Glee – 6×12/13 – 2009 / Dreams Come True

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Imagem: Arquivo pessoal

 

 

Chegamos ao momento em que os fãs de Glee ao mesmo tempo que ansiavam, não queriam que chegassem tão cedo. O series finale volta às origens para depois mostrar o que o futuro reserva para cada um dos talentosos ex-alunos do McKinley High School.

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Na primeira parte, 2009, o episódio piloto é destrinchado numa estratégia tão ousada quanto inteligente. E o mais interessante disso tudo foi perceber que eles mantiveram intactos cada detalhe do primeiro episódio de Glee (inclusive o pai negro de Rachel). Aqui no Mix de Séries já falamos sobre o livro “Glee: O início“, escrito por Ryan Murphy sob o pseudômio de Sophia Lowe, mas não é essa história que ele escolhe contar.

De volta ao ano de 2009, antes de todo o caminho percorrido pelo Glee Club nestas seis temporadas, Rachel Berry, Mercedes Jones, Kurt Hummel, Tina Cohen-Chang e Artie Abrams são mostrados tentando reconstruir o clube do coral, sob a direção do professor de espanhol Will Schuester, ex-membro do grupo vencedor de 1993, mas que agora deve se preocupar com a família em construção (pelo menos na mente de Terri, sua esposa). O importante deste episódio é ver que tudo tem uma razão de ser: a ambição de Rachel, a inflamada auto-estima de Mercedes, a timidez de Tina… Tudo é colocado numa ótica que impulsiona o New Directions ao sucesso. Quando deram o primeiro passo para o clube do coral, eles não sabiam que se apaixonariam, que correriam atrás de seus sonhos, ou que arriscariam tudo pelo estrelato, mas tinham o brilho nos olhos e o desejo de serem vistos pelos seus talentos individuais.

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Imagem: FOX

2009” foi um episódio muito bem escrito que a falta de Cory Monteith não atrapalhou em nada o andamento das linhas interpretadas – mesmo que fosse desejo nosso que ele estivesse lá. E, para nossa surpresas, Blaine e Mercedes já se cruzaram no café, e Kurt estava lá. Howard e o grupo acapella, Matt e o encontro de Finn e Will no vestiário, tudo estava lá, mas o ponto alto do episódio foi o que, para o New Directions, representou o início de tudo, a épica performance de “Don’t Stop Believin”.

A segunda parte, “Dreams Come True“, começa com o presente, a vitória e consagração do New Directions nas nacionais. E, antes que cada um siga seu destino, o McKinley vira uma escola de artes, sob a direção de Will Schuester. Sam é escolhido para substituir Will no clube do coral, que agora não é somente um, mas três – New Directions, Troubletones e um coral para iniciantes.

Mercedes, a menina que tinha medo de não ter oportunidades, é escolhida para fazer o show de abertura da turnê de Beyoncé, e dá o pontapé inicial para a carreira musical que tanto sonhou. Mais uma vez com o coral de sua igreja – onde seu talento foi visto por Rachel com a balada gospel “I’m His Child” -, ela se despede dos amigos com “Someday We’ll Be Together“.

Cinco anos depois, muita coisa mudou para os cinco desafortunados garotos do New Directions. Kurt – desta vez com Blaine – desfruta de uma vida confortável em Nova Iorque e servem de inspiração para jovens gays. Artie e Tina voltam a ficar juntos, e ele tem um de seus filmes competindo em um festival. Mercedes se torna uma cantora famosa, mas não volta com Sam, mesmo com toda insistência dele. Sue chega à vice-presidência dos Estados Unidos, e – se segure Fitz Grant (Scandal) – ela quer chegar à presidência.

A estrela da série, Rachel Berry, segue seu caminho em Nova Iorque, se forma em NYADA, consegue uma musical e… vence Maggie Smith e Anne Hathaway no Tony. Se casa com Jesse St. James, além de servir de barriga de aluguel para Kurt e Blaine.

Dreams Come True” mostrou o crescimento de cada um dos cinco desafortunados que, mesmo contra tudo e todos, acreditaram desde o início que o clube do coral era o momento e o lugar de cada um deles. Mas, diferente de “2009“, não teve o cuidado de deixar intacta a mitologia da série, e ao mesmo tempo que deu ponto final, abriu vírgulas ainda maiores. Aliás, quantos filhos Will e Emma puderam fazer em cinco anos? O interessante deste episódio foi que, principalmente Lea Michele, deixou para trás o personagem e deu seu particular adeus a tudo que Glee representou nestes anos. “This Time“, escrita por Darren Criss, foi a música perfeita para este encerramento, e com certeza entra no rol das melhores performances da série, enquanto “The Winner Takes It All” é a rendição de Sue a Will (mesmo que, tenha dado a entender, que ela pense que venceu no fim das contas).

Para encerrar com chave de ouro, Finn Hudson desempenha mais uma vez um papel importante neste series finale, dando nome ao auditório do McKinley, com a presença honrável da vice-presidente, que reconheceu o quão corajoso o clube do coral foi por todo este tempo. “I Lived” encerrou o episódio com a presença de quase todo o elenco que passou pela série – inclusive Terri, sem razões aparentes. Depois de seis anos e 726 performances, Glee se despede sem deixar nenhum fã arrependido. Cada sonho se tornou realidade, e é hora de seguir em frente – para eles, e para nós também.

Equipe Mix

Equipe Mix

Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

2 comments

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  1. Avatar
    Michele 26 março, 2015 at 09:42 Responder

    Ahhhhh Gleeeeee!!!
    Que final emocionante. Que final digno. Eu ameiiii cada detalhe. Tudo me emocionou. Teve cenas, principalmente na apresentação solo da Rachel, que chorei tanto com a letra e com a interpretação da Lea que não conseguia ver a tela. Eu soluçei. Não tenho vergonha de falar que com 35 anos, me emociono e muitooo com Glee e musicais.
    Vou sentir muita falta dos meus meninos, das apresentações e serei sempre fã da história deles.
    Valeu, Glee!! Obrigada por cada lição e cada lágrima.
    I will miss you guys!!
    Léo, sweetie, mandou muito bem na review. 😉

  2. Avatar
    Felipe Moura 29 março, 2015 at 21:24 Responder

    Essa final de Glee foi uma maravilha, pura emoção e nostalgia. A ideia do 6×12 foi genial! Tão bom ver uma nova perspectiva de quando eles chegaram no New Directions. Impecável.

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