Glee – 6×07 – Transitioning

Glee 6x07

 

Como o nome sugere, mudanças foi o tema principal de Transitioning, o sétimo episódio da última temporada de Glee. Diferente do que vinha apresentando até aqui, está semana a série deu dois passos para trás – e com dois pés esquerdos.

Shannon Beiste está de volta depois da cirurgia de mudança de sexo, agora como Sheldon, e o colégio – na pessoa da diretora Sue Sylvester – tem o papel de acolher e assegurar um ambiente de normalidade para a transformação de vida que a treinadora passou. Diferente de todas as ações que se esperava de Sue, a ex-treinadora das líderes de torcida recebe o novo colega de trabalho de braços abertos, assim como adapta a política da escola para essa nova realidade de Beiste, agora como Sheldon.

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Ao passo que Sheldon chega no McKinley, Will Schuester começa a sentir uma diferença no Vocal Adrenaline em relação ao tempo em que treinava o New Directions. Por mais regalias que tivesse, o perfil do coral do Carmel High é muito mais egoísta do que na sua antiga escola. Enquanto que no clube do coral do McKinley ele conseguia aparar o egos – principalmente os de Rachel – e fazia uma apresentação coesa nas competições, o seu novo trabalho tem uma preocupação com a técnica e com se manter no topo do que com o companheirismo e tudo aquilo que Will pregava nas últimas temporadas.

Demorou mais Clint de Max George finalmente saiu da caixinha, mostrando que o novo vilão mora ao lado, e não no New Directions, como aconteceu nas últimas temporadas. Revivendo a ovada que Rachel levou de Jesse na primeira temporada, ele ataca os treinadores dos corais rivais, além de ofender Sheldon, um dos melhores amigos de Will. E nem Unique, que um dia foi a estrela do Carmel, fez o líder Clint descer do seu pedestal. É Mr. Schue, você não está mais no McKinley. Competir e, sobretudo, vencer para o Vocal Adrenaline é muito mais importante do que aprender.

Em menor escala, Rachel também passa por uma mudança – literalmente. A moça tem que encaixotar suas memórias e se preparar para se desapegar do espaço onde cresceu e sonhou por três temporadas (as outras duas foi em Nova Iorque). Além disso, seu coração começa a seguir em frente, dando uma chance para Sam, história que vem se desenrolando nos três últimos episódios. Sinceramente, pra quê?

Para os fãs mais xiitas de Glee, Rachel sempre será do Finn (ou Lea Michele sempre será de Cory Monteith). Ok, é exagero achar que a atriz ia fechar a vida para o amor porque o namorado morreu, mas fazer Rachel seguir em frente nesta altura do campeonato é gastar cartucho. Mas enfim, não tem como voltar atrás. Pelo menos, o novo casal nos entregou neste episódio um dos melhores duetos, “Time After Time“, famosa música da cantora Cyndi Lauper que, pelo mesmo por mim, era muito esperada na série (mais ainda não supera “My Heart Will Go On“). Isso sem falar no álbum cheio fotos a lá Harry Potter, com memórias que deixam todos os gleeks melosos.

Sim, é chato que a cada crise de Rachel – ou de qualquer personagem da série – todos devem fazer uma intervenção. Salvo os dois tributos a Britney Spears e o episódio Born This Way, toda vez que em Glee o grupo parou para “dar um sacode” em alguém, tudo saiu pelo ralo em termos de narrativa. Dessa vez não foi diferente. A roda da fortuna foi a parte que poderia trazer surpresas, como todos os sorteios de duetos (quem lembra de Will e Rachel cantando “Endless Love” em Ballad?), mas foi apenas um gancho para algo que viria no fim do episódio, quando Will sugere que Rachel e Kurt trabalhem a individualidade do grupo e passe a conhecê-los melhor. É Ryan Murphy trabalhando a auto-crítica. O que ele tem feito pelos novatos?

All About That Bass” foi bem executada por Mercedes e Roderick, e teve um conjunto de cena bem cômica, mas não passou de um momento a parte em toda construção do roteiro, assim como “Somebody Loves You“, que foi a chama que acendeu no coração de Blaine, que só vai ser trabalhada de fato no próximo episódio. “Same Love” e “You Give Love A Bad Name“, também se encaixam nesse bloco, mas a tônica da música de Bon Jovi se encontrou com a voz de Max George e imprimiu um bom resultado na tela.

O destaque sem dúvidas foi “I Know Where I’ve Been“, uma das letras mais bonitas do musical Hairspray, cantada nas telonas por Queen Latifah. E ninguém melhor que Unique para fazer uma performance tão memorável como essa, acompanhada de um coral de 300 pessoas transgêneras. Um grande abraço não só para Sheldon, como para qualquer pessoa que passam com essas transformações sociais/psicológicas/fisiológicas. Coisa que Glee sabem fazer muito bem, desde “Beautiful“, na primeira temporada.

Semana que vem o tão esperado e planejado casamento de Brittany e Santana acontece, e traz de volta Gloria Stefan (cantando), Jennifer Coolidge (CANTANDO!), Ivonne Coll, Vanessa Lengies (CANTANDO 2!), Ken Jeong, Romy Rosemont (CANTANDO 3!), Mike O’Malley, além de apresentar Gina Gerson (Bound) como Pan Anderson, mãe de Blaine. E, é claro, não poderiam faltar os ex-alunos do McKinley nesta festa. Algo me diz que esse casamento vai ser bombástico e um dos mais cômicos. Segura só a promo!

 

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Tags FOXGlee
Equipe Mix

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