Sylvester, um dos personagens favoritos dos espectadores (e também dos que não gostam da série) por ser a anti-heroína de Glee. O roteiro deste episódio foi feito para os fãs e, mesmo que inconscientemente, pelos fãs. Desde a season premiere, a série tem feito muitas referências a suas outras temporadas, e creio que esse é o alívio que precisávamos. A sexta temporada tem dado um passo a frente e dois atrás, o que não é uma coisa ruim, já que a principal reclamação de quem assiste é de que as histórias não tem conexões nem continuidade (muito menos desfecho).

Para a surpresa de todos, a Principal Sylvester é uma KLAINE! Assim como vários gleeks, que acreditam em seus shippers até fora das câmeras (até hoje vejo gente sofrendo nas redes sociais pelo fim de Achele, se é que um dia existiu), Sue também torce por Kurt e Blaine, e está obstinada a fazê-los voltarem. O interessante é que os casais e seus respectivos shipps viraram a grande sensação da série, o que fez episódios como The Break-Up um dos mais memoráveis. Mas não foi só unir um casal que motivou Sue em The Hurt Locker Part 1. Sua função do começo ao fim foi recordar o passado de Glee – personagens que não tinham nenhuma função ou performances que simplesmente foram “Why? How?” – e fazermos, aos poucos, nos despedir da série. Ela resgata seu ódio por Will, e isso afeta diretamente na competição amigável entre ele e seus antigos alunos. O embate entre os dois, inclusive, foi a interpretação de todas as críticas de quem abandonou a série (ou nunca assistiu de verdade), e a posição de quem até hoje a defende.

 

Glee 6x04

Você escolhe apenas os alunos mais vulneráveis e os favorece, negligenciando ativamente os outros, como aquele garoto bruto com os dreadlocks, ou o pobre irlandês idiota Rory, ou o dançarino negro, cujo nome nenhum de nós se lembra, porque você queria de volta uma vitória nas Seccionais e prontamente os ignorou no esquecimento. […] Você não conhece um único nome dos únicos verdadeiros gênios musicais naquela sala do coral … A banda! […] A sua obsessão psico-sexual bizarra com esse Glee Club estava me perturbando desde o primeiro momento em que você perseguiu um estudante nu nos chuveiros.” (SYLVESTER, Sue)

 

Sinceramente não concordaria com uma competição de igual para igual. Vocal Adrenaline, nestes seis anos, foi um dos mais temidos competidores e não faria sentido, agora que “voltamos às origens”, ele se equiparar ao New Directions, que sempre foi mais sentimento do que técnica. No palco, rolava a química entre os integrantes do coral do McKinley, diferente do VA e dos Warblers, que sempre foram mais técnicos. Ainda não vemos do que os novos membros do Glee Club são capazes, mas agir como se não fosse necessário mais componentes para competir não é uma saída justa para a série, afinal por todos esses anos houve a preocupação de cumprir as regras.

Will levou para o Carmel sua forma de ensinar, mas parece que ignorou o fato de que o Vocal Adrenaline é um coral mais performativo, e não necessariamente uma unidade que se preocupa com o sentido grupal. Além disso, ele levou consigo suas partituras dos anos 80, que renderam “Whip It” e “Rock Lobster“. Por favor, não façam isso nas Seccionais. Vale lembrar que o VA sempre teve uma estrela, e este ano é a vez de Max George da banda The Wanted liderar o coral da Carmel High, mas sua participação se equipara a Jessica Sanchez, na quarta temporada: TOTALMENTE INEXPRESSIVA E DESNECESSÁRIA!. Muitos tentam, mas poucos podem chegar aos pés de Jesse St. James. Isso me faz lembrar que também precisamos nos despedir dele e de Sebastian Smythe, por isso tragam-os!

Samchel aconteceu, e muita gente se perguntou “como foi possível”. Simples: desde a segunda temporada os escritores tentavam juntar o casal, mas Finchel tinha um apelo maior. Quem não lembra da “tensão” que rolou entre Sam e Rachel na quinta temporada? Mas, sinceramente, acredito que o final de Rachel não envolve um novo casal. Sam traçou seu caminho com Mercedes, e tenho a leve impressão que é neste caminho que os últimos episódios da série irão. A parte boa disso tudo foi a performance de “A Thousand Miles“, resgatando o icônico videoclipe de Vanessa Carlton. Deu até vontade de sair pelas ruas com um piano Sério!. Klaine também soltou algumas faíscas. É evidente que os dois, em algum ponto, ficarão juntos, mas é divertido ver Sue fazendo isso acontecer do jeito dela.

Antes de terminar, preciso citar um dos melhores covers que Glee já fez nestes seis anos. “Bitch” não foi a melhor performance do episódio, mas Jane Lynch é sempre um show a parte. Ainda acredito que lançaram uma versão única de “Super Bass“, preciso ouvir essa mulher fazendo rap! E, assim como American Horror Story mas em escala menor, a música de Meredith Brooks tem ligação com Jagged Little Tapestry, uma vez que algumas pessoas a atribuem a Alanis Morrissette e seu disco Jagged Little Pill.

Aliás, deem um spin-off para ela e Becky (e incluam Figgins e a releitura da ~Tricia Miler~ de Orange is The New Black)! A relação mais genuína da série está nestas duas.

Semana que vem teremos a segunda parte, com a apresentação do coral da Dalton, novas armações de Sue para reunir Kurt e Blaine, o retorno de Kitty, e (finalmente) o New Directions sob os holofotes! Confiram o trailer:

 

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=I4l-bg8lJZo[/youtube]

Tags FOXGlee
Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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