Glee – 6×09 – Child Star

Glee 6x09
Foto: Entertainment Weekly

 

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Um pouco de subtrama adolescente nunca é demais, afinal é isso que fez Malhação um sucesso de audiência (por alguns anos, pelo menos). Não custa nada lembrar que Glee é sim uma série teen. Apesar dos seus fãs já serem crescidos em relação à estreia em 2009, o musical da FOX retornou às raízes na sexta temporada e a escola de ensino médio passou a ser o cenário principal.

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A quatro episódios do series finale, Ryan Murphy resolveu “apresentar” seu novo elenco. Até então, a gente conhecida pouco ou quase nada dos membros do New Directions, uma vez que os oitos episódios anteriores – salvo Homecoming – foi focado em colocar pontos finais nas histórias que a série já tem. Child Star colocou Roderick, Spencer, Mason, Madison e Jane na frente do palco e pediram para que eles dançassem conforme a música, num enredo muito fraco que não rendeu em nada.

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No segundo episódio fiquei entusiasmado com os novos personagens, que pareciam ser uma revigorada na série, mas agora já penso que foi um dos grandes erros apostar treze episódios a um grupo de cinco pessoas que, apesar de serem muito talentosos, não são tão consistentes quanto todos os outros. E não é culpa deles, já que a curta temporada não dá tempo hábil para tanta coisa.

Pois bem, o New Directions já cantou em casamentos, funerais, e até comercial de TV, agora é proposto ao grupo que se apresentem em um bar mitzvah. E não é de qualquer garoto: Myrion Muskovitz (J. J. Totah, de Jessie) é sobrinho do superintendente de Ohio, por quem Sue tem uma queda. Claro que a Diretora Sylvester não ia deixar o clube do coral escapar dessa. Myron não só é talentoso – vimos isso em Lose My Breath – mas também mimado ao extremo, e deu muito trabalho a Sue.

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Formar casais é a matéria preferida no McKinley High School, mas acredito que dessa vez os shipps ficarão de lado. Roderick supostamente seria o underdog desta temporada, mas foi tão corajoso quando Rachel na no início da série, quando ela era oprimida por todos a sua volta. Spencer não só vê uma chance de ajudá-lo – e coloca em xeque toda “reputação” que os jogadores de futebol e líderes de torcida construíram até aqui -, mas também tem um incentivo ao descobrir que Alistair, sua paquerinha adolescente, é amigo de Roderick. A paixão do post-modern gay do New Directions é tão intensa que tem até momento ~sofrência~ com Friday I’m in Love. E por falar em Alistair, é a primeira vez que temos um ator que realmente tem a idade escolar na série (embora pareça mais velho, Finneas O’Connell tem 17 anos).

Enquanto Alistair esnoba Spencer, Mason tenta a todo custo conquistar Jane, mas Madison não fica tão contente pela felicidade do irmão. Os fatos engraçados desse plot são: 1) poderia jurar que Mason era gay; 2) a única vez que vimos alguma dinâmica entre Jane e Mason foi no dueto em Jagged Little Tapestry, e mesmo assim eles nem se falaram; 3) jurava que Jane ia fazer casal com Roderick. Como falei antes, os erros do roteiro não são culpa dos novatos, e acredito que eles estão fazendo um ótimo trabalho. Samantha Ware e Billy Lewis Jr. tiveram boas entradas, assim como Marshall Williams e Laura Dreyfuss. Noah Guthrie ainda continua um pouco robótico, mas compensa quando ele abre a boca para cantar.

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Voltando ao tema principal do episódio, o bar mitzvah de Myron foi a oportunidade que Sue teve para retornar com sua rivalidade com Will, que agora está de volta ao New Directions como consultor de alguma coisa, mas pode muito bem ser o treinador, já que Rachel e Kurt não estão dando conta. Sheldon e Sam também são intimados a participar do evento (ah jura?! Só faltou chamar Mercedes e Artie, que somem e aparecem sem explicação nenhuma). Num episódio onde as expressões faciais fizeram toda diferença, Sam e Rachel trocaram olhares apenas UMA VEZ, e aposto que isso será usado de alguma forma nos próximos episódios.

Esses tipos de apresentação sempre foram usados como treinamento para a competição, mas as performances não tiveram um conceito, como Pure Imagination ou Just the Way You Are, na segunda temporada. I Want to Break Free foi apenas ok, e completou as estatísticas de que Glee tem, pelo menos, uma música do Queen por temporada. “Uptown Funk” cobriu a cota de Bruno Mars, que Ryan Murphy já declarou amar, e deu a oportunidade de Samantha Ware mostrar seu gingado. “Break Free” deveria ser a sensação do episódio, mas foi muito bagunçada, igual a Cool Kids, no encerramento do episódio.

O saldo do episódio foram mais dois membros para o clube do coral. No entanto, para competir ainda precisa-se de mais quatro integrantes, o que poderia ser solucionado com a “segunda geração” (Marley, Jake, Ryder e Unique), mas sabemos que isso não vai acontecer.

Semana que vem Sue volta para o centro da trama, e se seguir o ritmo de The Hurt Locker, o próximo episódio promete boas risadas. Confira a promo abaixo.

 

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